sexta-feira, 5 de junho de 2009

Necessidade e potencialidade

"Pensar numa cidade já sedimentada é como procurar seu desenho escondido. É como, num velho desenho, apagar tudo o que está atrapalhando.

'Tendência não é destino' (René Dubos). O destino das cidades está em nossas mãos e pode ser continuamente realimentado, por aproximações sucessivas. É como se fôssemos dar um tiro. Mas um tiro cuja trajetória temos condições de acompanhar e corrigir a qualquer momento.

A cidade representa muito mais que uma integração de funções. Ela representa uma sedimentação. Essa sedimentação se refere ao modo de vida e aos valorestradicionais e culturais. A cidade nova precisa de sedimentação. Esse tempo de sedimentação lhe conferirá a ambientação necessária.

Pensar numa cidade já sedimentada é como procurar seu desenho escondido. Arqueologia estranha que vai revivendo antigas edificações, ruas, antigos pontos de encontro, dando novas funções a valores que nos eram caros. É como, num velho desenho, apagar tudo o que está atrapalhando. É como descobrir, num caleidoscópio, aquele desenho antigo que vai possibilitar o encontro. É como dar novo conteúdo a esse desenho, consolidando-o com o uso do solo e com a ossatura viária. Esses fatores, quando integrados numa só diretriz, definem a estrutura de crescimento de uma cidade.

Numa cidade ainda não sedimentada, o desenho - sua estrutura de crescimento - tem que ser criado. O vazio da cidade decorre da falta de continuidade. "O espaço visual é uniforme, contínuo e interligado." (Marshall McLuhan). A rua tradicional é linearmente definida. Sua variedade está naquilo que nela acontece.

No trato dos problemas urbanos, é importante atuar na causa e no efeito. Muitos entendem que não adianta cuidar das cidades enquanto as causas que estimulam cada vez mais a concentração dos grandes centros urbanos não forem resolvidas. Porém, enquanto as causas não forem solucionadas e os efeitos continuarem acontecendo nas cidades, alguma coisa tem que ser feita nesta transição. E rápido.

Existem duas maneiras de atuar: propor medidas para evitar que as causas continuem acontecendo; ajudar a resolver os problemas já existentes. Propomos uma estratégia de atuação que aproveite essa transição, na rapidez com que se compromete a estrutura de crescimento urbano, mesmo que os elementos que a compõem, como o transporte de massa, o uso do solo e a ossatura viária, não sejam definitivos.

Uma cidade só pode ser solucionada a partir do momento em que ela sabe o que quer, isto é, a partir do momento em que os responsáveis por ela saibam o que é fundamental para o seu futuro. Tudo é importante, mas o que é fundamental? Importante é o problema de qualquer pessoa, mas fundamental é o do grande número.

Importante é o buraco ou a valeta na frente da casa do cidadão, mas fundamental é o encaminhamento do problema de transporte de uma cidade.

Importante é o acesso para determinado bairro, fundamental é o sistema viário que representa, em essência, o esqueleto daquilo que a cidade quer ser.

Importante é a praça de determinado setor, mas fundamental é o aumento substancial do índice de áreas verdes na cidade.

Importante é a ajuda a determinados grupos e entidades necessitados, mas fundamental é promover a estrutura permanente de empregos.

Não vamos nos confundir com a escala, porque às vezes importante é colocar 10 mil pessoas numa inauguração, mas fundamental é reunir 200 pessoas numa atividade cultural.

Importante é o plano, fundamental é o planejamento, isto é, gente que se ocupe da cidade.

Importante é o longo prazo, fundamental é agora.

Na velocidade com que se desenvolvem as cidades brasileiras, qualquer plano que demore mais de dois anos para ser executado estará obsoleto. A pressa é amiga da perfeição. Vamos pensar no ideal e realizar o possível. Já.

Quebrando o raciocínio convencional, digo que devemos ter um certo compromisso com a imperfeição. Deixar coisas definitivas e irreversíveis é desdenhar da capacidade das novas gerações, é duvidar que elas estejam preparadas para participar de qualquer processo. É dimensionar ao máximo o problema e ao mínimo a capacidade das gerações futuras."

*********

Importante é aprender a pensar na escola, fundamental é repensar a escola.

sábado, 9 de maio de 2009

Há 20 anos...

