Uma piadinha. Na verdade, não é. É real, fato acontecido.
Alguém já ouviu falar que o dinheiro de contribuição espontânea em escola pública municipal deve ir para o prefeito?
Pois é, eu ouvi...
É por estas e outras que fica difícil levar a sério a administração pública. Dá vontade de rir de tão ridículo, mas deveríamos chorar por estarmos pagando por esse tipo de serviço público.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Blog às moscas
É culpa do computador! Ele nunca está perto quando tenho algo para escrever!
Infelizmente, ou melhor, felizmente eu não sou assim. A culpa é minha mesmo. Perdi o controle do tempo, procrastinei um pouquinho, fiquei sem inspiração, fiquei sem meu caderninho de anotações, enfim, um pouquinho de tudo.
O pior é que é tanto assunto, tanta novidade, tanta idéia, tantas coisas acontecendo que não estou conseguindo eleger uma prioridade.
Infelizmente, ou melhor, felizmente eu não sou assim. A culpa é minha mesmo. Perdi o controle do tempo, procrastinei um pouquinho, fiquei sem inspiração, fiquei sem meu caderninho de anotações, enfim, um pouquinho de tudo.
O pior é que é tanto assunto, tanta novidade, tanta idéia, tantas coisas acontecendo que não estou conseguindo eleger uma prioridade.
Não consegui nem ler a Casa Cláudia desse mês! É o fim!
Mas nem tudo está perdido. No feriado, estive no 4 Rodas Experience again. Uma folga para meus neurônios...
Só tem um probleminha: vou ter que fazer uma reserva monetária para o próximo ano. Afinal, EU TENHO QUE ANDAR NA FERRARI!!!!
Já ia esquecendo outro probleminha: arrumei outro delírio de consumo - um HUMMER! Esse meu probleminha, na verdade, estaria resolvendo outro: meu pânico de morros íngremes. Sem falar que as estradas de Minas não seriam mais uma pedra no caminho (ou ficaria melhor "um buraco no caminho"?)
********
E por falar em 4 Rodas Experience, acreditam que não havia acesso para deficientes!!!
Quando questionei um segurança e um bombeiro, a resposta foi que não existia mesmo, seguida da informação que o acesso seria pela rampa existente na entrada, mas a organização do evento a teria fechado. Informação incorreta, por sinal, pois ao sair, fui verificar a situação da citada rampa e descobri que há degraus no meio dela (!) e, portanto, não é um acesso para deficientes, nem aberta, nem fechada.
domingo, 4 de maio de 2008
Shrek, agenda setting, Roberto Carlos...
O título é uma miscelânea. Mas dá pra fazer aquela brincadeira: o que Shrek, agendamento e Roberto Carlos têm em comum?
Somando a falta de memória cultural, histórica e todas as outras com a ineficácia do ensino com a teoria do agenda setting dá nisso (e muito mais, mas é domingo, estou com preguiça...):
* No You tube, a música Hallellujah é conhecida como a música do Shrek;
* Quando Barão Vermelho e outros gravaram Roberto Carlos há alguns anos atrás, um repórter perguntava às pessoas na rua o que achavam do cantor e também colocava para elas ouvirem as regravações - ou os originais, não me lembro. O resultado é que todos diziam não gostar de Roberto Carlos e que a música era do Barão.
E se você tentar conversar sobre algo que não a novela das oito ou as notícias, de preferência mais sensacionalistas, do Jornal Nacional, vai perder seu tempo. Se conseguir, agarre essa pessoa e não deixe ela escapar: é um animal em extinção.
E de onde eu tirei essa idéia agora, num domingo, com preguiça?
Ouvindo Hallellujah no DVD Shrek, que João Pedro está assisitindo pela enésima vez.
Ah! E a princesa Fiona verde não é feia: "É bonita. Pra mim ela é", diz o filhote, também em extinção.
Hallellujah
I heard there was a secret chord
that David played and it pleased the lord
but you don't really care for music do ya
Well it goes like this the fourth the fifth
the minor fall and the major lift
the baffled king composing hallelujah
Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah
Well your faith was strong but you needed proof
you saw her bathing on the roof
her beauty and the moonlight overthrew you
she tied you to a kitchen chair
she broke your throne and she cut your hair
and from your lips she drew the hallelujah.
