terça-feira, 13 de setembro de 2011

Viver aprendendo, aprender vivendo

(Também perdido em Rascunhos, aguardando há uma ano ser finalizado.)

Finalmente assisto "Peter Drucker: uma jornada intelectual", gravado da ManagementTV em ... 26 de novembro do ano passado!!! (procurando na Sky, descobri que será reprisado neste domingo, 12/9, às 18h00).


"Eu nunca vejo nada no futuro. Eu não acredito nele. Eu olho pela janela. Procuro coisas que já aconteceram mas que ainda não tiveram consequências e ainda não foram percebidas."

"Se o conhecimento é a entidade chave, a força dinâmica que decidirá se um negócio fracassará ou não, que decidirá se a sociedade fracassará ou não, então a educação deve ser a atividade social central. A educação não só como uma questão escolar, mas como um aprendizado durante a vida inteira, continuar aprendendo. O Peter (Druker) foi um dos primeiros a falar disso como uma necessidade social."

(Jack Beatty, biógrafo de Drucker, em relação a ideia do livro "A era da descontinuidade" e posteriores, também de análise social, onde o autor explorou os requisitos de uma economia do conhecimento)

Leituras a comentar

(ao menos era o desejo)

"Por um marco regulatório para as ONGs" - Ivo Lesbaupin (Tendências/Debates - Folha)
"Hora da retirada" e "Respeito ao pedestre" (Editoriais - Folha)
"Mudanças" - Danuza Leão (Folha)
"Rua de Porto Alegre ganha fama de 'mais bonita do mundo'" - (Folha)
"Média nacional do Enem 2010 sobe 2%" - (Folha)
"O que é unidade?" - Marcelo Gleiser (Folha)
"Vitória final será daquele que aliar força à melhor história" - Joseph S. Nie Jr. (Análise - Folha)
"Quatro poemas encontrados no livro de memórias de Brigitte Bardot" - (Imaginação - Folha)

E a charge de Angeli, "Politicamente correto".

Na verdade, os comentários todos já foram escritos... mentalmente, já que na situação em que me encontrava nesta última semana a única coisa que conseguia/era capaz de/era possível fazer era usar o controle remoto. Ou seja - e lá vem Poliana -, liberei espaço de gravação na Sky assistindo todos os filmes que aguardavam serem vistos, fato este que também gerou comentários mentais e conversas comigo mesma.

As últimas três palavras me colocaram em estado de alerta. Com excesso de conversas comigo mesma é como estava antes de iniciar este blog há quatro anos, até que o inusitado me resgatou - e, como Poliana sempre ataca, teve um lado muito bom.
Porém, o resgate é pontual. E toda a adrenalina que ele pode gerar, acaba tão logo você é colocada de volta em seu ambiente.

Ser viciado em adrenalina vira trabalho para uns, loucura para outros.
Evitar ser necessário o resgate é bom senso para muitos.

Isso vai render muita conversa. Ainda bem que estou disponível para ouvir...


domingo, 19 de junho de 2011

Frio dá vontade de comer


E aqui tem um kibe muito bom!

Lembro que na escola tinha fases de lanche. Uma delas foi de kibe com Sprite, outra de salsicha empanada com Taí.
Ah! Tinha o docinho antes subir a escadaria: casquinha de sorvete recheada de doce de leite.

Estou tão saudosista ultimamente...


Inventando moda

viva
ponto
floral_dfrt

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O frio e as m-m-m-mã-mãos

Por alguns instantes, as mãos rejuvenescem.
A cor da pele fica uniforme e até os tortinhos dos dedos parecem desaparecer. As unhas se sobressaem.
O nome desse milagre? Nenhum produto utilizando a última tecnologia em alguma coisa.
O nome disto é: frio congelante da água da torneira da pia da cozinha.
Efeito colateral: dor em todos os ossinhos - falanges, falanginhas e falangetas -, paralisia momentânea e rigidez nas juntas.
Mas a mão fica lindinha, 20 anos mais nova!

Comentários que se seguiram à postagem:

* "Ou é o frio roubando a atenção que ia para os defeitinhos."

* "Ai como mulher é boba, sofre prá ter segundos de prazer .............ou seria a lei da compensação, ou a eterna sombra de Poliana, sempre querendo achar o lado bom das coisas (confesso que não sabia o lado bom de lavar louça, vou prestar mais atenção........) bjos"

Well, well, well...
Só sei que se depender de lavar louça na água gelada para ficar com a mão um pouco mais bonitinha, ela pode ficar parecendo mão de bruxinha.

