sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Boa noite
Meu nome é Ana Paula e eu sou uma viciada em informação.
Aí, tadinho do blog, tem que concorrer com Twitter e com muita pesquisa para três cursos diferentes e simultâneos. Nem Casa Claudia e Arquitetura e Construção se salvam...
Aí, tadinho do blog, tem que concorrer com Twitter e com muita pesquisa para três cursos diferentes e simultâneos. Nem Casa Claudia e Arquitetura e Construção se salvam...
sábado, 14 de novembro de 2009
Saudades...
... de Santos.
... de amigos.
... de família reunida.
... de ser criança.
... de vento em Campinas.
... de queijadinha.
... de andar na Lagoa.
... de subir morro de bicicleta
e de descer feito louca...
... de "namorar" Marcelo.
... de ter tempo de sentir saudade.
........
Em tempo: Marcelo C.M. era meu "namorado" da segunda até a sexta série.
... de amigos.
... de família reunida.
... de ser criança.
... de vento em Campinas.
... de queijadinha.
... de andar na Lagoa.
... de subir morro de bicicleta
e de descer feito louca...
... de "namorar" Marcelo.
... de ter tempo de sentir saudade.
........
Em tempo: Marcelo C.M. era meu "namorado" da segunda até a sexta série.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Laicidade e cigarro?
Pesquisando, encontrei o texto abaixo. Achei interessantíssimo já que foi o primeiro (que vi) a não resumir a questão da laicidade ao tema religioso.
FUMAR OU NÃO FUMAR EM LOCAIS PÚBLICOS – «laicismo» e «laicidade» em situações de conflitualidade não confessional
Contrariamente à concepção que, com frequência – e tendenciosamente –, se pretende fazer passar para a opinião pública, o «laicismo» constitui um dos princípios racionais basilares que enformam o contrato social que deve organizar as nossas sociedades modernas e cosmopolitas, visando a que elas possam ser amplamente livres, abertas e inclusivas, ao invés das sociedades tradicionais que, assentando em modelos identitários (de matriz étnica, histórica, religiosa, territorial, etc.), tendem a valorizar a padronização e a assumir-se, assim, necessariamente, em moldes totalitários.
A «laicidade» – ou seja, o/s modo/s de aplicação do «laicismo» – visa, afinal, num gesto de tolerência racional, alargar, tão amplamente quanto possível, o universo das livres escolhas individuais no seio de uma sociedade e, assim, permitir a expressão da/s diversidade/s – religiosa, ideológica, étnica/cultural, filosófica, estética, etc. – precisamente aí, nesses domínios onde as sociedades de matriz tradicionalista, recusam aceitar sair da norma simples da replicação comportamental, norma essa que, tantas vezes confundida com o exercício de um poder democrático maioritário, mais não é, afinal, do que uma primaríssima aplicação de uma igualmente primária – natural e irracional – «lei do mais forte».
«Laicismo» e «laicidade», contrariando também o discurso (ainda) costumeiro entre nós, não têm portanto que ver, necessariamente e em exclusividade, com as questões potencialmente conflituais de cariz religioso ou confessional.
Serve este prelúdio para introduzir o texto que aqui se anexa e que se refere a um excelente exemplo de aplicação do «laicismo» – do princípio «laicista» – a uma situação muito usual e que em nada se relaciona com a questão religiosa: o acto, hoje ainda tão frequente de os fumadores de tabaco se permitirem – e de também lhes ser permitido – o fumar em espaços públicos.
Lembra-nos muito bem Richard Hinkel Jr., o autor do texto recentemente publicado no jornal «Público» [12/10/2006], que “A liberdade do indivíduo acaba onde colide com a do próximo” (…) “o fumador reclama para si a livre opção entre fumar e não fumar” contudo “têm [terão] a mesma liberdade de opção os não fumadores que se encontram perto?”
Perante o choque das duas «liberdades», perante o conflito entre a liberdade do fumador fumar e a liberdade de o não fumador não fumar, prevalece a solução de compromisso que, instituindo a interdição para o fumador de fumar na generalidade dos espaços públicos e remetendo o exercício da sua opção de fumar para um espaço reservado para esse efeito – um espaço «privado» do grupo dos fumadores –, menos afecta a ambos os interessados, permitindo, afinal, a expressão condicionada de ambas as possibilidades de escolha.