Hallelujah,hallelujah, hallelujah, hallelujah
Baby I've been here before
I've seen this room and I've walked this floor
You know, I used to live alone before I knew you
And I've seen your flag on the marble arch
and love is not a victory march
it's a cold and it's a broken hallelujah
Hallelujah,hallelujah, hallelujah, hallelujah
Well there was a time when you let me know
what's really going on below
but now you never show that to me do you
but remember when I moved in you
and the holy dove was moving too
and every breath we drew was hallelujah
Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah
Well maybe there's a god above
but all I've ever learned from love
was how to shoot somebody who outdrew you
And it's not a cry that you hear at night
it's not somebody who's seen the light
it's a cold and it's a broken hallelujah
Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah
Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah
Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah
Hallelujah
Somando a falta de memória cultural, histórica e todas as outras com a ineficácia do ensino com a teoria do agenda setting dá nisso (e muito mais, mas é domingo, estou com preguiça...):
* No You tube, a música Hallellujah é conhecida como a música do Shrek;
* Quando Barão Vermelho e outros gravaram Roberto Carlos há alguns anos atrás, um repórter perguntava às pessoas na rua o que achavam do cantor e também colocava para elas ouvirem as regravações - ou os originais, não me lembro. O resultado é que todos diziam não gostar de Roberto Carlos e que a música era do Barão.
E se você tentar conversar sobre algo que não a novela das oito ou as notícias, de preferência mais sensacionalistas, do Jornal Nacional, vai perder seu tempo. Se conseguir, agarre essa pessoa e não deixe ela escapar: é um animal em extinção.
E de onde eu tirei essa idéia agora, num domingo, com preguiça?
Ouvindo Hallellujah no DVD Shrek, que João Pedro está assisitindo pela enésima vez.
Ah! E a princesa Fiona verde não é feia: "É bonita. Pra mim ela é", diz o filhote, também em extinção.
Hallellujah
I heard there was a secret chord
that David played and it pleased the lord
but you don't really care for music do ya
Well it goes like this the fourth the fifth
the minor fall and the major lift
the baffled king composing hallelujah
Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah
Well your faith was strong but you needed proof
you saw her bathing on the roof
her beauty and the moonlight overthrew you
she tied you to a kitchen chair
she broke your throne and she cut your hair
and from your lips she drew the hallelujah.
Hallelujah,hallelujah, hallelujah, hallelujah
Baby I've been here before
I've seen this room and I've walked this floor
You know, I used to live alone before I knew you
And I've seen your flag on the marble arch
and love is not a victory march
it's a cold and it's a broken hallelujah
Hallelujah,hallelujah, hallelujah, hallelujah
Well there was a time when you let me know
what's really going on below
but now you never show that to me do you
but remember when I moved in you
and the holy dove was moving too
and every breath we drew was hallelujah
Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah
Well maybe there's a god above
but all I've ever learned from love
was how to shoot somebody who outdrew you
And it's not a cry that you hear at night
it's not somebody who's seen the light
it's a cold and it's a broken hallelujah
Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah
Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah
Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah
Hallelujah
domingo, 20 de abril de 2008
Aniversários!!!
Dia 15 este blog completou um ano. Não houve festa, nem velinha, nem tempo para dar uma passadinha rápida.
Foi um ano de surpresas agradáveis graças a ele. Encontrei pessoas interessantíssimas, pude acompanhar assuntos deliciosos e outros nem tanto, pude ouvir e ser ouvida.
Teorizar sobre blogs e esse mundo cibernético não é minha intenção (apesar do assunto me dar aquela coceirinha de querer saber mais, entender, discutir...). O que gostaria de compartilhar com quem passar por aqui é que, de uma forma estranha, através do blog voltei a me sentir conectada ao mundo.
Este, com certeza, será um tópico para os meus momentos "analisando, avaliando, pensando a vida". Se chegar a alguma conclusão interessante, excetuando as óbvias, comento aqui para alguém dar palpite ...
Por falar em aniversário, dia 17 fiz Bodas de Cristal. Quinze anos de casamento, 19 juntos - metade da minha vida.
Não pude fazer festa porque, infelizmente, não tenho cristaleira em casa ...
Foi um ano de surpresas agradáveis graças a ele. Encontrei pessoas interessantíssimas, pude acompanhar assuntos deliciosos e outros nem tanto, pude ouvir e ser ouvida.
Teorizar sobre blogs e esse mundo cibernético não é minha intenção (apesar do assunto me dar aquela coceirinha de querer saber mais, entender, discutir...). O que gostaria de compartilhar com quem passar por aqui é que, de uma forma estranha, através do blog voltei a me sentir conectada ao mundo.
Este, com certeza, será um tópico para os meus momentos "analisando, avaliando, pensando a vida". Se chegar a alguma conclusão interessante, excetuando as óbvias, comento aqui para alguém dar palpite ...
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Por falar em aniversário, dia 17 fiz Bodas de Cristal. Quinze anos de casamento, 19 juntos - metade da minha vida.
Não pude fazer festa porque, infelizmente, não tenho cristaleira em casa ...
I love working.
"(Sidney) Lumet, o diretor, tem 83 anos.
Olha só o que ele disse numa entrevista: "I love working. If I find a script I want to do, I'm delighted about it. Then as soon as I finish, it's 'where's the next one?" (Eu adoro trabalhar. Se eu encontro um script que eu quero fazer, eu me sinto contente. Então, assim que eu o termino, eu me pergunto, cadê o próximo?). " *
Tudo bem que nem todos têm a possibilidade de exercer uma atividade que ame de paixão, mas odiar o trabalho eu acho demais.
