segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Surgiu...

"De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento"


Como já disse por aqui antes, é colocar os dedinhos no teclado e o poema surge. Sei lá, entende?
E já que comecei, mais um pequenininho:


"De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo."


Vinícius de Moraes 

Uol na madrugada...

"Prisão de Arruda vira atração no domingo de Carnaval"
"Homens invadem casa de Silvio Santos em São Paulo; veículo é roubado"
"Jogador dá cotovelada criminosa na Copa da Inglaterra"
"O ciúme que você sente é saudável ou preocupante?"
"Quando acaba a brincadeira e o jogo fica sério"
Juarez de Castro: novo CD do padre-cantor"
"Entenda o que é a compulsão por sexo, que afeta 2% dos brasileiros"
"BBB pode ser fonte de ensinamentos úteis aos telespectadores" (!!!???!!!)
"Condenado à morte mais velho dos EUA morre de causas naturais"
"Em Tiradentes, axé é proibido e blocos animam as ruas"
"Madonna tenta desfilar durante apresentação da Imperatriz e causa tumulto"


E na foto, Dilma-de-cabelo-enrolado carrega no colo Mercy, a filha de Madonna...

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Hummm...

Acabei de ganhar um "eu te amo" e um beijo gelado.
Meu filhote é assim, melhor que a encomenda.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Recomeçando com poesia

Letreiro
Porque não sei mentir,
Não vos engano:
Nasci subversivo.
A começar por mim - meu principal motivo
De insatisfação -,
Diante  de qualquer adoração,
Ajuízo.
Não me sei conformar.
E saio, antes de entrar,
De cada paraíso.
Miguel Torga

Quando eu crescer...

... quero ser igual ao Gilberto Dimenstein.
Mas brincadeira à parte (não, é verdade!), o artigo abaixo resume parte do que venho pensando e pesquisando. 
As soluções imediatistas, a falta de valores - ou de valores do bem, a mídia e a realidade, a incompetência da família e da escola diante do mundo que se apresenta  e a importância da filosofia na vida cotidiana são questões urgentes. E, diante deste quadro, acredito que pais e instituições de ensino são os atores principais, cujos papéis precisam ser assumidos ontem
Como? Ainda não tenho uma resposta que me satisfaça - e talvez nunca encontre. Porém, o simples fato de iniciarmos uma discussão com e entre os dois elementos é um passo na direção correta. 

Mulheres insustentáveis

O parlamento espanhol aprovou, na semana passada, lei que proíbe publicidade, na TV, com exaltações ao "culto do corpo" -a proibição vale das 6h às 22h, destinada, supostamente, a proteger crianças e adolescentes. A decisão radical dos espanhóis coincide com o mês no Brasil em que os desfiles de moda no Rio e em São Paulo colocam ainda mais alto no pedestal seres esqueléticos, apresentados como padrão máximo de beleza.

O argumento que sensibilizou os parlamentares espanhóis: "a publicidade que associa a imagem do sucesso com fatores como peso ou estética incita a discriminação social pela condição física". Esse tipo de argumento sensibiliza também políticos da França, onde tramita uma lei determinando que todos os anúncios com mulheres e homens retocados tenham uma advertência sobre a falsidade da fotografia. O culto à magreza seria colocado, portanto, no mesmo patamar das campanhas contra o fumo e a bebida.

Considere-se ou não papel do poder público meter-se nesse tipo de publicidade, o fato é que se espalha pelo mundo, inclusive no Brasil, uma reação contra as mulheres insustentáveis, cujos corpos só se mantêm (salvo questões genéticas) na base da faca e consumo insalubre de alimentos.

Sempre houve, na história da humanidade, padrões de beleza. O problema é que, agora, juntaram-se à cultura das celebridades, o culto do narcisismo, a visão cada vez mais imediatista dos jovens e as óbvias questões de saúde para alcançar determinado tipo de padrão de beleza, tudo isso embalado pela publicidade.

A cultura da celebridade é visível nos meios de comunicação, onde as entrevistas de modelos, repletas de asneiras e banalidades, ganham destaque.

Isso se traduz, por exemplo, nos casos cada vez mais frequentes de anorexia e bulimia que chegam aos consultórios médicos. Ou nas cirurgias plásticas feitas por crianças e adolescentes, quase todas por motivos estéticos, em sua maioria lipoaspiração. Somos um dos países campeões do mundo em cirurgia plástica: proporcionalmente estamos empatados com os americanos.

O último dado disponível: das 650 mil cirurgias realizadas no país, 15% são feitas em crianças e adolescentes. Psicólogos me informam que, muitas vezes, há estímulo paterno.

Uma pesquisadora de Harvard (Susan Linn) publicou recentemente estudo mostrando a relação entre excesso de publicidade e distúrbios alimentares (da obesidade à anorexia) entre crianças e adolescentes americanas -ela também mostrou a relação entre marketing e sexo precoce.

Sou dos que defendem que a publicidade deve ser responsável e fiscalizada pela sociedade -e, em certos casos, limitada. O perigo é imaginar que limitar a publicidade ajuda muito. O exemplo do pai exagerando na bebida é muito mais poderoso para o filho do que todos os anúncios.

Há um consenso entre psicólogos e educadores de que a doença das mulheres insustentáveis é um problema de educação de valores.

Todos sabem que a adolescência é uma fase de desconforto, na qual se testam, como em nenhum outro período, limites e frustrações, em meio a crises de baixa autoestima. Também todos sabem que vivemos uma época da busca imediata do prazer, tudo tem de ser em tempo real, num estímulo constante ao consumo.

A psicóloga Rosely Sayão lembra que, nesse contexto, são reverenciadas, por causa do imediatismo, as drogas legais e ilegais. Muito mais rápido do que fazer terapia é empanturrar-se de alguma pílula contra ansiedade. A tristeza é medicalizada, como se não fizesse parte do cotidiano -é como se devêssemos sempre parecer algum personagem sorridente de revista de celebridades ou parte de um anúncio, com a família feliz, de caldo de galinha.

Entrar na faca é bem mais rápido do que mudar a alimentação ou ficar malhando. Psicólogos alertam que o problema é bem mais fundo do que a necessidade de malhar ou controlar a alimentação -e aí entra a necessidade de educação de valores, uma das preocupações das escolas mais sérias.

Educação de valores significa discutir o que significa beleza e aprender a relativizar a estética -afinal, beleza pode ser simplesmente a pessoa se conhecer e se gostar. Em síntese, sentir-se bem, apesar das limitações e imperfeições.

É bem mais fácil e rápido (e menos eficiente) tirar do ar a publicidade das anoréxicas profissionais do que manter, nas escolas, na família e nos meios de comunicação, um debate sobre o que é essencial na existência.

Mas o fato é que, para muitos, mulheres insustentáveis são feias.

PS - As escolas deveriam aproveitar a obrigatoriedade do ensino de filosofia (o que considero um avanço) para discutir esse tipo de assunto. Seria uma encantadora aula mostrar a evolução do corpo desde os tempos gregos. Se Marilyn Monroe fosse procurar emprego hoje, certamente alguém a mandaria se internar no spa.
Gilberto Dimenstein 

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Oh, drama!