Dizia o Padre Lacordaire: “Entre o forte e o fraco, é a liberdade que oprime e a Lei que liberta”.
FUMAR OU NÃO FUMAR EM LOCAIS PÚBLICOS – «laicismo» e «laicidade» em situações de conflitualidade não confessional
Contrariamente à concepção que, com frequência – e tendenciosamente –, se pretende fazer passar para a opinião pública, o «laicismo» constitui um dos princípios racionais basilares que enformam o contrato social que deve organizar as nossas sociedades modernas e cosmopolitas, visando a que elas possam ser amplamente livres, abertas e inclusivas, ao invés das sociedades tradicionais que, assentando em modelos identitários (de matriz étnica, histórica, religiosa, territorial, etc.), tendem a valorizar a padronização e a assumir-se, assim, necessariamente, em moldes totalitários.
A «laicidade» – ou seja, o/s modo/s de aplicação do «laicismo» – visa, afinal, num gesto de tolerência racional, alargar, tão amplamente quanto possível, o universo das livres escolhas individuais no seio de uma sociedade e, assim, permitir a expressão da/s diversidade/s – religiosa, ideológica, étnica/cultural, filosófica, estética, etc. – precisamente aí, nesses domínios onde as sociedades de matriz tradicionalista, recusam aceitar sair da norma simples da replicação comportamental, norma essa que, tantas vezes confundida com o exercício de um poder democrático maioritário, mais não é, afinal, do que uma primaríssima aplicação de uma igualmente primária – natural e irracional – «lei do mais forte».
«Laicismo» e «laicidade», contrariando também o discurso (ainda) costumeiro entre nós, não têm portanto que ver, necessariamente e em exclusividade, com as questões potencialmente conflituais de cariz religioso ou confessional.
Serve este prelúdio para introduzir o texto que aqui se anexa e que se refere a um excelente exemplo de aplicação do «laicismo» – do princípio «laicista» – a uma situação muito usual e que em nada se relaciona com a questão religiosa: o acto, hoje ainda tão frequente de os fumadores de tabaco se permitirem – e de também lhes ser permitido – o fumar em espaços públicos.
Lembra-nos muito bem Richard Hinkel Jr., o autor do texto recentemente publicado no jornal «Público» [12/10/2006], que “A liberdade do indivíduo acaba onde colide com a do próximo” (…) “o fumador reclama para si a livre opção entre fumar e não fumar” contudo “têm [terão] a mesma liberdade de opção os não fumadores que se encontram perto?”
Perante o choque das duas «liberdades», perante o conflito entre a liberdade do fumador fumar e a liberdade de o não fumador não fumar, prevalece a solução de compromisso que, instituindo a interdição para o fumador de fumar na generalidade dos espaços públicos e remetendo o exercício da sua opção de fumar para um espaço reservado para esse efeito – um espaço «privado» do grupo dos fumadores –, menos afecta a ambos os interessados, permitindo, afinal, a expressão condicionada de ambas as possibilidades de escolha.
Dizia o Padre Lacordaire: “Entre o forte e o fraco, é a liberdade que oprime e a Lei que liberta”.
domingo, 18 de outubro de 2009
Quem não lhe conhece, que lhe compre
Infelizmente, muita gente ainda acha que está bem informado assistindo Jornal Nacional ou lendo Veja (pra ficar nos mais conhecidos).
E eu já perdi a minha inspiração com o calor que está fazendo aqui em Mogi Mirim - mesmo após a chuva forte. Então é melhor eu só deixar esta dica, não só de leitura mas para ser acompanhada:
A mídia militante, segundo Manuel Castels, no Blog do Luis Nassif.
Quem sabe outra hora eu consiga voltar ao assunto...
E eu já perdi a minha inspiração com o calor que está fazendo aqui em Mogi Mirim - mesmo após a chuva forte. Então é melhor eu só deixar esta dica, não só de leitura mas para ser acompanhada:
A mídia militante, segundo Manuel Castels, no Blog do Luis Nassif.
Quem sabe outra hora eu consiga voltar ao assunto...
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Pecados capitais
Uma passadinha inocente no shopping, indo ao supermercado:
* dois brinquinhos básicos: R$ 22,80;
* uma caixinha de palha trançada e tingida: 12,90;
* dois croissants pequenos com recheio de goiabada: 340 calorias;
* um pão doce coberto de creme e coco com leite condensado: 180 calorias.