... eu tinha 19 anos.
... fui morar "sozinha" em uma cidade diferente.
... estava no primeiro período da faculdade.
... Marcel Cheida era meu professor de Ética e Legislação.
... conheci uma professora lamentável, mas que continua professora até hoje.
... comecei a trabalhar na Prefeitura.
... conheci meu marido.
... eu pesava 49 quilos.
... minha cintura tinha 62 centímetros.
... eu descobri a rinite e a sinusite (minhas primeiras ites).
... conheci uma outra amiga Ana Paula.
... me decepcionei muito com as pessoas.
... conheci pessoas muito legais.
... conheci o Juninho (que ainda não conhecia a Vânia).
... conheci o Kakô e a Adriana (que não é a mesma com quem se casou).
... conheci o Índio e a Rose (que demoraram 20 anos para terem o Henrique).
... conheci o Gian (céus!), o Guto, o Maurício, o Melão, o Gargamel.
... usei muito shorts e regata.
... eu tinha uma visual bem próximo ao da Sally (Harry and Sally), só que morena.
... muitos almoços foram arroz, feijão, milho e ervilha em conserva.
... eu chorei muito.
... conheci uma amiga que há dois anos me fez chorar porque se foi.
... meu futuro distante era meus 30 anos.
... eu jamais imaginei que, após 20 anos, eu teria a vida que tenho. Nem de longe.
Mas uma coisa era certa: meu filho chamaria João Pedro. E assim é.

Sexta-feira

Entrada: 7h10
Saída: 20h10
Total: 13 horas
Carga horária semanal: 24 horas
De uma coisa ninguém pode me acusar: que trabalho por dinheiro...

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Anda faltando poesia

Timidez
Cecília Meireles

Basta-me um pequeno gesto,
feito de longe e de leve,
para que venhas comigo
e eu para sempre te leve...

- mas só esse eu não farei.

Uma palavra caída
das montanhas dos instantes
desmancha todos os mares
e une as terras mais distantes...

- palavra que não direi.

Para que tu me adivinhes,
entre os ventos taciturnos,
apago meus pensamentos,
ponho vestidos noturnos,

- que amargamente inventei.

E, enquanto não me descobres,
os mundos vão navegando
nos ares certos do tempo,
até não se sabe quando...
e um dia me acabarei.

domingo, 19 de abril de 2009

E mais um feriado...

Três em menos de um mês é demais para mim. O pior é que eu tenho certeza que, passando o último, vou escutar:
_ Quando vai ser o próximo feriado?

********

Mas hoje é domingo, pé de cachimbo e estava a ler o caderno Cotidiano da Folha. Danuza Leão primeiro para ver se me interesso pelo assunto do dia e, depois, devagarinho para não estragar, Gilberto Dimenstein, que eu adoro de paixão. Quando eu crescer, quero ser "que nem" ele.

Mas o que quero comentar agora - porque já é muito tarde para minha pobre cabecinha continuar com assuntos muito sérios - é a crônica de Danuza, mais especificamente este trecho:

"Comecei falando de música, mas agora vou falar de amor. Será que as pessoas ainda se apaixonam, amam como amavam, pensavam no ser amado o tempo todo e fariam qualquer coisa -como diz "Hino ao Amor", de Piaf, renegariam sua pátria e seus amigos se lhe fosse pedido- pela pessoa que amassem? Vamos falar de coisas bem banais: deixariam de ir a um jogo de futebol, se isso lhes fosse implorado? De ir à praia? Dariam o último pastelzinho da travessa à pessoa amada? Será que o amor está acabando?
Há muito tempo não ouço ninguém me dizer que está morrendo de paixão, nem homem nem mulher. Os homens não são muito de confessar essas coisas, mas as mulheres estão preferindo ir a uma academia de ginástica a sair com um homem com más intenções. O que é uma pena. Porque não há nada melhor do que viver uma paixão, e se ela não der certo, sofrer muito por ela."


De vez em quando, me pego pensando nisto também, procurando algum sinal de que ainda haja esperança.
Infelizmente, já ouvi muito aquela história de que "imagina se vou deixar de fazer isto por ele/ela - por acaso ele/ela faria o mesmo? - não pode se entregar assim, senão eles/elas se aproveitam".
Talvez eu esteja no lugar errado (e cá entre nós, eu estou...) mas será que é vergonha hoje se apaixonar e se entregar ao sentimento?
Citando Danuza Leão, "será que as pessoas ainda têm uma dor de corno, daquelas de se enfiar na cama e nem querer saber se está chovendo ou fazendo sol? A julgar pelas músicas atuais, não."
Please, alguém me diga que não teremos que nos sujeitar ao amor da música dita sertaneja ou dos pagodes que reviram sambistas no túmulo. Please, please, please!!!

terça-feira, 7 de abril de 2009

Quase uma heresia

"Santo Agostinho, um dos expoentes da Escolástica, sugere que façamos o que ele fazia todas as noites, antes de dormir: 'repassava mentalmente o que fizera durante dia, indagando como fora em palavras, pensamentos e atos'."