Se fosse uma manchete sensacionalista, talvez ficasse assim: "Sabonete da Natura provoca lesão".
Durante o banho, pensei nisto de brincadeira após o sabonete cair sobre meu pé. Quinze minutos depois, o dedo estava doendo e quando olhei ... não é que havia ficado roxo!
A vítima                                                     O agressor


* Duas horas e meia depois, o que era uma área arroxeada é um roxo roooxo. Sabonete com dupla utilidade - também é uma arma perigosa. Acho que vou começar a carregar um dentro da bolsa...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

(in.te.gri.da.de)

sf.
1. Qualidade ou estado do que é inteiro, do que não está menor do que era ou do que deveria ser; INTEIREZA: Aferiu a integridade da remessa.
2. Estado do que não foi alterado, quebrado ou agredido (integridade física).
3. Fig. Qualidade de quem é íntegro, honesto, incorruptível; HONESTIDADE; PROBIDADE: A integridade do funcionário é inquestionável.
4. Fig. Inocência, pureza, castidade.
[F.: Do lat. integritas, atis.]

Again

E não é que assédio moral volta à tona. Entre outras coisas.


"Quero ignorado, e calmo
Por ignorado, e próprio
Por calmo, encher meus dias
De não querer mais deles.
Aos que a riqueza toca
O ouro irrita a pele.
Aos que a fama bafeja
Embacia-se a vida.
Aos que a felicidade
É sol, virá a noite.
Mas ao que nada espera
Tudo que vem é grato."

Fernando Pessoa

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Achados II

Um assunto levou ao outro e...


Amèlie: Ela parece distante... talvez seja porque está pensando em alguém.
Pintor: Em alguém do quadro?
Amèlie: Não, um garoto com quem cruzou em algum lugar e sentiu que eram parecidos.

Pintor: "Ela prefere imaginar uma relação com alguém ausente do que criar laços com aqueles que estão presentes." 
Amèlie: "Hummm, pelo contrário. Talvez faça de tudo para arrumar a vida dos outros." 
Pintor: "E ela? E as suas desordens? Quem vai pôr em ordem?"

Achados I

Amigo é para todas as horas. Não tem que se desculpar. É tão difícil assim?


"E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho que se voltou mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita.
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o princípe, estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- O que quer dizer cativar ?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa criar laços...
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...
Mas a raposa voltou a sua idéia:
- Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música. E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então serás maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo...
A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me! 

Os homens esqueceram a verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

E onde fica o cinza?

Um saudosismo batendo ultimamente. Festas chegando. Mais um ciclo indo embora. Gerúndio.
Gerúndio é câmera lenta, é estar fora do tempo ao seu redor, é participar sem estar - ou estar além.
Com uma acontecimentos jorrando, ainda não senti a época que se aproxima. Natal, reveillon, férias, família, estresse, compras, viagem, irritação, desconexão, reavaliação, imagem, perfeição. E caminhando para o gran finale:40. 


Uau! É a primeira vez que sinto a nova idade. Que sensação de poder! Nada mal...


Mas o cinza, onde fica? É o que estava tentando localizar em meio aos pensamentos. Não há apenas o branco e o preto. Nem tudo ao céu, nem tudo ao mar (ou algo parecido). 
Talvez alguns dias mais - melhor dizendo, noites - esclareçam este território nublado que ando habitando. Talvez seja o que os "inimagináveis" 40 me reservam: flexibilidade.
Em busca do caminho do meio.


Meio branco, meio preto: cinza.
Será?
Só o tempo dirá.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

(suspiro)

Boa noite

Meu nome é Ana Paula e eu sou uma viciada em informação.
Aí, tadinho do blog, tem que concorrer com Twitter e com muita pesquisa para três cursos diferentes e simultâneos. Nem Casa Claudia e Arquitetura e Construção se salvam...

sábado, 14 de novembro de 2009

Saudades...

... de Santos.
... de amigos.
... de família reunida.
... de ser criança.
... de vento em Campinas.
... de queijadinha.
... de andar na Lagoa.
... de subir morro de bicicleta
e de descer feito louca...
... de "namorar" Marcelo.
... de ter tempo de sentir saudade.
........
Em tempo: Marcelo C.M. era meu "namorado" da segunda até a sexta série.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Laicidade e cigarro?

Pesquisando, encontrei o texto abaixo. Achei interessantíssimo já que foi o primeiro (que vi) a não resumir a questão da laicidade ao tema religioso.

FUMAR OU NÃO FUMAR EM LOCAIS PÚBLICOS – «laicismo» e «laicidade» em situações de conflitualidade não confessional

Contrariamente à concepção que, com frequência – e tendenciosamente –, se pretende fazer passar para a opinião pública, o «laicismo» constitui um dos princípios racionais basilares que enformam o contrato social que deve organizar as nossas sociedades modernas e cosmopolitas, visando a que elas possam ser amplamente livres, abertas e inclusivas, ao invés das sociedades tradicionais que, assentando em modelos identitários (de matriz étnica, histórica, religiosa, territorial, etc.), tendem a valorizar a padronização e a assumir-se, assim, necessariamente, em moldes totalitários.

A «laicidade» – ou seja, o/s modo/s de aplicação do «laicismo» – visa, afinal, num gesto de tolerência racional, alargar, tão amplamente quanto possível, o universo das livres escolhas individuais no seio de uma sociedade e, assim, permitir a expressão da/s diversidade/s – religiosa, ideológica, étnica/cultural, filosófica, estética, etc. – precisamente aí, nesses domínios onde as sociedades de matriz tradicionalista, recusam aceitar sair da norma simples da replicação comportamental, norma essa que, tantas vezes confundida com o exercício de um poder democrático maioritário, mais não é, afinal, do que uma primaríssima aplicação de uma igualmente primária – natural e irracional – «lei do mais forte».

«Laicismo» e «laicidade», contrariando também o discurso (ainda) costumeiro entre nós, não têm portanto que ver, necessariamente e em exclusividade, com as questões potencialmente conflituais de cariz religioso ou confessional.

Serve este prelúdio para introduzir o texto que aqui se anexa e que se refere a um excelente exemplo de aplicação do «laicismo» – do princípio «laicista» – a uma situação muito usual e que em nada se relaciona com a questão religiosa: o acto, hoje ainda tão frequente de os fumadores de tabaco se permitirem – e de também lhes ser permitido – o fumar em espaços públicos.

Lembra-nos muito bem Richard Hinkel Jr., o autor do texto recentemente publicado no jornal «Público» [12/10/2006], que “A liberdade do indivíduo acaba onde colide com a do próximo” (…) “o fumador reclama para si a livre opção entre fumar e não fumar” contudo “têm [terão] a mesma liberdade de opção os não fumadores que se encontram perto?”

Perante o choque das duas «liberdades», perante o conflito entre a liberdade do fumador fumar e a liberdade de o não fumador não fumar, prevalece a solução de compromisso que, instituindo a interdição para o fumador de fumar na generalidade dos espaços públicos e remetendo o exercício da sua opção de fumar para um espaço reservado para esse efeito – um espaço «privado» do grupo dos fumadores –, menos afecta a ambos os interessados, permitindo, afinal, a expressão condicionada de ambas as possibilidades de escolha.

Dizia o Padre Lacordaire: “Entre o forte e o fraco, é a liberdade que oprime e a Lei que liberta”.

domingo, 18 de outubro de 2009

Quem não lhe conhece, que lhe compre

Infelizmente, muita gente ainda acha que está bem informado assistindo Jornal Nacional ou lendo Veja (pra ficar nos mais conhecidos). 
E eu já perdi a minha inspiração com o calor que está fazendo aqui em Mogi Mirim - mesmo após a chuva forte. Então é melhor eu só deixar esta dica, não só de leitura mas para ser acompanhada:
A mídia militante, segundo Manuel Castels,  no Blog do Luis Nassif.
Quem sabe outra hora eu consiga voltar ao assunto...

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Pecados capitais

Uma passadinha inocente no shopping, indo ao supermercado:
* dois brinquinhos básicos: R$ 22,80;
* uma caixinha de palha trançada e tingida: 12,90;
* dois croissants pequenos com recheio de goiabada: 340 calorias;
* um pão doce coberto de creme e coco com leite condensado: 180 calorias.
Os valores dos enfeitinhos estão melhores  do que os das guloseimas...