Os valores dos enfeitinhos estão melhores do que os das guloseimas...
* dois brinquinhos básicos: R$ 22,80;
* uma caixinha de palha trançada e tingida: 12,90;
* dois croissants pequenos com recheio de goiabada: 340 calorias;
* um pão doce coberto de creme e coco com leite condensado: 180 calorias.
Os valores dos enfeitinhos estão melhores do que os das guloseimas...
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Em São Paulo
Casas do Chile
Mostra de projetos inovadores da arquitetura do país, apresentando novas tecnologias de construção.
Local: Museu da Casa Brasileira - Av. Faria Lima, 2.705 - Tel. (11) 3032-3727 - Jardim Paulistano - São Paulo
Ingresso: R$ 4,00 - Estudantes: R$ 2,00
Gratuito aos domingos e feriados (acesso para pessoas com deficiência)
Visitas orientadas: (11) 3032-2564, agendamento@mcb.org.br
Até 18 de outubro, de terça a domingo, das 10h às 18h
.
E ainda dá para passar no restaurante...
Mostra de projetos inovadores da arquitetura do país, apresentando novas tecnologias de construção.
Local: Museu da Casa Brasileira - Av. Faria Lima, 2.705 - Tel. (11) 3032-3727 - Jardim Paulistano - São Paulo
Ingresso: R$ 4,00 - Estudantes: R$ 2,00
Gratuito aos domingos e feriados (acesso para pessoas com deficiência)
Visitas orientadas: (11) 3032-2564, agendamento@mcb.org.br
Até 18 de outubro, de terça a domingo, das 10h às 18h
.
E ainda dá para passar no restaurante...
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
De vez em quando acontece
Caros contatos queridos,
Caso vocês estejam sendo importunados por mensagens deste blog informando que postei algo novo, desculpem-me.
Andei mexendo em algumas configurações e, pelo jeito, vocês começaram a ser "atualizados".
Tenham calma que até este final de semana descobrirei como parar com isto.
Pardon. Je suis désolé.
Caso vocês estejam sendo importunados por mensagens deste blog informando que postei algo novo, desculpem-me.
Andei mexendo em algumas configurações e, pelo jeito, vocês começaram a ser "atualizados".
Tenham calma que até este final de semana descobrirei como parar com isto.
Pardon. Je suis désolé.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Ó, drama cruel!
Estou arrasada! O casamento de Kitty e Robert está por um fio. Tadinho dele... Que peninha dela... Que complicação! Ó, céus!
Mas, até o momento, ela não está tendo um caso extraconjugal, it's just an emotional affair...
Mas, até o momento, ela não está tendo um caso extraconjugal, it's just an emotional affair...
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
domingo, 6 de setembro de 2009
sábado, 5 de setembro de 2009
Excesso de coisas para fazer
Preciso desacelerar! Não ando conseguindo fazer uma coisa de cada vez.
Esta semana tentei assistir um filme - só assistir o filme. Quando dei por mim, já estava com uma revista na mão, folheando. Tirei de perto, apaguei a luz para evitar o livro ao lado, o bloco de anotações e a caneta... Um desconforto começou a rondar e um tempinho depois já estava eu planejando o cardápio semanal da escola e assistindo o filme.
Então, aqui estou eu fechando as janelas de pesquisa "séria", tentando ficar só com a música (na Sky, canal standarts e aqui goear), passando o tempo ajustando algumas configurações do blog, atualizando lista de contatos, descobrindo o twitter e curiosidades (!) como estas:
George Clooney - 1,80 m (ai, ai - não importa a altura...)
Brad Pitt - 1,80 m (até nisto estão juntos)
Tom Cavanagh - 1,83 (pela TV, achei que fosse mais alto...)
Josh Randal - 1,91 (lembrando da série, era mais alto que o Ed mesmo - e é 9 anos mais novo)
Sofia Coppola - 1,66 m (1 cm a mais que eu e um ano mais nova)
Bill Murray - 1,88 m (comparando com a Charlotte, é bem alto...)
Scarlett Johansson - 1,60 m (é, são 28 cm a menos... seria como eu e alguém com 1,93 m!)