Claro que não estou pensando em pessoas que têm que se sujeitar a um determinado trabalho por absoluta necessidade. Levando ao extremo, ninguém resolve tirar seu sustento do lixão.
O que eu não consigo aceitar é alguém passar grande parte de seu tempo detestando o que está fazendo, fazer mal feito, não aceitar a responsabilidade pelo resultado e, pior que tudo, passar a vida assim, sem fazer nada para mudar a situação.
Lógico que essas pessoas sempre apresentam desculpas, algumas até quase colam, mas aí eu penso: será que nada podia ser feito mesmo?
Acredito que toda mudança é possível. Em graus diferentes, mas é possível. E depende unicamente de cada um.
Essa afirmação me parece óbvia, porém conheço indivíduos que insistem em botar a culpa pelo seu fracasso - porque nesse caso é fracasso - em alguém, no Governo, na situação familiar, no papagaio, no periquito ...
Convivo com pessoas que contam os dias para a aposentadoria. Isso me apavora por inúmeros motivos, mas deveria apavorar mais a elas.
Eu não consigo me imaginar não produzindo nada. Eu me sinto responsável pelo mundo em que vivo, portanto tenho que contribuir de todas as formas possíveis e uma delas é o meu trabalho, seja qual for. Não é uma coisa pensada como acabei de explicar, não é planejado. É um sentimento, algo que eu simplesmente sei (como diria João Pedro: quando eu era bebê, já sabia).
Em minha ingenuidade (ainda restou alguma, apesar de pessoas com quem convivi e situações pelas quais passei), às vezes penso que algumas crenças são básicas. Aí vem a realidade e me assusta com declarações absurdas, apresentadas sem vergonha nenhuma e que mostram uma total falta de compromisso com tudo e todos.
Espero e peço a Deus que eu chegue aos 83 anos e possa dizer: I love working.
* Tirei o trechinho acima do blog Fatimando na Austrália, postagem sobre o filme "Before the devil knows you're dead".
Olha só o que ele disse numa entrevista: "I love working. If I find a script I want to do, I'm delighted about it. Then as soon as I finish, it's 'where's the next one?" (Eu adoro trabalhar. Se eu encontro um script que eu quero fazer, eu me sinto contente. Então, assim que eu o termino, eu me pergunto, cadê o próximo?). " *
Tudo bem que nem todos têm a possibilidade de exercer uma atividade que ame de paixão, mas odiar o trabalho eu acho demais.
Claro que não estou pensando em pessoas que têm que se sujeitar a um determinado trabalho por absoluta necessidade. Levando ao extremo, ninguém resolve tirar seu sustento do lixão.
O que eu não consigo aceitar é alguém passar grande parte de seu tempo detestando o que está fazendo, fazer mal feito, não aceitar a responsabilidade pelo resultado e, pior que tudo, passar a vida assim, sem fazer nada para mudar a situação.
Lógico que essas pessoas sempre apresentam desculpas, algumas até quase colam, mas aí eu penso: será que nada podia ser feito mesmo?
Acredito que toda mudança é possível. Em graus diferentes, mas é possível. E depende unicamente de cada um.
Essa afirmação me parece óbvia, porém conheço indivíduos que insistem em botar a culpa pelo seu fracasso - porque nesse caso é fracasso - em alguém, no Governo, na situação familiar, no papagaio, no periquito ...
Convivo com pessoas que contam os dias para a aposentadoria. Isso me apavora por inúmeros motivos, mas deveria apavorar mais a elas.
Eu não consigo me imaginar não produzindo nada. Eu me sinto responsável pelo mundo em que vivo, portanto tenho que contribuir de todas as formas possíveis e uma delas é o meu trabalho, seja qual for. Não é uma coisa pensada como acabei de explicar, não é planejado. É um sentimento, algo que eu simplesmente sei (como diria João Pedro: quando eu era bebê, já sabia).
Em minha ingenuidade (ainda restou alguma, apesar de pessoas com quem convivi e situações pelas quais passei), às vezes penso que algumas crenças são básicas. Aí vem a realidade e me assusta com declarações absurdas, apresentadas sem vergonha nenhuma e que mostram uma total falta de compromisso com tudo e todos.
Espero e peço a Deus que eu chegue aos 83 anos e possa dizer: I love working.
* Tirei o trechinho acima do blog Fatimando na Austrália, postagem sobre o filme "Before the devil knows you're dead".
sábado, 5 de abril de 2008
Coisas de mãe
Achei, assim à toa, viajando pelos blogs: Amélias ao avesso.
João Pedro, quando começou a falar, gostava de assistir "Metanag".