Acabei de ler isto e me lembrei de ter sugerido esse processo em uma conversa recente. 

_ Imagina! Pensar  em tudo que fiz! Eu quero mais é dormir!

Diante do avançado da hora, é melhor eu não comentar. Se é que preciso.

Assim disse Pitágoras

"Educai as crianças para que não seja necessário punir os adultos." 

Parece tão simples e deveria ser, principalmente para educadores. 
É aí que entram a falta de embasamento, a falta de reflexão, a falta de motivação, a falta ... a falta ... a falta ...
Como é possível continuar em uma profissão onde prevalece a falta? Continuar é aceitável?

E minha lista vai crescendo...

"Escrever é fácil: você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca as idéias."

(Agora Pablo Neruda)
Para se ter idéias, é necessário pensar. E pensar exige três atividades racionais: conceituar, emitir juízos e raciocinar.
Achar não basta.

sábado, 4 de abril de 2009

O outono

Sono, muito. Queria escrever sobre minha estação preferida, mas mal consigo juntar as palavras.
Na TV, quase 200 canais e eu ligada no Shoptour por absoluta falta de algo que me agradasse.
Vou dormir e tomara que chegue logo a manhã.
Expectativa...

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Compartilhando

"Me revolta pensar que todos os estudantes matriculados no ensino fundamental e médio em São Paulo e em quase todo o Brasil TÊM AULAS DE INGLÊS NO CURRÍCULO. E ninguém termina o colegial sabendo falar, escrever ou ao menos ler inglês com o que aprende na escola. São duas horas por semana durante oito anos e as pessoas mal dominam os instrumentos básicos do idioma. Não saberiam chegar em uma rodoviária e perguntar a que horas sai o ônibus.


Pior é que com o português, matemática, história, geografia não é muito diferente... Por que se estuda tanto (horas, dias, semanas, meses, anos) e não se aprende? Não se aprende o que é ensinado e ainda tem o muito que não é ensinado na escola e poderia ser igualmente considerado fundamental (de primeiros-socorros a mecânica de automóveis a filosofia a política).

Eu acho um absurdo a gente estudar mitocôndrias, a reprodução das angiospermas, tabela periódica, diagrama de Linus-Pauling (eu adorava distribuir os elétros em camadas), saber a diferença entre o retículo endoplasmático liso e o rugoso (juro que eu já soube) e nunca, nunca mesmo alguém explicar, ao menos uma vez, o que é vereador, desembargador, promotor. Liminar, medida provisória, Senado, Ministério Público, Supremo Tribunal Federal. Mesmo que não caísse na prova ou não valesse nota."

(Extraído do blog da Soninha)

E como, ano após ano, nada muda apesar de todos saberem que é o que acontece?!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Apaixonante

Há meses, descobri, por acaso, o blog Para Francisco. Depois de devorá-lo em uma tarde de domingo, hipnotizada por aquelas tão bem escritas linhas, quando nem mesmo as lágrimas que vez ou outra surgiam conseguiram desviar meu olhar e toda minha atenção, fiz questão de mandar o link por e-mail para minha lista de contatos.

Desde então, faz parte das minhas viagens freqüentes (com trema porque não gostei nadinha dessa reforma ortográfica sem graça!). Quando descobri que Cris havia colocado este diário, escrito com tanto amor e dor, em um livro, meu primeiro pensamento foi comprar vários para dar de presente. Lógico que isto durou segundos, já que a situação de minha conta bancária não permitiria - quando me referi a vários, quis dizer vários vários, entende?

Agora não estou com cabeça para escrever mais sobre esta maravilhosa descoberta, então copiei o texto abaixo do blog Thales Guaracy para quem ainda não ouviu falar de Cristiana Guerra e seus amores, Guilherme e Francisco.