Esta semana tentei assistir um filme - só assistir o filme. Quando dei por mim, já estava com uma revista na mão, folheando. Tirei de perto, apaguei a luz para evitar o livro ao lado, o bloco de anotações e a caneta... Um desconforto começou a rondar e um tempinho depois já estava eu planejando o cardápio semanal da escola e assistindo o filme.
Então, aqui estou eu fechando as janelas de pesquisa "séria", tentando ficar só com a música (na Sky, canal standarts e aqui goear), passando o tempo ajustando algumas configurações do blog, atualizando lista de contatos, descobrindo o twitter e curiosidades (!) como estas:
George Clooney - 1,80 m (ai, ai - não importa a altura...)
Brad Pitt - 1,80 m (até nisto estão juntos)
Tom Cavanagh - 1,83 (pela TV, achei que fosse mais alto...)
Josh Randal - 1,91 (lembrando da série, era mais alto que o Ed mesmo - e é 9 anos mais novo)
Sofia Coppola - 1,66 m (1 cm a mais que eu e um ano mais nova)
Bill Murray - 1,88 m (comparando com a Charlotte, é bem alto...)
Scarlett Johansson - 1,60 m (é, são 28 cm a menos... seria como eu e alguém com 1,93 m!)
..
Adoro Lost in translation (em nossas "traduções", Encontros e desencontros)!
Pena que não achei a última cena...
Pena que não achei a última cena...
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
domingo, 30 de agosto de 2009
Se eu fosse um livro eu seria...
Uma mistura de "Morte e vida severina", de João Cabral de Melo Neto, com "A paixão segundo GH", de Clarice Lispector.
Oh, céus!
Às vezes você tem uma séria vontade de estapear as pessoas, só para fazê-las acordarem e perceberem as injustiças deste mundo. Como podem viver em seus mundinhos banais, quando há quem passe fome e totalmente à margem de qualquer conforto ou assistência? Esta talvez seja a sua maior revolta. Por isso, você tenta fazer a sua parte. Talvez por meio de um trabalho voluntário, participando de movimentos populares ou somente se exaltando em rodas de amigos menos engajados. De qualquer maneira, você consegue de fato comover pessoas com seu discurso apaixonado e, ao mesmo tempo, baseado numa lógica de compaixão e igualdade que ninguém pode negar.Essa missão é mais do que cumprida pelo belo "Morte e vida severina" (1966), poema dramático escrito pelo pernambucano Melo Neto que se tornou símbolo para uma geração em conflito com as consequências sociais geradas pelo capitalismo selvagem.
Você é daqueles sujeitos profundos. Não que se acham profundos – profundos mesmo. Devido às maquinações constantes da sua cabecinha, ao longo do tempo você acumulou milhões de questionamentos. Hoje, em segundos, você é capaz de reconsiderar toda a sua existência. A visão de um objeto ou uma fala inocente de alguém às vezes desencadeiam viagens dilacerantes aos cantos mais obscuros de sua alma. Em geral, essa tendência introspectiva não faz de você uma pessoa fácil de se conviver. Aliás, você desperta até medo em algumas pessoas. Outras simplesmente não o conseguem entender. Assim é também "A paixão segundo GH", obra-prima de Clarice Lispector amada-idolatrada por leitores intelectuais e existencialistas, mas, sejamos sinceros, que assusta a maioria. Essa possível repulsa, porém, nunca anulará um milésimo de sua força literária. O mesmo vale para você: agrada a poucos, mas tem uma força única.
O teste saiu daqui.
Oh, céus!
Às vezes você tem uma séria vontade de estapear as pessoas, só para fazê-las acordarem e perceberem as injustiças deste mundo. Como podem viver em seus mundinhos banais, quando há quem passe fome e totalmente à margem de qualquer conforto ou assistência? Esta talvez seja a sua maior revolta. Por isso, você tenta fazer a sua parte. Talvez por meio de um trabalho voluntário, participando de movimentos populares ou somente se exaltando em rodas de amigos menos engajados. De qualquer maneira, você consegue de fato comover pessoas com seu discurso apaixonado e, ao mesmo tempo, baseado numa lógica de compaixão e igualdade que ninguém pode negar.Essa missão é mais do que cumprida pelo belo "Morte e vida severina" (1966), poema dramático escrito pelo pernambucano Melo Neto que se tornou símbolo para uma geração em conflito com as consequências sociais geradas pelo capitalismo selvagem.