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Em São Paulo

Casas do Chile
Mostra de projetos inovadores da arquitetura do país, apresentando novas tecnologias de construção.

Local: Museu da Casa Brasileira - Av. Faria Lima, 2.705 - Tel. (11) 3032-3727 - Jardim Paulistano - São Paulo
Ingresso: R$ 4,00 - Estudantes: R$ 2,00
Gratuito aos domingos e feriados (acesso para pessoas com deficiência)
Visitas orientadas: (11) 3032-2564, agendamento@mcb.org.br
Até 18 de outubro, de terça a domingo, das 10h às 18h

.
E ainda dá para passar no restaurante...

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

De vez em quando acontece

Caros contatos queridos,
Caso vocês estejam sendo importunados por mensagens deste blog informando que postei algo novo, desculpem-me.
Andei mexendo em algumas configurações e, pelo jeito, vocês começaram a ser "atualizados".
Tenham calma que até este final de semana descobrirei como parar com isto.
Pardon. Je suis désolé.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Ó, drama cruel!

Estou arrasada! O casamento de Kitty e Robert está por um fio. Tadinho dele... Que peninha dela... Que complicação! Ó, céus!
Mas, até o momento, ela não está tendo um caso extraconjugal, it's just an emotional affair...

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Tenho que estudar, trabalho para fazer, mas não resisto às múltiplas janelas e aí descubro coisas... e mais coisas... e mais coisas...
Esta é bem interessante e não vai atrapalhar/atrasar/dificultar a vida de ninguém.

sábado, 5 de setembro de 2009

Excesso de coisas para fazer

Preciso desacelerar! Não ando conseguindo fazer uma coisa de cada vez.
Esta semana tentei assistir um filme - assistir o filme. Quando dei por mim, já estava com uma revista na mão, folheando. Tirei de perto, apaguei a luz para evitar o livro ao lado, o bloco de anotações e a caneta... Um desconforto começou a rondar e um tempinho depois já estava eu planejando o cardápio semanal da escola e assistindo o filme.

Então, aqui estou eu fechando as janelas de pesquisa "séria", tentando ficar só com a música (na Sky, canal standarts e aqui goear), passando o tempo ajustando algumas configurações do blog, atualizando lista de contatos, descobrindo o twitter e curiosidades (!) como estas:

George Clooney - 1,80 m (ai, ai - não importa a altura...)
Brad Pitt - 1,80 m (até nisto estão juntos)
Tom Cavanagh - 1,83 (pela TV, achei que fosse mais alto...)
Josh Randal - 1,91 (lembrando da série, era mais alto que o Ed mesmo - e é 9 anos mais novo)
Sofia Coppola - 1,66 m (1 cm a mais que eu e um ano mais nova)
Bill Murray - 1,88 m (comparando com a Charlotte, é bem alto...)
Scarlett Johansson - 1,60 m (é, são 28 cm a menos... seria como eu e alguém com 1,93 m!)
..
......
Adoro Lost in translation (em nossas "traduções", Encontros e desencontros)!
Pena que não achei a última cena...

............................


Fase musical

domingo, 30 de agosto de 2009

Se eu fosse um livro eu seria...

Uma mistura de "Morte e vida severina", de João Cabral de Melo Neto, com "A paixão segundo GH", de Clarice Lispector.
Oh, céus!

Às vezes você tem uma séria vontade de estapear as pessoas, só para fazê-las acordarem e perceberem as injustiças deste mundo. Como podem viver em seus mundinhos banais, quando há quem passe fome e totalmente à margem de qualquer conforto ou assistência? Esta talvez seja a sua maior revolta. Por isso, você tenta fazer a sua parte. Talvez por meio de um trabalho voluntário, participando de movimentos populares ou somente se exaltando em rodas de amigos menos engajados. De qualquer maneira, você consegue de fato comover pessoas com seu discurso apaixonado e, ao mesmo tempo, baseado numa lógica de compaixão e igualdade que ninguém pode negar.Essa missão é mais do que cumprida pelo belo "Morte e vida severina" (1966), poema dramático escrito pelo pernambucano Melo Neto que se tornou símbolo para uma geração em conflito com as consequências sociais geradas pelo capitalismo selvagem.

Você é daqueles sujeitos profundos. Não que se acham profundos – profundos mesmo. Devido às maquinações constantes da sua cabecinha, ao longo do tempo você acumulou milhões de questionamentos. Hoje, em segundos, você é capaz de reconsiderar toda a sua existência. A visão de um objeto ou uma fala inocente de alguém às vezes desencadeiam viagens dilacerantes aos cantos mais obscuros de sua alma. Em geral, essa tendência introspectiva não faz de você uma pessoa fácil de se conviver. Aliás, você desperta até medo em algumas pessoas. Outras simplesmente não o conseguem entender. Assim é também "A paixão segundo GH", obra-prima de Clarice Lispector amada-idolatrada por leitores intelectuais e existencialistas, mas, sejamos sinceros, que assusta a maioria. Essa possível repulsa, porém, nunca anulará um milésimo de sua força literária. O mesmo vale para você: agrada a poucos, mas tem uma força única.

O teste saiu daqui.

sábado, 29 de agosto de 2009

Educação, política, informação

"O Brasil se comoveu, na semana passada, com duas meninas. Tainá Costa Alves, 8, levou um tiro, em São Paulo, que passou a três centímetros de seu coração. No Rio, Letícia Botelho teve menos sorte e foi assassinada no dia que completaria 13 anos -no momento do tiro, comprava o vestido para a sua festa de aniversário.Por coincidência, quase ao mesmo tempo em que as balas eram disparadas, as duas cidades anunciaram um projeto que serve como uma resposta para a barbárie.

Como se fossem uma única cidade, Rio e SP iniciaram, em conjunto, uma experiência em 126 de suas áreas infestadas de violência, cuja meta, ambiciosa, não é servir de referência só ao Brasil, mas ganhar escala planetária, de Mumbai à Cidade do México, passando por Joanesburgo, vítimas da insegurança.

As duas cidades foram escolhidas pelo Unicef para testar um modelo de gestão, batizado de "Plataforma dos Centros Urbanos", em que se integram todos os níveis de poder, focados em pequenas comunidades - uma unidade menor do que o bairro.Nesses focos, monta-se uma teia formada pelos governos federal, estadual e municipal, além de entidades não governamentais, Ministério Público, sindicatos, empresários, líderes religiosos, professores.

O que se pretende é fazer com que todos esses esforços resultem num modelo replicável em que se criem condições, nos lugares mais pobres, para o desenvolvimento das crianças e dos jovens e, aí, se trabalham de segurança e educação, passando por geração de renda, saúde e assistência social até drogas.

O centro da operação dessa plataforma urbana não é o poder oficial, mas a própria comunidade. Um de seus articuladores ganhou, na quinta-feira passada, destaque mundial. É a adolescente carioca Mayara Tavares que, durante o G8, na Itália, atraiu o olhar vivamente interessado do presidente Obama. Ela atua no bairro de Santa Cruz, zona oeste do Rio. Onde vive, ela teria uma chance razoável de um destino semelhante ao de Tainá ou Letícia.

Não se sabe o que vai sair da experiência no Rio e em SP. Mas dirigentes do Unicef dizem que, se os resultados forem bons, o projeto deve se expandir pelo mundo, onde existe a combinação explosiva entre juventude e grandes cidades.Esse teste faz parte da descoberta do valor das pequenas coisas -e a semana passada foi mais um exemplo dessa descoberta.