"Choque de emoções

A publicitária mineira Cristiana Guerra é uma jovem de cabelos curtos, com o corpo delgado coberto de tatuagens, dotada de uma virtude aperfeiçoada pela profissão - a de escrever com aquela graça, leveza e espirituosidade que fazem tudo parecer um pouco melhor. Mas não é isso que faz de “para Franscico,” lançado pelo selo Arx, um dos melhores livros publicados este ano no Brasil, senão o melhor. A leveza do seu pequeno diário é apenas o ingrediente necessário para ficarmos entre as lágrimas e o sorriso, jogo de emoções que nos confunde e se confunde com os extremos a que nos leva a vida.

Cristiana viveu extremos da alegria e da tristeza ao mesmo tempo, que lhe deixaram uma marca pelo resto de sua vida. Em julho de 2007, quando estava grávida de oito meses, seu namorado Guilherme morreu subitamente. Num fatal sincronismo do destino, ela cultivou o luto da perda e a felicidade de ser mãe pela primeira vez. Nem o mais frívolo leitor, aquele que é capaz de passar para trás uma velhinha na fila ou tirar o picolé de uma criança, ficaria indiferente.

Desde então, Cristiana resolveu escrever um blog, no qual dirige cartas ao pequeno Francisco, nascido órfão, a pretexto de contar quem era seu pai. Cristiana escreve primeiro para ela mesma, para lidar com as emoções e, como diz, para “não esquecer”. Narra pensamentos e as pequenas coisas do dia a dia, que ganham nova dimensão com a influência simultânea da tragédia da morte e do milagre da vida.

O blog “para Francisco,” (http://www.parafrancisco.blogspot.com) ganhou muitos leitores virtuais em todo o país, comovidos com a sinceridade, a coragem da autoexposição e a fantasia lírica de uma jovem mãe que, sob o impacto da tragédia, escreve para um filho que ainda não pode entendê-la. Transformado em livro, “para Francisco,” é uma compilação concisa e forte dessa correspondência imaginária. Traz à luz uma dupla história de amor: a primeira pelo amor perdido, a outra pelo filho recém nascido, que, como ela diz, “fez do fim um começo”. É um documento refinado e pungente dos mais puros sentimentos humanos e um apelo contra o tempo.

Em suas cartas ao filho inocente, Cristiana coloca-se na alma aflita do escritor: “pressa em falar para Francisco de seu pai, sobre o mundo e sobre mim mesma (só por garantia)”. Feita de sensibilidade nos mínimos detalhes, sua correspondência transmite a sensação de que podemos fazer da vida algo melhor, mesmo quando enfrentamos o pior.

Com a necessidade de dividir seus sentimentos, Cristiana não ajuda apenas a si mesma ou ao filho, que poderá aprender com sua história, conhecer o pai pelos diários da mãe e aprender a lidar com sua perda precoce. Levada por força do destino a aprender rápido, ela chega à única receita eficaz para lidar com o sofrimento. Descobre que a única coisa que nos consola diante das grandes perdas é cuidar daqueles que estão vivos.

Dirigido a uma criança de colo, ou à sua própria autora, “para Francisco,” é também uma obra que ajuda todos nós. "


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Capa básica. Como o livro.
Em promoção na Saraiva.
Ótimo presente ou "auto-presente"...

Feliz Natal!

Neste retorno, queria uma musiquinha bem doce sem ser melada, com um vídeo bonitinho e bem-feitinho. Mas, de última hora, achei que ia ficar só no querer.
De repente, não mais que de repente, chego em um blog fofinho (tenho a ligeira impressão que estou meladérrima!) e ...




Angels We Have Heard On High
Sixpence None The Richer

Angels we have heard on high,
Singing sweetly through the night,
And the mountains in reply
Echoing their brave delight.

Shepherds, why this jubilee?
Why these songs of happy cheer?
What great brightness did you see?
What glad tiding did you hear?

Gloria in excelsis deo
Gloria in excelsis deo

Come to bethlehem and see
Him whose birth the angels sing;
Come, adore on bended knee
Christ, the lord, the new-born king.

Gloria in excelsis deo
Gloria in excelsis deo

See him in a manger laid
Whom the angels praise above;
Mary, joseph, lend your aid,
While we raise our hearts in love.



(Encontrei no etc... que encontrou no Meu blues para você.)

quinta-feira, 19 de junho de 2008

É isso!

"Coragem! Mais vale errar se arrebentando
do que preparar-se para nada."
.
Darcy Ribeiro, educador brasileiro

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Por incrível que pareça, eu ouvi isto!