Você é daqueles sujeitos profundos. Não que se acham profundos – profundos mesmo. Devido às maquinações constantes da sua cabecinha, ao longo do tempo você acumulou milhões de questionamentos. Hoje, em segundos, você é capaz de reconsiderar toda a sua existência. A visão de um objeto ou uma fala inocente de alguém às vezes desencadeiam viagens dilacerantes aos cantos mais obscuros de sua alma. Em geral, essa tendência introspectiva não faz de você uma pessoa fácil de se conviver. Aliás, você desperta até medo em algumas pessoas. Outras simplesmente não o conseguem entender. Assim é também "A paixão segundo GH", obra-prima de Clarice Lispector amada-idolatrada por leitores intelectuais e existencialistas, mas, sejamos sinceros, que assusta a maioria. Essa possível repulsa, porém, nunca anulará um milésimo de sua força literária. O mesmo vale para você: agrada a poucos, mas tem uma força única.
O teste saiu daqui.
sábado, 29 de agosto de 2009
Educação, política, informação
"O Brasil se comoveu, na semana passada, com duas meninas. Tainá Costa Alves, 8, levou um tiro, em São Paulo, que passou a três centímetros de seu coração. No Rio, Letícia Botelho teve menos sorte e foi assassinada no dia que completaria 13 anos -no momento do tiro, comprava o vestido para a sua festa de aniversário.Por coincidência, quase ao mesmo tempo em que as balas eram disparadas, as duas cidades anunciaram um projeto que serve como uma resposta para a barbárie.
Como se fossem uma única cidade, Rio e SP iniciaram, em conjunto, uma experiência em 126 de suas áreas infestadas de violência, cuja meta, ambiciosa, não é servir de referência só ao Brasil, mas ganhar escala planetária, de Mumbai à Cidade do México, passando por Joanesburgo, vítimas da insegurança.
As duas cidades foram escolhidas pelo Unicef para testar um modelo de gestão, batizado de "Plataforma dos Centros Urbanos", em que se integram todos os níveis de poder, focados em pequenas comunidades - uma unidade menor do que o bairro.Nesses focos, monta-se uma teia formada pelos governos federal, estadual e municipal, além de entidades não governamentais, Ministério Público, sindicatos, empresários, líderes religiosos, professores.
O que se pretende é fazer com que todos esses esforços resultem num modelo replicável em que se criem condições, nos lugares mais pobres, para o desenvolvimento das crianças e dos jovens e, aí, se trabalham de segurança e educação, passando por geração de renda, saúde e assistência social até drogas.
O centro da operação dessa plataforma urbana não é o poder oficial, mas a própria comunidade. Um de seus articuladores ganhou, na quinta-feira passada, destaque mundial. É a adolescente carioca Mayara Tavares que, durante o G8, na Itália, atraiu o olhar vivamente interessado do presidente Obama. Ela atua no bairro de Santa Cruz, zona oeste do Rio. Onde vive, ela teria uma chance razoável de um destino semelhante ao de Tainá ou Letícia.
Não se sabe o que vai sair da experiência no Rio e em SP. Mas dirigentes do Unicef dizem que, se os resultados forem bons, o projeto deve se expandir pelo mundo, onde existe a combinação explosiva entre juventude e grandes cidades.Esse teste faz parte da descoberta do valor das pequenas coisas -e a semana passada foi mais um exemplo dessa descoberta.
Um encontro reuniu, na quarta-feira, em Brasília, 120 secretários de Educação, o que significa cerca de 40% das matrículas do país. Alguns deles compartilharam pequenas soluções que vêm realizando em seus municípios, muitas de baixo custo.Em Londrina, muitos clubes, por falta de sócios, estavam abandonados. Nem precisaram de grandes reformas para que os estudantes de escolas públicas pudessem usar esses espaços; em SP são implantados os clubes-escolas. Em Sorocaba, criou-se um programa de visita de médicos às escolas e rapidamente se melhorou a produtividade dos alunos.
Em Recife, começam a desenvolver planos para que as escolas municipais tenham sua gestão compartilhada com a sociedade. Belo Horizonte, Nova Iguaçu e Barueri implantaram os bairros educativos -um projeto tocado na favela de Heliópolis, a maior de São Paulo.