Agora ele fala: "Mãããããe! Começou American Idol!"
É, toda mãe é igual.
João Pedro, quando começou a falar, gostava de assistir "Metanag".
Agora ele fala: "Mãããããe! Começou American Idol!"
É, toda mãe é igual.
Oh, vida cruel e subdesenvolvida! 2
Quarta-feira à noite, voltando para casa a pé, olho o semáforo vermelho, o de pedestre marcando 24 segundos (preciso de 9 para atravessar). Como de costume, olho se vem vindo algum veículo, vejo uma moto há uns 50 metros, um carro logo atrás e dou o primeiro passo na faixa de segurança. No segundo, algo me fez olhar novamente para o lado dos veículos e adivinha? A moto estava em movimento sobre a faixa de segurança, o rapaz olhando na direção da outra rua (onde o sinal estava verde!), não me viu e quando olhou para frente lá estava eu colocando a mão no farol da moto.
Será que eu estar ao lado da catedral explica o anjinho da guarda estar tão de prontidão?
O estranho é que tudo aconteceu em milésimos de segundo e mesmo assim deu para perceber tudo e ainda por cima resolver o que fazer. E ficar muuuiiito brava com o rapaz!
Se eu não olhasse, se ele estivesse um tiquinho mais rápido, se eu não pensasse rápido ... Ainda bem que o "se" não vale nada. "Se" valesse, agora eu poderia até estar escrevendo aqui, mas não estaria conseguindo andar - na melhor das hipóteses.
Será que é querer demais que quem está na direção respeite o básico?!
Será que eu estar ao lado da catedral explica o anjinho da guarda estar tão de prontidão?
O estranho é que tudo aconteceu em milésimos de segundo e mesmo assim deu para perceber tudo e ainda por cima resolver o que fazer. E ficar muuuiiito brava com o rapaz!
Se eu não olhasse, se ele estivesse um tiquinho mais rápido, se eu não pensasse rápido ... Ainda bem que o "se" não vale nada. "Se" valesse, agora eu poderia até estar escrevendo aqui, mas não estaria conseguindo andar - na melhor das hipóteses.
Será que é querer demais que quem está na direção respeite o básico?!
... sou um grão de areia.
Você pode estudar muito, ter muita experiência com crianças, ter vários filhos, se preparar com profissionais ou o que for, mas quando o seu filho de 5 anos, chorando lhe diz "Eu não quero existir" não vai haver conhecimento no mundo que lhe diga o que fazer.
Nessa hora a razão não existe, nada existe. Ou melhor, existe um mundo gigantesco e você uma coisinha ínfima, sem poder nenhum, diante do que há de mais importante na sua vida.
Tudo isso porque ele descobriu as múmias, na semana seguinte trouxe um esqueleto em papel da escola e soube da morte do pai de uma pessoa conhecida. Como não se contenta com explicações básicas, muito menos aquelas "para crianças", a situação complicou.
Há algum tempo quis saber o que era furacão. Depois, terremoto. Quando expliquei, disse que eu não deveria ter falado para ele, que não queria ter sabido nada daquilo.
É, às vezes crescer dói. O mundo cor-de-rosa vai sendo salpicado de negro. O desafio é mostrar que viver é bom, apesar das pedras no caminho.
O desafio da existência: superar o sofrimento.
Estava pensando no assunto acima e começou a tocar Pais e filhos na Sky. Na faculdade, fizemos uma monografia sobre o rock brasileiro com a análise desta música. Já era interessante há 18 anos, agora, com experiência nos dois lados da música, mais interessante ainda.
Quando fui procurar a música no You tube, achei isto:
João Pedro Bonfá e Marcelo Bonfá
O meu João Pedro tem esse nome por causa do João Pedro aqui em cima. Acho que tinha uns 17 anos quando vi uma foto da Isabela Garcia com o filho pequenininho, tão bonitinho! Adorei o nome e ainda bem que ela me serviu de inspiração porque não gosto de nenhum nome de homem...
Sem pai músico e uma mãe que ainda não acredita que conseguiu estudar dois anos de violino no Conservatório (depois disso, tudo é possível!), João Pedro adora música. No Natal ganhou uma bateria.
Aqui, ainda de pijama e tocando. Quem sabe...
Nessa hora a razão não existe, nada existe. Ou melhor, existe um mundo gigantesco e você uma coisinha ínfima, sem poder nenhum, diante do que há de mais importante na sua vida.
Tudo isso porque ele descobriu as múmias, na semana seguinte trouxe um esqueleto em papel da escola e soube da morte do pai de uma pessoa conhecida. Como não se contenta com explicações básicas, muito menos aquelas "para crianças", a situação complicou.
Há algum tempo quis saber o que era furacão. Depois, terremoto. Quando expliquei, disse que eu não deveria ter falado para ele, que não queria ter sabido nada daquilo.