Um encontro reuniu, na quarta-feira, em Brasília, 120 secretários de Educação, o que significa cerca de 40% das matrículas do país. Alguns deles compartilharam pequenas soluções que vêm realizando em seus municípios, muitas de baixo custo.Em Londrina, muitos clubes, por falta de sócios, estavam abandonados. Nem precisaram de grandes reformas para que os estudantes de escolas públicas pudessem usar esses espaços; em SP são implantados os clubes-escolas. Em Sorocaba, criou-se um programa de visita de médicos às escolas e rapidamente se melhorou a produtividade dos alunos.

Em Recife, começam a desenvolver planos para que as escolas municipais tenham sua gestão compartilhada com a sociedade. Belo Horizonte, Nova Iguaçu e Barueri implantaram os bairros educativos -um projeto tocado na favela de Heliópolis, a maior de São Paulo.

No Rio, mulheres são remuneradas para fazer a ponte das famílias com a escola. Lá, na Cidade de Deus, notabilizada pelo cineasta Fernando Meirelles, escolas têm agora um professor treinado especialmente para fazer o elo com a comunidade.Decidiu-se que esse tipo de professor será disseminado por toda a cidade no projeto "Escolas do Amanhã", focado nas regiões mais vulneráveis. Esse projeto se funde, na prática, como as "Plataformas dos Centros Urbanos", do Unicef.

Sempre houve pequenas e inventivas soluções. A diferença é que, agora, elas estão ganhando escala, passando a atingir não centenas nem milhares de pessoas, mas milhões -o Bolsa Escola começou como um projeto em Brasília e em Campinas, depois se expandiu pelo Brasil e virou o Bolsa Família.

Os secretários estavam reunidos em Brasília por causa de um programa batizado de "Mais Educação", em que se envolvem vários ministérios e prefeituras para aumentar a jornada escolar. A mais recente adesão foi a do Ministério da Defesa.Motivo: a abertura dos quartéis da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, onde existem quadras de esporte que podem ser abertas aos jovens.

O Ministério da Saúde está ampliando seu programa de família para os estudantes. O Ministério da Justiça se integra com seu programa de jovens nos territórios vulneráveis. O "Mais Educação" já está em 5.000 escolas. Mas a tendência é se expandir -mudanças na legislação permitem recursos para os municípios que implantem o tempo integral. A aula pode acontecer em qualquer lugar, dentro ou fora da escola. Por exemplo: na quadra de esporte de um quartel.

Por problemas burocráticos ou políticos, São Paulo não se credenciou para os recursos (R$ 70 mil por escola) destinados a aumentar a jornada escolar e jogou o dinheiro fora. Nesse tipo de desenvolvimento local, articulado por adolescentes como Mayara, está a melhor resposta para Tainá e Letícia.

PS - Vale a pena prestar muita atenção na experiência do Instituto Unibanco -é, mais uma vez, a prova das pequenas soluções que ficam grandes. Ele ajudou 250 escolas de ensino médio a melhorar sua gestão e as notas avançaram rapidamente.
Nesse momento, ele está ensinando os próprios alunos a serem mobilizadores comunitários.
"

Gilberto Dimenstein
********

Quinta e sexta, participei da Conferência Intermunicipal de Educação, preparatória para a etapa estadual, que antecede a nacional - CONAE (Brasília, 2010). Fiquei no grupo que discutia o "Financiamento da Educação e Controle Social".
Precisamos evoluir muito, principalmente porque achamos que temos informação e conhecimento. Pensamos localmente apenas, desconhecemos a legislação (entre outras coisas), não conseguimos enxergar a educação dentro de um contexto maior e precisamos muito - muito!- estudar, ler, nos aperfeiçoar. E parar de reclamar!
********
Aqui em Pouso Alegre, temos quatro escolas funcionando em tempo integral.
Um vereador de Itajubá, do PT (partido do prefeito daqui), presente na conferência de educação desconhecia totalmente o fato. Assim como ele, secretárias de educação e outros profissionais de cidades próximas nem desconfiavam que a "utopia" já era realidade. Precisei apresentá-lo ao diretor de uma das unidades corajosas que aceitaram o desafio - porque ainda é um desafio.
Precisamos melhorar a comunicação...

domingo, 23 de agosto de 2009

Precisava registrar

O melhor amigo do João Pedro, o Pedro, está aqui em casa e a chuva lá fora vai longe.
Sugeri que jogassem videogame, mas, na hora de ligar, somente um controle estava funcionando.
O pai corre para ajudar, a contragosto - diga-se de passagem -, e os dois só palpitando. Nada de funcionar e a conversa continua. Pergunta daqui, pergunta dali e, de repente...
_ Parem um pouco que vocês estão me deixando nervoso!!!
E agora a pérola dita pelo amiguinho:
_ É, criança é assim.
Tranquilo.

sábado, 22 de agosto de 2009

...porque a hermenêutica diatópica...


...a ética da convicção e a ética da responsabilidade podem...
.
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...a classe média quer privilégios e não direitos...
.
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E o sábado se foi. Quero mais!

sábado, 1 de agosto de 2009

Pois é, então...

Essa história de tecnologia vicia.
Internet onde você estiver, notebook, celular 10 mil em 1 - isto ficando só no básico.

Outro dia estava me lembrando de quando tinha 14 anos e fazia "curso de informática" - Basic I ! Numeração binária, fluxogramas, uma aula inteira para fazer uma bobeirinha e - agora o detalhe - gravar em fita cassete, processo que só poderia ser verificado na próxima aula porque demorava muuuuiiiiito. E hoje nós ficamos irritadíssimos quando o site demora alguns segundos a mais para abrir...

Mas, apesar de não sentir atração nenhuma pela aula (ao contrário do professor em mim), a idéia da tecnologia me agradava. Não a criação, que é o que se aprendia na época, mas as possibilidades.

A imagem me é tão vívida como se tivesse acontecido há pouco tempo: eu, sentada no sofá da sala "com perna de índio", fazendo tarefa em frente à televisão e pensando, pensando, pensando em como seria bom se eu tivesse um computador que pudesse estar em qualquer lugar a casa.

O que mais gostava de fazer era estudar (o que não mudou). A possibilidade de ter informações acessando uma máquina na sala de casa era o suprassumo. Ao invés do fichário da biblioteca, um fichário dentro do computador. Ao invés de ficar procurando em vários livros uma receita, uma lista de receitas na ordem que escolhesse e que se auto-organizasse com novas entradas.

Estou escrevendo 25 anos depois, João Pedro com 6 já domina o computador há tempos, estou no quarto com o notebook conectado em um aparelhinho que cabe em minha mão (e ela é pequena), digitando e assistindo "Os Thunderbirds" com o filhote que está em uma fase "naves".

Pois é, então...

domingo, 5 de julho de 2009

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Necessidade e potencialidade

"Pensar numa cidade já sedimentada é como procurar seu desenho escondido. É como, num velho desenho, apagar tudo o que está atrapalhando.

'Tendência não é destino' (René Dubos). O destino das cidades está em nossas mãos e pode ser continuamente realimentado, por aproximações sucessivas. É como se fôssemos dar um tiro. Mas um tiro cuja trajetória temos condições de acompanhar e corrigir a qualquer momento.

A cidade representa muito mais que uma integração de funções. Ela representa uma sedimentação. Essa sedimentação se refere ao modo de vida e aos valorestradicionais e culturais. A cidade nova precisa de sedimentação. Esse tempo de sedimentação lhe conferirá a ambientação necessária.