No Rio, mulheres são remuneradas para fazer a ponte das famílias com a escola. Lá, na Cidade de Deus, notabilizada pelo cineasta Fernando Meirelles, escolas têm agora um professor treinado especialmente para fazer o elo com a comunidade.Decidiu-se que esse tipo de professor será disseminado por toda a cidade no projeto "Escolas do Amanhã", focado nas regiões mais vulneráveis. Esse projeto se funde, na prática, como as "Plataformas dos Centros Urbanos", do Unicef.
Sempre houve pequenas e inventivas soluções. A diferença é que, agora, elas estão ganhando escala, passando a atingir não centenas nem milhares de pessoas, mas milhões -o Bolsa Escola começou como um projeto em Brasília e em Campinas, depois se expandiu pelo Brasil e virou o Bolsa Família.
Os secretários estavam reunidos em Brasília por causa de um programa batizado de "Mais Educação", em que se envolvem vários ministérios e prefeituras para aumentar a jornada escolar. A mais recente adesão foi a do Ministério da Defesa.Motivo: a abertura dos quartéis da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, onde existem quadras de esporte que podem ser abertas aos jovens.
O Ministério da Saúde está ampliando seu programa de família para os estudantes. O Ministério da Justiça se integra com seu programa de jovens nos territórios vulneráveis. O "Mais Educação" já está em 5.000 escolas. Mas a tendência é se expandir -mudanças na legislação permitem recursos para os municípios que implantem o tempo integral. A aula pode acontecer em qualquer lugar, dentro ou fora da escola. Por exemplo: na quadra de esporte de um quartel.
Por problemas burocráticos ou políticos, São Paulo não se credenciou para os recursos (R$ 70 mil por escola) destinados a aumentar a jornada escolar e jogou o dinheiro fora. Nesse tipo de desenvolvimento local, articulado por adolescentes como Mayara, está a melhor resposta para Tainá e Letícia.
PS - Vale a pena prestar muita atenção na experiência do Instituto Unibanco -é, mais uma vez, a prova das pequenas soluções que ficam grandes. Ele ajudou 250 escolas de ensino médio a melhorar sua gestão e as notas avançaram rapidamente.
Nesse momento, ele está ensinando os próprios alunos a serem mobilizadores comunitários. "
Gilberto Dimenstein
Como se fossem uma única cidade, Rio e SP iniciaram, em conjunto, uma experiência em 126 de suas áreas infestadas de violência, cuja meta, ambiciosa, não é servir de referência só ao Brasil, mas ganhar escala planetária, de Mumbai à Cidade do México, passando por Joanesburgo, vítimas da insegurança.
As duas cidades foram escolhidas pelo Unicef para testar um modelo de gestão, batizado de "Plataforma dos Centros Urbanos", em que se integram todos os níveis de poder, focados em pequenas comunidades - uma unidade menor do que o bairro.Nesses focos, monta-se uma teia formada pelos governos federal, estadual e municipal, além de entidades não governamentais, Ministério Público, sindicatos, empresários, líderes religiosos, professores.
O que se pretende é fazer com que todos esses esforços resultem num modelo replicável em que se criem condições, nos lugares mais pobres, para o desenvolvimento das crianças e dos jovens e, aí, se trabalham de segurança e educação, passando por geração de renda, saúde e assistência social até drogas.
O centro da operação dessa plataforma urbana não é o poder oficial, mas a própria comunidade. Um de seus articuladores ganhou, na quinta-feira passada, destaque mundial. É a adolescente carioca Mayara Tavares que, durante o G8, na Itália, atraiu o olhar vivamente interessado do presidente Obama. Ela atua no bairro de Santa Cruz, zona oeste do Rio. Onde vive, ela teria uma chance razoável de um destino semelhante ao de Tainá ou Letícia.
Não se sabe o que vai sair da experiência no Rio e em SP. Mas dirigentes do Unicef dizem que, se os resultados forem bons, o projeto deve se expandir pelo mundo, onde existe a combinação explosiva entre juventude e grandes cidades.Esse teste faz parte da descoberta do valor das pequenas coisas -e a semana passada foi mais um exemplo dessa descoberta.