É, às vezes crescer dói. O mundo cor-de-rosa vai sendo salpicado de negro. O desafio é mostrar que viver é bom, apesar das pedras no caminho.
O desafio da existência: superar o sofrimento.
.....
Estava pensando no assunto acima e começou a tocar Pais e filhos na Sky. Na faculdade, fizemos uma monografia sobre o rock brasileiro com a análise desta música. Já era interessante há 18 anos, agora, com experiência nos dois lados da música, mais interessante ainda.
.....
Quando fui procurar a música no You tube, achei isto:
João Pedro Bonfá e Marcelo Bonfá
O meu João Pedro tem esse nome por causa do João Pedro aqui em cima. Acho que tinha uns 17 anos quando vi uma foto da Isabela Garcia com o filho pequenininho, tão bonitinho! Adorei o nome e ainda bem que ela me serviu de inspiração porque não gosto de nenhum nome de homem...
Sem pai músico e uma mãe que ainda não acredita que conseguiu estudar dois anos de violino no Conservatório (depois disso, tudo é possível!), João Pedro adora música. No Natal ganhou uma bateria.
Aqui, ainda de pijama e tocando. Quem sabe...
sábado, 22 de março de 2008
Escola para pais
A coluna Ensaio na Veja desta semana cita o livro O Presidente Negro, de Monteiro Lobato. Um certo trecho conta: "Não se procriava às tontas, (...). Só podiam fazê-lo os casais portadores do 'brevê de pais autorizados', emitido pelo Ministério da Seleção Artificial depois de rigorosos testes de sanidade."
Extremo, risível se não levado à sério, trágico se pensarmos no passado.
Mas fugindo da política e da eugenia e viajando para um lado mais dia-a-dia, uma escola para pais até que seria bem-vinda. Resolveria muitos problemas.
Pense bem: criança não vem com bula nem manual de instruções (que clichê!); quando se tornam pais, os homens e mulheres também têm que se transformar em médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, professores, e assim vai indo dependendo de cada caso; com a tecnologia se superando a cada segundo, ninguém mais entende o que a geração mais jovem quer, fala; com as famílias diminuindo de tamanho, muitos adultos nunca conviveram com bebês e crianças e, portanto, desconhecem este mundo.
(Este meu texto está sofrível, mas com as várias interrupções de um menininho que não pára um segundo, estilo é o de menos na minha cabeça)
Tirando qualquer radicalismo ou exagero, acredito que realmente poderia existir algum curso para quem vai se tornar pai, assim como penso que as escolas poderiam oferecer palestras sobre como ser pai de um aluno - uma outra categoria. Coisas básicas, só para situar.
Quantas pessoas sabem como se desenvolve o cérebro de uma criança em termos de aquisição de conhecimento, por exemplo? E quantas destas possuem filhos? O que é janela de oportunidade?
Talvez seja querer demais já que acabo de presenciar um adolescente - uns dezesseis anos - afirmar na televisão que a capital do Uruguai é Caracas! Pra piorar ainda disse: "E eu vou lá saber!"
Alguns links interessantes :
A construção do cérebro
Meloteca
Anjo da guarda
Neurociência dos seis primeiros anos
Extremo, risível se não levado à sério, trágico se pensarmos no passado.
Mas fugindo da política e da eugenia e viajando para um lado mais dia-a-dia, uma escola para pais até que seria bem-vinda. Resolveria muitos problemas.
Pense bem: criança não vem com bula nem manual de instruções (que clichê!); quando se tornam pais, os homens e mulheres também têm que se transformar em médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, professores, e assim vai indo dependendo de cada caso; com a tecnologia se superando a cada segundo, ninguém mais entende o que a geração mais jovem quer, fala; com as famílias diminuindo de tamanho, muitos adultos nunca conviveram com bebês e crianças e, portanto, desconhecem este mundo.
(Este meu texto está sofrível, mas com as várias interrupções de um menininho que não pára um segundo, estilo é o de menos na minha cabeça)
Tirando qualquer radicalismo ou exagero, acredito que realmente poderia existir algum curso para quem vai se tornar pai, assim como penso que as escolas poderiam oferecer palestras sobre como ser pai de um aluno - uma outra categoria. Coisas básicas, só para situar.
Quantas pessoas sabem como se desenvolve o cérebro de uma criança em termos de aquisição de conhecimento, por exemplo? E quantas destas possuem filhos? O que é janela de oportunidade?
Talvez seja querer demais já que acabo de presenciar um adolescente - uns dezesseis anos - afirmar na televisão que a capital do Uruguai é Caracas! Pra piorar ainda disse: "E eu vou lá saber!"
Alguns links interessantes :
A construção do cérebro
Meloteca
Anjo da guarda
Neurociência dos seis primeiros anos
domingo, 16 de março de 2008
Rrrrrrr!