Pensar numa cidade já sedimentada é como procurar seu desenho escondido. Arqueologia estranha que vai revivendo antigas edificações, ruas, antigos pontos de encontro, dando novas funções a valores que nos eram caros. É como, num velho desenho, apagar tudo o que está atrapalhando. É como descobrir, num caleidoscópio, aquele desenho antigo que vai possibilitar o encontro. É como dar novo conteúdo a esse desenho, consolidando-o com o uso do solo e com a ossatura viária. Esses fatores, quando integrados numa só diretriz, definem a estrutura de crescimento de uma cidade.

Numa cidade ainda não sedimentada, o desenho - sua estrutura de crescimento - tem que ser criado. O vazio da cidade decorre da falta de continuidade. "O espaço visual é uniforme, contínuo e interligado." (Marshall McLuhan). A rua tradicional é linearmente definida. Sua variedade está naquilo que nela acontece.

No trato dos problemas urbanos, é importante atuar na causa e no efeito. Muitos entendem que não adianta cuidar das cidades enquanto as causas que estimulam cada vez mais a concentração dos grandes centros urbanos não forem resolvidas. Porém, enquanto as causas não forem solucionadas e os efeitos continuarem acontecendo nas cidades, alguma coisa tem que ser feita nesta transição. E rápido.

Existem duas maneiras de atuar: propor medidas para evitar que as causas continuem acontecendo; ajudar a resolver os problemas já existentes. Propomos uma estratégia de atuação que aproveite essa transição, na rapidez com que se compromete a estrutura de crescimento urbano, mesmo que os elementos que a compõem, como o transporte de massa, o uso do solo e a ossatura viária, não sejam definitivos.

Uma cidade só pode ser solucionada a partir do momento em que ela sabe o que quer, isto é, a partir do momento em que os responsáveis por ela saibam o que é fundamental para o seu futuro. Tudo é importante, mas o que é fundamental? Importante é o problema de qualquer pessoa, mas fundamental é o do grande número.

Importante é o buraco ou a valeta na frente da casa do cidadão, mas fundamental é o encaminhamento do problema de transporte de uma cidade.

Importante é o acesso para determinado bairro, fundamental é o sistema viário que representa, em essência, o esqueleto daquilo que a cidade quer ser.

Importante é a praça de determinado setor, mas fundamental é o aumento substancial do índice de áreas verdes na cidade.

Importante é a ajuda a determinados grupos e entidades necessitados, mas fundamental é promover a estrutura permanente de empregos.

Não vamos nos confundir com a escala, porque às vezes importante é colocar 10 mil pessoas numa inauguração, mas fundamental é reunir 200 pessoas numa atividade cultural.

Importante é o plano, fundamental é o planejamento, isto é, gente que se ocupe da cidade.

Importante é o longo prazo, fundamental é agora.

Na velocidade com que se desenvolvem as cidades brasileiras, qualquer plano que demore mais de dois anos para ser executado estará obsoleto. A pressa é amiga da perfeição. Vamos pensar no ideal e realizar o possível. Já.

Quebrando o raciocínio convencional, digo que devemos ter um certo compromisso com a imperfeição. Deixar coisas definitivas e irreversíveis é desdenhar da capacidade das novas gerações, é duvidar que elas estejam preparadas para participar de qualquer processo. É dimensionar ao máximo o problema e ao mínimo a capacidade das gerações futuras."

*********

Importante é aprender a pensar na escola, fundamental é repensar a escola.

sábado, 9 de maio de 2009

Há 20 anos...

... eu tinha 19 anos.
... fui morar "sozinha" em uma cidade diferente.
... estava no primeiro período da faculdade.
... Marcel Cheida era meu professor de Ética e Legislação.
... conheci uma professora lamentável, mas que continua professora até hoje.
... comecei a trabalhar na Prefeitura.
... conheci meu marido.
... eu pesava 49 quilos.
... minha cintura tinha 62 centímetros.
... eu descobri a rinite e a sinusite (minhas primeiras ites).
... conheci uma outra amiga Ana Paula.
... me decepcionei muito com as pessoas.
... conheci pessoas muito legais.
... conheci o Juninho (que ainda não conhecia a Vânia).
... conheci o Kakô e a Adriana (que não é a mesma com quem se casou).
... conheci o Índio e a Rose (que demoraram 20 anos para terem o Henrique).
... conheci o Gian (céus!), o Guto, o Maurício, o Melão, o Gargamel.
... usei muito shorts e regata.
... eu tinha uma visual bem próximo ao da Sally (Harry and Sally), só que morena.
... muitos almoços foram arroz, feijão, milho e ervilha em conserva.
... eu chorei muito.
... conheci uma amiga que há dois anos me fez chorar porque se foi.
... meu futuro distante era meus 30 anos.
... eu jamais imaginei que, após 20 anos, eu teria a vida que tenho. Nem de longe.
Mas uma coisa era certa: meu filho chamaria João Pedro. E assim é.

Sexta-feira

Entrada: 7h10
Saída: 20h10
Total: 13 horas
Carga horária semanal: 24 horas
De uma coisa ninguém pode me acusar: que trabalho por dinheiro...

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Anda faltando poesia

Timidez
Cecília Meireles

Basta-me um pequeno gesto,
feito de longe e de leve,
para que venhas comigo
e eu para sempre te leve...

- mas só esse eu não farei.

Uma palavra caída
das montanhas dos instantes
desmancha todos os mares
e une as terras mais distantes...

- palavra que não direi.

Para que tu me adivinhes,
entre os ventos taciturnos,
apago meus pensamentos,
ponho vestidos noturnos,

- que amargamente inventei.

E, enquanto não me descobres,
os mundos vão navegando
nos ares certos do tempo,
até não se sabe quando...
e um dia me acabarei.

domingo, 19 de abril de 2009

E mais um feriado...

Três em menos de um mês é demais para mim. O pior é que eu tenho certeza que, passando o último, vou escutar:
_ Quando vai ser o próximo feriado?

********

Mas hoje é domingo, pé de cachimbo e estava a ler o caderno Cotidiano da Folha. Danuza Leão primeiro para ver se me interesso pelo assunto do dia e, depois, devagarinho para não estragar, Gilberto Dimenstein, que eu adoro de paixão. Quando eu crescer, quero ser "que nem" ele.

Mas o que quero comentar agora - porque já é muito tarde para minha pobre cabecinha continuar com assuntos muito sérios - é a crônica de Danuza, mais especificamente este trecho:

"Comecei falando de música, mas agora vou falar de amor. Será que as pessoas ainda se apaixonam, amam como amavam, pensavam no ser amado o tempo todo e fariam qualquer coisa -como diz "Hino ao Amor", de Piaf, renegariam sua pátria e seus amigos se lhe fosse pedido- pela pessoa que amassem? Vamos falar de coisas bem banais: deixariam de ir a um jogo de futebol, se isso lhes fosse implorado? De ir à praia? Dariam o último pastelzinho da travessa à pessoa amada? Será que o amor está acabando?
Há muito tempo não ouço ninguém me dizer que está morrendo de paixão, nem homem nem mulher. Os homens não são muito de confessar essas coisas, mas as mulheres estão preferindo ir a uma academia de ginástica a sair com um homem com más intenções. O que é uma pena. Porque não há nada melhor do que viver uma paixão, e se ela não der certo, sofrer muito por ela."


De vez em quando, me pego pensando nisto também, procurando algum sinal de que ainda haja esperança.
Infelizmente, já ouvi muito aquela história de que "imagina se vou deixar de fazer isto por ele/ela - por acaso ele/ela faria o mesmo? - não pode se entregar assim, senão eles/elas se aproveitam".
Talvez eu esteja no lugar errado (e cá entre nós, eu estou...) mas será que é vergonha hoje se apaixonar e se entregar ao sentimento?
Citando Danuza Leão, "será que as pessoas ainda têm uma dor de corno, daquelas de se enfiar na cama e nem querer saber se está chovendo ou fazendo sol? A julgar pelas músicas atuais, não."
Please, alguém me diga que não teremos que nos sujeitar ao amor da música dita sertaneja ou dos pagodes que reviram sambistas no túmulo. Please, please, please!!!

terça-feira, 7 de abril de 2009

Quase uma heresia

"Santo Agostinho, um dos expoentes da Escolástica, sugere que façamos o que ele fazia todas as noites, antes de dormir: 'repassava mentalmente o que fizera durante dia, indagando como fora em palavras, pensamentos e atos'."