Um encontro reuniu, na quarta-feira, em Brasília, 120 secretários de Educação, o que significa cerca de 40% das matrículas do país. Alguns deles compartilharam pequenas soluções que vêm realizando em seus municípios, muitas de baixo custo.Em Londrina, muitos clubes, por falta de sócios, estavam abandonados. Nem precisaram de grandes reformas para que os estudantes de escolas públicas pudessem usar esses espaços; em SP são implantados os clubes-escolas. Em Sorocaba, criou-se um programa de visita de médicos às escolas e rapidamente se melhorou a produtividade dos alunos.
Em Recife, começam a desenvolver planos para que as escolas municipais tenham sua gestão compartilhada com a sociedade. Belo Horizonte, Nova Iguaçu e Barueri implantaram os bairros educativos -um projeto tocado na favela de Heliópolis, a maior de São Paulo.
No Rio, mulheres são remuneradas para fazer a ponte das famílias com a escola. Lá, na Cidade de Deus, notabilizada pelo cineasta Fernando Meirelles, escolas têm agora um professor treinado especialmente para fazer o elo com a comunidade.Decidiu-se que esse tipo de professor será disseminado por toda a cidade no projeto "Escolas do Amanhã", focado nas regiões mais vulneráveis. Esse projeto se funde, na prática, como as "Plataformas dos Centros Urbanos", do Unicef.
Sempre houve pequenas e inventivas soluções. A diferença é que, agora, elas estão ganhando escala, passando a atingir não centenas nem milhares de pessoas, mas milhões -o Bolsa Escola começou como um projeto em Brasília e em Campinas, depois se expandiu pelo Brasil e virou o Bolsa Família.
Os secretários estavam reunidos em Brasília por causa de um programa batizado de "Mais Educação", em que se envolvem vários ministérios e prefeituras para aumentar a jornada escolar. A mais recente adesão foi a do Ministério da Defesa.Motivo: a abertura dos quartéis da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, onde existem quadras de esporte que podem ser abertas aos jovens.
O Ministério da Saúde está ampliando seu programa de família para os estudantes. O Ministério da Justiça se integra com seu programa de jovens nos territórios vulneráveis. O "Mais Educação" já está em 5.000 escolas. Mas a tendência é se expandir -mudanças na legislação permitem recursos para os municípios que implantem o tempo integral. A aula pode acontecer em qualquer lugar, dentro ou fora da escola. Por exemplo: na quadra de esporte de um quartel.
Por problemas burocráticos ou políticos, São Paulo não se credenciou para os recursos (R$ 70 mil por escola) destinados a aumentar a jornada escolar e jogou o dinheiro fora. Nesse tipo de desenvolvimento local, articulado por adolescentes como Mayara, está a melhor resposta para Tainá e Letícia.
PS - Vale a pena prestar muita atenção na experiência do Instituto Unibanco -é, mais uma vez, a prova das pequenas soluções que ficam grandes. Ele ajudou 250 escolas de ensino médio a melhorar sua gestão e as notas avançaram rapidamente.
Nesse momento, ele está ensinando os próprios alunos a serem mobilizadores comunitários. "
Gilberto Dimenstein
********
Quinta e sexta, participei da Conferência Intermunicipal de Educação, preparatória para a etapa estadual, que antecede a nacional - CONAE (Brasília, 2010). Fiquei no grupo que discutia o "Financiamento da Educação e Controle Social".
Precisamos evoluir muito, principalmente porque achamos que temos informação e conhecimento. Pensamos localmente apenas, desconhecemos a legislação (entre outras coisas), não conseguimos enxergar a educação dentro de um contexto maior e precisamos muito - muito!- estudar, ler, nos aperfeiçoar. E parar de só reclamar!
********
Aqui em Pouso Alegre, temos quatro escolas funcionando em tempo integral.
Um vereador de Itajubá, do PT (partido do prefeito daqui), presente na conferência de educação desconhecia totalmente o fato. Assim como ele, secretárias de educação e outros profissionais de cidades próximas nem desconfiavam que a "utopia" já era realidade. Precisei apresentá-lo ao diretor de uma das unidades corajosas que aceitaram o desafio - porque ainda é um desafio.
Precisamos melhorar a comunicação...
domingo, 23 de agosto de 2009
Precisava registrar
O melhor amigo do João Pedro, o Pedro, está aqui em casa e a chuva lá fora vai longe.
Sugeri que jogassem videogame, mas, na hora de ligar, somente um controle estava funcionando.