Não consigo um título para outro blog simplesmente porque pessoas - rrrrrrrr! - utilizaram, aparentemente, todas as minhas idéias.
Mas o pior não é saber que minhas idéias não são só minhas (com este blog já aprendi que isso é normal), e sim que aquelas pessoas - rrrrrrrr! - não utilizam as contas. Sem postagens, sem comentários, sem perfis. Nada. Só os endereços!
Mas o pior não é saber que minhas idéias não são só minhas (com este blog já aprendi que isso é normal), e sim que aquelas pessoas - rrrrrrrr! - não utilizam as contas. Sem postagens, sem comentários, sem perfis. Nada. Só os endereços!
De volta
Deixando os últimos resquícios do clima de férias para trás. Chega de futilidades e bobeirinhas.
domingo, 24 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Como uma panqueca...
You are breakfasty, like a pile of pancakes on a Sunday morning that have just the right amount of syrup, so every bite is sweet perfection and not a soppy mess. You are a glass of orange juice that's cool, refreshing, and not overly pulpy. You are the time of day that's just right for turning the pages of a newspaper, flipping through channels, or clicking around online to get a sense of how the world changed during the night. You don't want to stumble sleepily through life, so you make a real effort to wake your brain up and get it thinking. You feel inspired to accomplish things (whether it's checking something off your to-do list or changing the world), but there's plenty of time for making things happen later in the day. First, pancakes.
(Descobri lendo Tem quem goste. I am a morning person too.)
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
4 da manhã
Tudo bem estar acordada a esta hora na segunda (bem, já é terça) de Carnaval ... se eu estivesse na folia, não em casa, em Pouso Caótico!
Minha cabeça está fervilhando. Precisaria de, no mínimo, mais umas três "eu" para dar conta de tudo que quero, tudo que penso.
Mas meu fim de férias foi muito bom, a volta ao trabalho foi muito boa, o meu aniversário tranqüilo. Descobri que o caminho que escolhi tomar em relação às pessoas está mais do que certo e estou podendo colher amizade, respeito, reconhecimento e muito carinho.
Nos últimos quatro anos aprendi muito, principalmente com uma amiga muito, muito querida e todos os seus gigantescos problemas que ela conseguiu superar - não sem dor, mas bravamente.
Existe também outra pessoa que conheço apenas virtualmente e que, sem saber e sem querer, acabou me levando a caminhos que acreditava não conseguir seguir. Comecei a viagem há pouco tempo - menos de um ano-, mas já desvendei vários segredos e, aos poucos, vou conseguindo enxergar o que se esconde atrás da camuflagem. Quando poderia eu imaginar que uma foto pudesse ser a chave que eu precisava?
Quatro da manhã e o meu raciocínio lógico já foi dormir. Melhor eu fazer o mesmo antes que as palavras comecem a fazer sentido apenas para mim.
Mesmo que nem todos que acreditaram que minhas qualidades superam meus defeitos leiam, fica aqui registrado: MUITÍSSIMO OBRIGADA !
Minha cabeça está fervilhando. Precisaria de, no mínimo, mais umas três "eu" para dar conta de tudo que quero, tudo que penso.
Mas meu fim de férias foi muito bom, a volta ao trabalho foi muito boa, o meu aniversário tranqüilo. Descobri que o caminho que escolhi tomar em relação às pessoas está mais do que certo e estou podendo colher amizade, respeito, reconhecimento e muito carinho.
Nos últimos quatro anos aprendi muito, principalmente com uma amiga muito, muito querida e todos os seus gigantescos problemas que ela conseguiu superar - não sem dor, mas bravamente.
Existe também outra pessoa que conheço apenas virtualmente e que, sem saber e sem querer, acabou me levando a caminhos que acreditava não conseguir seguir. Comecei a viagem há pouco tempo - menos de um ano-, mas já desvendei vários segredos e, aos poucos, vou conseguindo enxergar o que se esconde atrás da camuflagem. Quando poderia eu imaginar que uma foto pudesse ser a chave que eu precisava?
Quatro da manhã e o meu raciocínio lógico já foi dormir. Melhor eu fazer o mesmo antes que as palavras comecem a fazer sentido apenas para mim.
Mesmo que nem todos que acreditaram que minhas qualidades superam meus defeitos leiam, fica aqui registrado: MUITÍSSIMO OBRIGADA !
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Louca, eu?
Minhas férias estão acabando! Não vejo a hora!
Acho que sou um pouco workaholic (segundo este teste o meu "achismo" está certo - a luz vermelha está piscando, cuidado!)
Bem que eu podia juntar trabalho com casa de minha mãe com Campinas com gente inteligente com estudo com sono relaxante com 5 quilos a menos... ai, ai.
Acho que sou um pouco workaholic (segundo este teste o meu "achismo" está certo - a luz vermelha está piscando, cuidado!)