Acabei de ler isto e me lembrei de ter sugerido esse processo em uma conversa recente. 

_ Imagina! Pensar  em tudo que fiz! Eu quero mais é dormir!

Diante do avançado da hora, é melhor eu não comentar. Se é que preciso.

Assim disse Pitágoras

"Educai as crianças para que não seja necessário punir os adultos." 

Parece tão simples e deveria ser, principalmente para educadores. 
É aí que entram a falta de embasamento, a falta de reflexão, a falta de motivação, a falta ... a falta ... a falta ...
Como é possível continuar em uma profissão onde prevalece a falta? Continuar é aceitável?

E minha lista vai crescendo...

"Escrever é fácil: você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca as idéias."

(Agora Pablo Neruda)
Para se ter idéias, é necessário pensar. E pensar exige três atividades racionais: conceituar, emitir juízos e raciocinar.
Achar não basta.

sábado, 4 de abril de 2009

O outono

Sono, muito. Queria escrever sobre minha estação preferida, mas mal consigo juntar as palavras.
Na TV, quase 200 canais e eu ligada no Shoptour por absoluta falta de algo que me agradasse.
Vou dormir e tomara que chegue logo a manhã.
Expectativa...

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Compartilhando

"Me revolta pensar que todos os estudantes matriculados no ensino fundamental e médio em São Paulo e em quase todo o Brasil TÊM AULAS DE INGLÊS NO CURRÍCULO. E ninguém termina o colegial sabendo falar, escrever ou ao menos ler inglês com o que aprende na escola. São duas horas por semana durante oito anos e as pessoas mal dominam os instrumentos básicos do idioma. Não saberiam chegar em uma rodoviária e perguntar a que horas sai o ônibus.


Pior é que com o português, matemática, história, geografia não é muito diferente... Por que se estuda tanto (horas, dias, semanas, meses, anos) e não se aprende? Não se aprende o que é ensinado e ainda tem o muito que não é ensinado na escola e poderia ser igualmente considerado fundamental (de primeiros-socorros a mecânica de automóveis a filosofia a política).

Eu acho um absurdo a gente estudar mitocôndrias, a reprodução das angiospermas, tabela periódica, diagrama de Linus-Pauling (eu adorava distribuir os elétros em camadas), saber a diferença entre o retículo endoplasmático liso e o rugoso (juro que eu já soube) e nunca, nunca mesmo alguém explicar, ao menos uma vez, o que é vereador, desembargador, promotor. Liminar, medida provisória, Senado, Ministério Público, Supremo Tribunal Federal. Mesmo que não caísse na prova ou não valesse nota."

(Extraído do blog da Soninha)

E como, ano após ano, nada muda apesar de todos saberem que é o que acontece?!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Apaixonante

Há meses, descobri, por acaso, o blog Para Francisco. Depois de devorá-lo em uma tarde de domingo, hipnotizada por aquelas tão bem escritas linhas, quando nem mesmo as lágrimas que vez ou outra surgiam conseguiram desviar meu olhar e toda minha atenção, fiz questão de mandar o link por e-mail para minha lista de contatos.

Desde então, faz parte das minhas viagens freqüentes (com trema porque não gostei nadinha dessa reforma ortográfica sem graça!). Quando descobri que Cris havia colocado este diário, escrito com tanto amor e dor, em um livro, meu primeiro pensamento foi comprar vários para dar de presente. Lógico que isto durou segundos, já que a situação de minha conta bancária não permitiria - quando me referi a vários, quis dizer vários vários, entende?

Agora não estou com cabeça para escrever mais sobre esta maravilhosa descoberta, então copiei o texto abaixo do blog Thales Guaracy para quem ainda não ouviu falar de Cristiana Guerra e seus amores, Guilherme e Francisco.

"Choque de emoções

A publicitária mineira Cristiana Guerra é uma jovem de cabelos curtos, com o corpo delgado coberto de tatuagens, dotada de uma virtude aperfeiçoada pela profissão - a de escrever com aquela graça, leveza e espirituosidade que fazem tudo parecer um pouco melhor. Mas não é isso que faz de “para Franscico,” lançado pelo selo Arx, um dos melhores livros publicados este ano no Brasil, senão o melhor. A leveza do seu pequeno diário é apenas o ingrediente necessário para ficarmos entre as lágrimas e o sorriso, jogo de emoções que nos confunde e se confunde com os extremos a que nos leva a vida.

Cristiana viveu extremos da alegria e da tristeza ao mesmo tempo, que lhe deixaram uma marca pelo resto de sua vida. Em julho de 2007, quando estava grávida de oito meses, seu namorado Guilherme morreu subitamente. Num fatal sincronismo do destino, ela cultivou o luto da perda e a felicidade de ser mãe pela primeira vez. Nem o mais frívolo leitor, aquele que é capaz de passar para trás uma velhinha na fila ou tirar o picolé de uma criança, ficaria indiferente.

Desde então, Cristiana resolveu escrever um blog, no qual dirige cartas ao pequeno Francisco, nascido órfão, a pretexto de contar quem era seu pai. Cristiana escreve primeiro para ela mesma, para lidar com as emoções e, como diz, para “não esquecer”. Narra pensamentos e as pequenas coisas do dia a dia, que ganham nova dimensão com a influência simultânea da tragédia da morte e do milagre da vida.

O blog “para Francisco,” (http://www.parafrancisco.blogspot.com) ganhou muitos leitores virtuais em todo o país, comovidos com a sinceridade, a coragem da autoexposição e a fantasia lírica de uma jovem mãe que, sob o impacto da tragédia, escreve para um filho que ainda não pode entendê-la. Transformado em livro, “para Francisco,” é uma compilação concisa e forte dessa correspondência imaginária. Traz à luz uma dupla história de amor: a primeira pelo amor perdido, a outra pelo filho recém nascido, que, como ela diz, “fez do fim um começo”. É um documento refinado e pungente dos mais puros sentimentos humanos e um apelo contra o tempo.

Em suas cartas ao filho inocente, Cristiana coloca-se na alma aflita do escritor: “pressa em falar para Francisco de seu pai, sobre o mundo e sobre mim mesma (só por garantia)”. Feita de sensibilidade nos mínimos detalhes, sua correspondência transmite a sensação de que podemos fazer da vida algo melhor, mesmo quando enfrentamos o pior.

Com a necessidade de dividir seus sentimentos, Cristiana não ajuda apenas a si mesma ou ao filho, que poderá aprender com sua história, conhecer o pai pelos diários da mãe e aprender a lidar com sua perda precoce. Levada por força do destino a aprender rápido, ela chega à única receita eficaz para lidar com o sofrimento. Descobre que a única coisa que nos consola diante das grandes perdas é cuidar daqueles que estão vivos.

Dirigido a uma criança de colo, ou à sua própria autora, “para Francisco,” é também uma obra que ajuda todos nós. "


.....

.....

Capa básica. Como o livro.
Em promoção na Saraiva.
Ótimo presente ou "auto-presente"...

Feliz Natal!

Neste retorno, queria uma musiquinha bem doce sem ser melada, com um vídeo bonitinho e bem-feitinho. Mas, de última hora, achei que ia ficar só no querer.
De repente, não mais que de repente, chego em um blog fofinho (tenho a ligeira impressão que estou meladérrima!) e ...