O pai corre para ajudar, a contragosto - diga-se de passagem -, e os dois só palpitando. Nada de funcionar e a conversa continua. Pergunta daqui, pergunta dali e, de repente...
_ Parem um pouco que vocês estão me deixando nervoso!!!
E agora a pérola dita pelo amiguinho:
_ É, criança é assim.
Tranquilo.
Sugeri que jogassem videogame, mas, na hora de ligar, somente um controle estava funcionando.
O pai corre para ajudar, a contragosto - diga-se de passagem -, e os dois só palpitando. Nada de funcionar e a conversa continua. Pergunta daqui, pergunta dali e, de repente...
_ Parem um pouco que vocês estão me deixando nervoso!!!
E agora a pérola dita pelo amiguinho:
_ É, criança é assim.
Tranquilo.
sábado, 22 de agosto de 2009
...porque a hermenêutica diatópica...
sábado, 1 de agosto de 2009
Pois é, então...
Essa história de tecnologia vicia.
Internet onde você estiver, notebook, celular 10 mil em 1 - isto ficando só no básico.
Outro dia estava me lembrando de quando tinha 14 anos e fazia "curso de informática" - Basic I ! Numeração binária, fluxogramas, uma aula inteira para fazer uma bobeirinha e - agora o detalhe - gravar em fita cassete, processo que só poderia ser verificado na próxima aula porque demorava muuuuiiiiito. E hoje nós ficamos irritadíssimos quando o site demora alguns segundos a mais para abrir...
Mas, apesar de não sentir atração nenhuma pela aula (ao contrário do professor em mim), a idéia da tecnologia me agradava. Não a criação, que é o que se aprendia na época, mas as possibilidades.
A imagem me é tão vívida como se tivesse acontecido há pouco tempo: eu, sentada no sofá da sala "com perna de índio", fazendo tarefa em frente à televisão e pensando, pensando, pensando em como seria bom se eu tivesse um computador que pudesse estar em qualquer lugar a casa.
O que mais gostava de fazer era estudar (o que não mudou). A possibilidade de ter informações acessando uma máquina na sala de casa era o suprassumo. Ao invés do fichário da biblioteca, um fichário dentro do computador. Ao invés de ficar procurando em vários livros uma receita, uma lista de receitas na ordem que escolhesse e que se auto-organizasse com novas entradas.
Estou escrevendo 25 anos depois, João Pedro com 6 já domina o computador há tempos, estou no quarto com o notebook conectado em um aparelhinho que cabe em minha mão (e ela é pequena), digitando e assistindo "Os Thunderbirds" com o filhote que está em uma fase "naves".
Pois é, então...
Internet onde você estiver, notebook, celular 10 mil em 1 - isto ficando só no básico.
Outro dia estava me lembrando de quando tinha 14 anos e fazia "curso de informática" - Basic I ! Numeração binária, fluxogramas, uma aula inteira para fazer uma bobeirinha e - agora o detalhe - gravar em fita cassete, processo que só poderia ser verificado na próxima aula porque demorava muuuuiiiiito. E hoje nós ficamos irritadíssimos quando o site demora alguns segundos a mais para abrir...
Mas, apesar de não sentir atração nenhuma pela aula (ao contrário do professor em mim), a idéia da tecnologia me agradava. Não a criação, que é o que se aprendia na época, mas as possibilidades.
A imagem me é tão vívida como se tivesse acontecido há pouco tempo: eu, sentada no sofá da sala "com perna de índio", fazendo tarefa em frente à televisão e pensando, pensando, pensando em como seria bom se eu tivesse um computador que pudesse estar em qualquer lugar a casa.
O que mais gostava de fazer era estudar (o que não mudou). A possibilidade de ter informações acessando uma máquina na sala de casa era o suprassumo. Ao invés do fichário da biblioteca, um fichário dentro do computador. Ao invés de ficar procurando em vários livros uma receita, uma lista de receitas na ordem que escolhesse e que se auto-organizasse com novas entradas.
Estou escrevendo 25 anos depois, João Pedro com 6 já domina o computador há tempos, estou no quarto com o notebook conectado em um aparelhinho que cabe em minha mão (e ela é pequena), digitando e assistindo "Os Thunderbirds" com o filhote que está em uma fase "naves".
Pois é, então...
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