Bem que eu podia juntar trabalho com casa de minha mãe com Campinas com gente inteligente com estudo com sono relaxante com 5 quilos a menos... ai, ai.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Momento farmácia
Fiz uma descoberta ótima hoje. Ótima em termos, já que se refere a remédios...
Fui comprar um medicamento manipulado para minha mãe e acabei descobrindo que outro, que tomo diariamente, também poderia ser aviado. E o preço: 60 comprimidos por R$ 14,00, enquanto eu pagava a caixa com 30, R$ 16,00 (genérico ainda).
Fui comprar um medicamento manipulado para minha mãe e acabei descobrindo que outro, que tomo diariamente, também poderia ser aviado. E o preço: 60 comprimidos por R$ 14,00, enquanto eu pagava a caixa com 30, R$ 16,00 (genérico ainda).
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Aventura de férias
momento "Zero Glamour".
Domingo, estádio do Mogi Mirim, Corínthians X Santo André.
Eu, uma leiga em futebol, resolvo ir
com meu irmão ao jogo para o
João Pedro ver como é.
De repente, nuvens negras no horizonte começam a se aproximar, João Pedro começa a não gostar da idéia, um pai xinga muito nas nossas costas, calor, colocamos as capas, mais calor, as nuvens chegam e aí... aí, como diria Marta Suplicy, relaxa e goza.
Mas com criança não é bem assim. Enrolo daqui, enrolo dali, abraço João Pedro. A chuva é tão forte que não sei como os jogadores enxergam. Os pingos vinham de encontro ao meu rosto - eu parada, imaginem se estivesse correndo.
Todo mundo em pé porque a água escorria pela arquibancada e euzinha lá, sentada, com o filhote dormindo no colo.
Muito bom (apesar da "fantasia", urgh!). Só ficou faltando os jogadores lembrarem que eles estavam lá para jogar. Direito.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Será a maturidade?
Maturidade
3. período da vida compreendido entre a juventude e a velhice
4. experiência ou ponderação própria da idade madura
Andando (muuuuuiiiiiiiiitoooo) pelo shopping, só, com o João Pedro, muitos pensamentos pela cabeça. Comecei a perceber algo estranho nesse meu mundo das idéias, mas nada assustador, pelo contrário.
Na verdade, era algo que já tinha percebido nos últimos tempos e que tinha sido atropelado pela correria do dia-a-dia, sem chance de ser compreendido.
Nesse dia, quando mergulhei no paraíso das futilidades, em corredores e corredores sem fim (estou falando do Pq. Dom Pedro, o maior shopping da América Latina...) parece que tudo ficou mais claro, que todas as peças estavam no seu lugar e eu estava pisando em local mais seguro, mais calmo.
O mundo continua igual, os problemas continuam existindo, há quase uma década já passei dos 30 (idade máxima que conseguia imaginar quando adolescente) e tudo bem. Sem ansiedade, sem confusão.
O que mudou, quando mudou, não sei ao certo. Mas, com certeza, será bom continuar assim.
Meu pensamento foi similar. Um olhar de mãe, talvez?
É, acho que gostaria de ver o João Pedro como ele.
Engraçado como os assuntos estão se encaixando. A música me levou para um tempo distante e me trouxe de volta sensações e lembranças de infância.
Poderia ter ficado arrasada, como ouço algumas pessoas: "Meu Deus, como o tempo passa! Que horror!"
Mas nem de longe foi o que senti. É um tempo de aproveitar o presente, mas também de relembrar as coisas boas que passaram. Sem nostalgia, apenas desfrutando.
Air Supply em três momentos: 1979, não sei quando (mas pelo cabelo, foi antes do próximo) e no show em São Paulo, dia 16.
(Queria entender por que a entrelinha muda! Se alguém puder me esclarecer este mistério, danke!)
3. período da vida compreendido entre a juventude e a velhice
4. experiência ou ponderação própria da idade madura
Andando (muuuuuiiiiiiiiitoooo) pelo shopping, só, com o João Pedro, muitos pensamentos pela cabeça. Comecei a perceber algo estranho nesse meu mundo das idéias, mas nada assustador, pelo contrário.
Na verdade, era algo que já tinha percebido nos últimos tempos e que tinha sido atropelado pela correria do dia-a-dia, sem chance de ser compreendido.
Nesse dia, quando mergulhei no paraíso das futilidades, em corredores e corredores sem fim (estou falando do Pq. Dom Pedro, o maior shopping da América Latina...) parece que tudo ficou mais claro, que todas as peças estavam no seu lugar e eu estava pisando em local mais seguro, mais calmo.
O mundo continua igual, os problemas continuam existindo, há quase uma década já passei dos 30 (idade máxima que conseguia imaginar quando adolescente) e tudo bem. Sem ansiedade, sem confusão.
O que mudou, quando mudou, não sei ao certo. Mas, com certeza, será bom continuar assim.