Angels We Have Heard On High
Sixpence None The Richer

Angels we have heard on high,
Singing sweetly through the night,
And the mountains in reply
Echoing their brave delight.

Shepherds, why this jubilee?
Why these songs of happy cheer?
What great brightness did you see?
What glad tiding did you hear?

Gloria in excelsis deo
Gloria in excelsis deo

Come to bethlehem and see
Him whose birth the angels sing;
Come, adore on bended knee
Christ, the lord, the new-born king.

Gloria in excelsis deo
Gloria in excelsis deo

See him in a manger laid
Whom the angels praise above;
Mary, joseph, lend your aid,
While we raise our hearts in love.



(Encontrei no etc... que encontrou no Meu blues para você.)

quinta-feira, 19 de junho de 2008

É isso!

"Coragem! Mais vale errar se arrebentando
do que preparar-se para nada."
.
Darcy Ribeiro, educador brasileiro

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Por incrível que pareça, eu ouvi isto!

Uma piadinha. Na verdade, não é. É real, fato acontecido.
Alguém já ouviu falar que o dinheiro de contribuição espontânea em escola pública municipal deve ir para o prefeito?
Pois é, eu ouvi...
É por estas e outras que fica difícil levar a sério a administração pública. Dá vontade de rir de tão ridículo, mas deveríamos chorar por estarmos pagando por esse tipo de serviço público.

Blog às moscas

É culpa do computador! Ele nunca está perto quando tenho algo para escrever!
Infelizmente, ou melhor, felizmente eu não sou assim. A culpa é minha mesmo. Perdi o controle do tempo, procrastinei um pouquinho, fiquei sem inspiração, fiquei sem meu caderninho de anotações, enfim, um pouquinho de tudo.
O pior é que é tanto assunto, tanta novidade, tanta idéia, tantas coisas acontecendo que não estou conseguindo eleger uma prioridade.
Não consegui nem ler a Casa Cláudia desse mês! É o fim!
Mas nem tudo está perdido. No feriado, estive no 4 Rodas Experience again. Uma folga para meus neurônios...
Só tem um probleminha: vou ter que fazer uma reserva monetária para o próximo ano. Afinal, EU TENHO QUE ANDAR NA FERRARI!!!!
Já ia esquecendo outro probleminha: arrumei outro delírio de consumo - um HUMMER! Esse meu probleminha, na verdade, estaria resolvendo outro: meu pânico de morros íngremes. Sem falar que as estradas de Minas não seriam mais uma pedra no caminho (ou ficaria melhor "um buraco no caminho"?)

********
E por falar em 4 Rodas Experience, acreditam que não havia acesso para deficientes!!!
Quando questionei um segurança e um bombeiro, a resposta foi que não existia mesmo, seguida da informação que o acesso seria pela rampa existente na entrada, mas a organização do evento a teria fechado. Informação incorreta, por sinal, pois ao sair, fui verificar a situação da citada rampa e descobri que há degraus no meio dela (!) e, portanto, não é um acesso para deficientes, nem aberta, nem fechada.

domingo, 4 de maio de 2008

Shrek, agenda setting, Roberto Carlos...

O título é uma miscelânea. Mas dá pra fazer aquela brincadeira: o que Shrek, agendamento e Roberto Carlos têm em comum?

Somando a falta de memória cultural, histórica e todas as outras com a ineficácia do ensino com a teoria do agenda setting dá nisso (e muito mais, mas é domingo, estou com preguiça...):
* No You tube, a música Hallellujah é conhecida como a música do Shrek;
* Quando Barão Vermelho e outros gravaram Roberto Carlos há alguns anos atrás, um repórter perguntava às pessoas na rua o que achavam do cantor e também colocava para elas ouvirem as regravações - ou os originais, não me lembro. O resultado é que todos diziam não gostar de Roberto Carlos e que a música era do Barão.

E se você tentar conversar sobre algo que não a novela das oito ou as notícias, de preferência mais sensacionalistas, do Jornal Nacional, vai perder seu tempo. Se conseguir, agarre essa pessoa e não deixe ela escapar: é um animal em extinção.

E de onde eu tirei essa idéia agora, num domingo, com preguiça?
Ouvindo Hallellujah no DVD Shrek, que João Pedro está assisitindo pela enésima vez.
Ah! E a princesa Fiona verde não é feia: "É bonita. Pra mim ela é", diz o filhote, também em extinção.



Hallellujah

I heard there was a secret chord
that David played and it pleased the lord
but you don't really care for music do ya
Well it goes like this the fourth the fifth
the minor fall and the major lift
the baffled king composing hallelujah

Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah

Well your faith was strong but you needed proof
you saw her bathing on the roof
her beauty and the moonlight overthrew you
she tied you to a kitchen chair
she broke your throne and she cut your hair
and from your lips she drew the hallelujah.

Hallelujah,hallelujah, hallelujah, hallelujah

Baby I've been here before
I've seen this room and I've walked this floor
You know, I used to live alone before I knew you
And I've seen your flag on the marble arch
and love is not a victory march
it's a cold and it's a broken hallelujah

Hallelujah,hallelujah, hallelujah, hallelujah

Well there was a time when you let me know
what's really going on below
but now you never show that to me do you
but remember when I moved in you
and the holy dove was moving too
and every breath we drew was hallelujah

Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah

Well maybe there's a god above
but all I've ever learned from love
was how to shoot somebody who outdrew you
And it's not a cry that you hear at night
it's not somebody who's seen the light
it's a cold and it's a broken hallelujah

Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah
Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah
Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah
Hallelujah

domingo, 20 de abril de 2008

Aniversários!!!

Dia 15 este blog completou um ano. Não houve festa, nem velinha, nem tempo para dar uma passadinha rápida.
Foi um ano de surpresas agradáveis graças a ele. Encontrei pessoas interessantíssimas, pude acompanhar assuntos deliciosos e outros nem tanto, pude ouvir e ser ouvida.
Teorizar sobre blogs e esse mundo cibernético não é minha intenção (apesar do assunto me dar aquela coceirinha de querer saber mais, entender, discutir...). O que gostaria de compartilhar com quem passar por aqui é que, de uma forma estranha, através do blog voltei a me sentir conectada ao mundo.
Este, com certeza, será um tópico para os meus momentos "analisando, avaliando, pensando a vida". Se chegar a alguma conclusão interessante, excetuando as óbvias, comento aqui para alguém dar palpite ...

*****

Por falar em aniversário, dia 17 fiz Bodas de Cristal. Quinze anos de casamento, 19 juntos - metade da minha vida.
Não pude fazer festa porque, infelizmente, não tenho cristaleira em casa ...

I love working.

"(Sidney) Lumet, o diretor, tem 83 anos.
Olha só o que ele disse numa entrevista: "I love working. If I find a script I want to do, I'm delighted about it. Then as soon as I finish, it's 'where's the next one?" (Eu adoro trabalhar. Se eu encontro um script que eu quero fazer, eu me sinto contente. Então, assim que eu o termino, eu me pergunto, cadê o próximo?). " *

Tudo bem que nem todos têm a possibilidade de exercer uma atividade que ame de paixão, mas odiar o trabalho eu acho demais.
Claro que não estou pensando em pessoas que têm que se sujeitar a um determinado trabalho por absoluta necessidade. Levando ao extremo, ninguém resolve tirar seu sustento do lixão.
O que eu não consigo aceitar é alguém passar grande parte de seu tempo detestando o que está fazendo, fazer mal feito, não aceitar a responsabilidade pelo resultado e, pior que tudo, passar a vida assim, sem fazer nada para mudar a situação.
Lógico que essas pessoas sempre apresentam desculpas, algumas até quase colam, mas aí eu penso: será que nada podia ser feito mesmo?