Uma piadinha. Na verdade, não é. É real, fato acontecido.
Alguém já ouviu falar que o dinheiro de contribuição espontânea em escola pública municipal deve ir para o prefeito?
Pois é, eu ouvi...
É por estas e outras que fica difícil levar a sério a administração pública. Dá vontade de rir de tão ridículo, mas deveríamos chorar por estarmos pagando por esse tipo de serviço público.

Blog às moscas

É culpa do computador! Ele nunca está perto quando tenho algo para escrever!
Infelizmente, ou melhor, felizmente eu não sou assim. A culpa é minha mesmo. Perdi o controle do tempo, procrastinei um pouquinho, fiquei sem inspiração, fiquei sem meu caderninho de anotações, enfim, um pouquinho de tudo.
O pior é que é tanto assunto, tanta novidade, tanta idéia, tantas coisas acontecendo que não estou conseguindo eleger uma prioridade.
Não consegui nem ler a Casa Cláudia desse mês! É o fim!
Mas nem tudo está perdido. No feriado, estive no 4 Rodas Experience again. Uma folga para meus neurônios...
Só tem um probleminha: vou ter que fazer uma reserva monetária para o próximo ano. Afinal, EU TENHO QUE ANDAR NA FERRARI!!!!
Já ia esquecendo outro probleminha: arrumei outro delírio de consumo - um HUMMER! Esse meu probleminha, na verdade, estaria resolvendo outro: meu pânico de morros íngremes. Sem falar que as estradas de Minas não seriam mais uma pedra no caminho (ou ficaria melhor "um buraco no caminho"?)

********
E por falar em 4 Rodas Experience, acreditam que não havia acesso para deficientes!!!
Quando questionei um segurança e um bombeiro, a resposta foi que não existia mesmo, seguida da informação que o acesso seria pela rampa existente na entrada, mas a organização do evento a teria fechado. Informação incorreta, por sinal, pois ao sair, fui verificar a situação da citada rampa e descobri que há degraus no meio dela (!) e, portanto, não é um acesso para deficientes, nem aberta, nem fechada.

domingo, 4 de maio de 2008

Shrek, agenda setting, Roberto Carlos...

O título é uma miscelânea. Mas dá pra fazer aquela brincadeira: o que Shrek, agendamento e Roberto Carlos têm em comum?

Somando a falta de memória cultural, histórica e todas as outras com a ineficácia do ensino com a teoria do agenda setting dá nisso (e muito mais, mas é domingo, estou com preguiça...):
* No You tube, a música Hallellujah é conhecida como a música do Shrek;
* Quando Barão Vermelho e outros gravaram Roberto Carlos há alguns anos atrás, um repórter perguntava às pessoas na rua o que achavam do cantor e também colocava para elas ouvirem as regravações - ou os originais, não me lembro. O resultado é que todos diziam não gostar de Roberto Carlos e que a música era do Barão.

E se você tentar conversar sobre algo que não a novela das oito ou as notícias, de preferência mais sensacionalistas, do Jornal Nacional, vai perder seu tempo. Se conseguir, agarre essa pessoa e não deixe ela escapar: é um animal em extinção.

E de onde eu tirei essa idéia agora, num domingo, com preguiça?
Ouvindo Hallellujah no DVD Shrek, que João Pedro está assisitindo pela enésima vez.
Ah! E a princesa Fiona verde não é feia: "É bonita. Pra mim ela é", diz o filhote, também em extinção.



Hallellujah

I heard there was a secret chord
that David played and it pleased the lord
but you don't really care for music do ya
Well it goes like this the fourth the fifth
the minor fall and the major lift
the baffled king composing hallelujah

Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah

Well your faith was strong but you needed proof
you saw her bathing on the roof
her beauty and the moonlight overthrew you
she tied you to a kitchen chair
she broke your throne and she cut your hair
and from your lips she drew the hallelujah.

Hallelujah,hallelujah, hallelujah, hallelujah

Baby I've been here before
I've seen this room and I've walked this floor
You know, I used to live alone before I knew you
And I've seen your flag on the marble arch
and love is not a victory march
it's a cold and it's a broken hallelujah

Hallelujah,hallelujah, hallelujah, hallelujah

Well there was a time when you let me know
what's really going on below
but now you never show that to me do you
but remember when I moved in you
and the holy dove was moving too
and every breath we drew was hallelujah

Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah

Well maybe there's a god above
but all I've ever learned from love
was how to shoot somebody who outdrew you
And it's not a cry that you hear at night
it's not somebody who's seen the light
it's a cold and it's a broken hallelujah

Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah
Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah
Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah
Hallelujah