***
Ao meu lado, olhando a vitrine, um pai e seu filho - um rapaz alto, muito bonito, uns 20 anos, elegante. Lembrei de ter lido (acho que no blog Mothern) algo mais ou menos assim: à noite, ventinho de outono, você vê um rapaz lindo, sem camisa, e o pensamento que lhe vem à cabeça é ... o que ele está fazendo sem agasalho!Meu pensamento foi similar. Um olhar de mãe, talvez?
É, acho que gostaria de ver o João Pedro como ele.
***
Meu irmão foi ao show do Air Supply, em São Paulo, e eu estava vendo um vídeo que ele gravou.Engraçado como os assuntos estão se encaixando. A música me levou para um tempo distante e me trouxe de volta sensações e lembranças de infância.
Poderia ter ficado arrasada, como ouço algumas pessoas: "Meu Deus, como o tempo passa! Que horror!"
Mas nem de longe foi o que senti. É um tempo de aproveitar o presente, mas também de relembrar as coisas boas que passaram. Sem nostalgia, apenas desfrutando.
Air Supply em três momentos: 1979, não sei quando (mas pelo cabelo, foi antes do próximo) e no show em São Paulo, dia 16.
(Queria entender por que a entrelinha muda! Se alguém puder me esclarecer este mistério, danke!)
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Visitando Maharani...
| You Belong in Paris |
You enjoy all that life has to offer, and you can appreciate the fine tastes and sites of Paris. You're the perfect person to wander the streets of Paris aimlessly, enjoying architecture and a crepe. |
| You Have Your PhD in Men |
You understand men almost better than anyone. You accept that guys are very different, and you read signals well. Work what you know about men, and your relationships will be blissful. |
| You Are New York |
Cosmopolitan and sophisticated, you enjoy the newest in food, art, and culture. You also appreciate a good amount of grit - and very little shocks you. You're competitive, driven, and very likely to succeed. |
| You are a Brainy Girl! |
Whether you're an official student or a casual learner, you enjoy hitting the books. You know a little bit about everything, and you're always dying to know more. For a guy to win your heart, he's got to share some of your intellectual interests. A awesome book collection of his own doesn't hurt either! |
| You Probably Look Younger Than Your Age |
You live a healthy lifestyle and know how to take care of yourself. You'll probably have a youthful glow for many years. |
... me empolguei! Ô falta do que fazer!
Ahn! Estou de férias!!
***
Alguns dias depois...
... estou no cabeleireiro, cortando o cabelo de João Pedro, quando surge a pergunta: "quantos anos você tem?". Resumindo, me enxergaram dez anos mais jovem. Não precisa tanto!
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Tinha que compartilhar
Cada dia escrevo menos e copio mais. Fazer o quê? Não tenho culpa de achar mentes gêmeas por aí, que conseguem não só pensar mas escrever...
Dinheiro, pra quê dinheiro?
Dinheiro pra comprar umas roupas novas porque as suas já não cabem mais. Dinheiro pra comprar berço, chupeta, móbile e carrinho. Pra pagar o parto, a babá, os remedinhos, os algodões. A cadeirinha para o carro, a cadeirinha pra comer, as roupas e os sapatinhos que se perdem a cada mês. Pra pagar a escolinha, o material, a excursão, a natação.
Filho, pra quê filho?
Filho pra descobrir que você pode viver com bem menos do que imaginava. Pra se descobrir consumista-para-o-outro. Descobrir que aquele sapato fofo e carésimo pode ficar para o mês que vem. Ou pra nunca. E tudo bem também. Filho pra mudar de prioridades. Pra pensar mais pra frente. Pra fazer contas que você nunca se imaginou fazendo. Pra cortar supérfluos. Pra concluir que ter filho custa muito dinheiro sim. Mas, ora, dinheiro? Pra quê dinheiro?
(texto copiado do blog Mothern)
Dinheiro, pra quê dinheiro?
Dinheiro pra comprar umas roupas novas porque as suas já não cabem mais. Dinheiro pra comprar berço, chupeta, móbile e carrinho. Pra pagar o parto, a babá, os remedinhos, os algodões. A cadeirinha para o carro, a cadeirinha pra comer, as roupas e os sapatinhos que se perdem a cada mês. Pra pagar a escolinha, o material, a excursão, a natação.
Filho, pra quê filho?
Filho pra descobrir que você pode viver com bem menos do que imaginava. Pra se descobrir consumista-para-o-outro. Descobrir que aquele sapato fofo e carésimo pode ficar para o mês que vem. Ou pra nunca. E tudo bem também. Filho pra mudar de prioridades. Pra pensar mais pra frente. Pra fazer contas que você nunca se imaginou fazendo. Pra cortar supérfluos. Pra concluir que ter filho custa muito dinheiro sim. Mas, ora, dinheiro? Pra quê dinheiro?
(texto copiado do blog Mothern)
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