Acredito que toda mudança é possível. Em graus diferentes, mas é possível. E depende unicamente de cada um.
Essa afirmação me parece óbvia, porém conheço indivíduos que insistem em botar a culpa pelo seu fracasso - porque nesse caso é fracasso - em alguém, no Governo, na situação familiar, no papagaio, no periquito ...
Convivo com pessoas que contam os dias para a aposentadoria. Isso me apavora por inúmeros motivos, mas deveria apavorar mais a elas.
Eu não consigo me imaginar não produzindo nada. Eu me sinto responsável pelo mundo em que vivo, portanto tenho que contribuir de todas as formas possíveis e uma delas é o meu trabalho, seja qual for. Não é uma coisa pensada como acabei de explicar, não é planejado. É um sentimento, algo que eu simplesmente sei (como diria João Pedro: quando eu era bebê, já sabia).
Em minha ingenuidade (ainda restou alguma, apesar de pessoas com quem convivi e situações pelas quais passei), às vezes penso que algumas crenças são básicas. Aí vem a realidade e me assusta com declarações absurdas, apresentadas sem vergonha nenhuma e que mostram uma total falta de compromisso com tudo e todos.

Espero e peço a Deus que eu chegue aos 83 anos e possa dizer: I love working.


* Tirei o trechinho acima do blog Fatimando na Austrália, postagem sobre o filme "Before the devil knows you're dead".

sábado, 5 de abril de 2008

Coisas de mãe

Achei, assim à toa, viajando pelos blogs: Amélias ao avesso.

João Pedro, quando começou a falar, gostava de assistir "Metanag".
Agora ele fala: "Mãããããe! Começou American Idol!"

É, toda mãe é igual.

Oh, vida cruel e subdesenvolvida! 2

Quarta-feira à noite, voltando para casa a pé, olho o semáforo vermelho, o de pedestre marcando 24 segundos (preciso de 9 para atravessar). Como de costume, olho se vem vindo algum veículo, vejo uma moto há uns 50 metros, um carro logo atrás e dou o primeiro passo na faixa de segurança. No segundo, algo me fez olhar novamente para o lado dos veículos e adivinha? A moto estava em movimento sobre a faixa de segurança, o rapaz olhando na direção da outra rua (onde o sinal estava verde!), não me viu e quando olhou para frente lá estava eu colocando a mão no farol da moto.
Será que eu estar ao lado da catedral explica o anjinho da guarda estar tão de prontidão?
O estranho é que tudo aconteceu em milésimos de segundo e mesmo assim deu para perceber tudo e ainda por cima resolver o que fazer. E ficar muuuiiito brava com o rapaz!
Se eu não olhasse, se ele estivesse um tiquinho mais rápido, se eu não pensasse rápido ... Ainda bem que o "se" não vale nada. "Se" valesse, agora eu poderia até estar escrevendo aqui, mas não estaria conseguindo andar - na melhor das hipóteses.

Será que é querer demais que quem está na direção respeite o básico?!

... sou um grão de areia.

Você pode estudar muito, ter muita experiência com crianças, ter vários filhos, se preparar com profissionais ou o que for, mas quando o seu filho de 5 anos, chorando lhe diz "Eu não quero existir" não vai haver conhecimento no mundo que lhe diga o que fazer.
Nessa hora a razão não existe, nada existe. Ou melhor, existe um mundo gigantesco e você uma coisinha ínfima, sem poder nenhum, diante do que há de mais importante na sua vida.
Tudo isso porque ele descobriu as múmias, na semana seguinte trouxe um esqueleto em papel da escola e soube da morte do pai de uma pessoa conhecida. Como não se contenta com explicações básicas, muito menos aquelas "para crianças", a situação complicou.

Há algum tempo quis saber o que era furacão. Depois, terremoto. Quando expliquei, disse que eu não deveria ter falado para ele, que não queria ter sabido nada daquilo.
É, às vezes crescer dói. O mundo cor-de-rosa vai sendo salpicado de negro. O desafio é mostrar que viver é bom, apesar das pedras no caminho.
O desafio da existência: superar o sofrimento.
.....

Estava pensando no assunto acima e começou a tocar Pais e filhos na Sky. Na faculdade, fizemos uma monografia sobre o rock brasileiro com a análise desta música. Já era interessante há 18 anos, agora, com experiência nos dois lados da música, mais interessante ainda.
.....

Quando fui procurar a música no You tube, achei isto:
João Pedro Bonfá e Marcelo Bonfá
O meu João Pedro tem esse nome por causa do João Pedro aqui em cima. Acho que tinha uns 17 anos quando vi uma foto da Isabela Garcia com o filho pequenininho, tão bonitinho! Adorei o nome e ainda bem que ela me serviu de inspiração porque não gosto de nenhum nome de homem...
Sem pai músico e uma mãe que ainda não acredita que conseguiu estudar dois anos de violino no Conservatório (depois disso, tudo é possível!), João Pedro adora música. No Natal ganhou uma bateria.
Aqui, ainda de pijama e tocando. Quem sabe...

sábado, 22 de março de 2008

Escola para pais

A coluna Ensaio na Veja desta semana cita o livro O Presidente Negro, de Monteiro Lobato. Um certo trecho conta: "Não se procriava às tontas, (...). Só podiam fazê-lo os casais portadores do 'brevê de pais autorizados', emitido pelo Ministério da Seleção Artificial depois de rigorosos testes de sanidade."
Extremo, risível se não levado à sério, trágico se pensarmos no passado.
Mas fugindo da política e da eugenia e viajando para um lado mais dia-a-dia, uma escola para pais até que seria bem-vinda. Resolveria muitos problemas.
Pense bem: criança não vem com bula nem manual de instruções (que clichê!); quando se tornam pais, os homens e mulheres também têm que se transformar em médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, professores, e assim vai indo dependendo de cada caso; com a tecnologia se superando a cada segundo, ninguém mais entende o que a geração mais jovem quer, fala; com as famílias diminuindo de tamanho, muitos adultos nunca conviveram com bebês e crianças e, portanto, desconhecem este mundo.

(Este meu texto está sofrível, mas com as várias interrupções de um menininho que não pára um segundo, estilo é o de menos na minha cabeça)

Tirando qualquer radicalismo ou exagero, acredito que realmente poderia existir algum curso para quem vai se tornar pai, assim como penso que as escolas poderiam oferecer palestras sobre como ser pai de um aluno - uma outra categoria. Coisas básicas, só para situar.
Quantas pessoas sabem como se desenvolve o cérebro de uma criança em termos de aquisição de conhecimento, por exemplo? E quantas destas possuem filhos? O que é janela de oportunidade?
Talvez seja querer demais já que acabo de presenciar um adolescente - uns dezesseis anos - afirmar na televisão que a capital do Uruguai é Caracas! Pra piorar ainda disse: "E eu vou lá saber!"

Alguns links interessantes :
A construção do cérebro
Meloteca
Anjo da guarda
Neurociência dos seis primeiros anos

domingo, 16 de março de 2008

Rrrrrrr!

Não consigo um título para outro blog simplesmente porque pessoas - rrrrrrrr! - utilizaram, aparentemente, todas as minhas idéias.
Mas o pior não é saber que minhas idéias não são só minhas (com este blog já aprendi que isso é normal), e sim que aquelas pessoas - rrrrrrrr! - não utilizam as contas. Sem postagens, sem comentários, sem perfis. Nada. Só os endereços!

De volta

Deixando os últimos resquícios do clima de férias para trás. Chega de futilidades e bobeirinhas.