Quanto à Poliana, vira e mexe dou de cara com ela!
Não tinha percebido que achei um "lado bom"!
Li o livro na sétima série, ou seja, aos 12 anos. Foi leitura de uma tarde. Adorei.
Analisando hoje, percebo o quanto influenciou meu pensamento. Na verdade, influencia, já que cito o "ver o lado bom das coisas" com uma frequencia inacreditável, pensando bem...
Mas acabo de lembrar de algo que não gostei: não tenho a menor ideia sobre que fim teve meu querido livro...
Mas a capa está intacta na minha memória. E a história, me parece, na minha vida.


domingo, 8 de maio de 2011

Cores

Québec


Devo ter vivido uma vida muito feliz em algum lugar com estas referências...
Adoro os tijolinhos, as muitas janelas. As cores das folhas.

sábado, 16 de abril de 2011

Visualizando

Sono + necessidade de parar tudo = texto estranho no dia seguinte parado nos rascunhos por erro ao clicar nos botões.

Sentir a água sobre meus pés, gelada se espalhando e levando a areia em que piso. Devagarinho afundar e esperar. A água gelada sobre meus pés.

Sentir a brisa que vai, fresca acaricinado meu rosto e deixando a ausência de um beijo. Sozinha suspirar e esperar. A brisa fresca que vai.

sábado, 2 de abril de 2011

E João Pedro pensa

- Mãe, já entendi o castigo de ficar sem televisão e Wii no final de semana. Fiquei sem hoje e amanhã eu posso...
- Não senhor! O castigo é no final de semana inteiro.
- Então, mãe! Amanhã é domingo, começa outra semana, não pode ser final!

Com lógica ou sem lógica, o castigo permanece.
Céus! O que me espera na adolescência...

(E para combinar, o blog resolveu que não quer aceitar parágrafo - está juntando tudo em uma linha. Lá vou eu para o html...)

sábado, 26 de março de 2011

sábado, 12 de março de 2011

Relembrando...

Mãos dadas

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros
Estão taciturnos, mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considere a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi suspiros ao anoitecer, a paisagem vista na janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.

Carlos Drummond de Andrade

Que falta São Paulo faz!

Sábado à tarde. Voltinha com filhão enquanto aguardo o horário para tirar mais uns dedinhos de cachinhos. Que tal um lanchinho?
Que infeliz ideia...
Uma quadra, uma loja com brinquedos, outra quadra, uma sapataria, uma paradinha na esquina, mais uma quadra, outra loja mais brinquedos... O tempo passou, sim. Porém a intenção era sentar em um local minimamente agradável, Coca geladinha, salgadinho saboroso, um pão de queijo que fosse e um suco de laranja.

Adoro o pastel da pastelaria dos chineses não chineses, mas quem conhece o espaço entende que não era opção. Opção é a palavra chave aqui. Muitas lanchonetes, pouca opção.

Enquanto isso em São Paulo Universo Paralelo, euzinha comia um quibe de-li-ci-o-so, filhão duas esfirras abertas de calabresa, a uma quadra do apartamento da minha mãe, apreciando as muitas árvores poucos carros e adorava ca-da pe-da-ci-nho!

terça-feira, 1 de março de 2011

Hello everybody!

Fevereiro acabou. Reencontrei velhas amigas - de poucos anos e de algumas décadas. Trabalhei muito, apesar de ainda não ver resultados - ainda, assim espero. Ri pouco, sorri muito, chorei demais, gritei absurdamente.

Se não soubesse exatamente quem e como sou, pessoas estariam me deixando maluca. Afinal, de insuportável a "madre teresa de calcutá" em uma só vida já seria difícil, ao mesmo tempo então...

Também ganhei elogios por ser Juliette Binoche... Ooops, não sou. Mas tudo bem - de alguma forma conseguiram imaginar que eu poderia ficar tão bela quanto e isto já é mais do que eu mereço.

Que venham as águas de março fechar o verão com promessas de vida para o meu coração!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

E aí?

O que fazer quando quem é responsável por manter a lei é o autor de um ato irresponsável no trânsito?
Policial civil inventa um segunda pista para ultrapassar em um cruzamento - se ele continuasse na tal pista iria direto para o canteiro central -, depois de ouvir a buzina de reclamação, retruca como se o errado fosse quem fez certo, encosta o carro mais a frente para xingar mais um pouco.
E aí?
Aí dá vontade de estar naqueles seriados onde a pessoa volta o tempo, muda o carro para algo como... um tanque, bem na hora da besteira ser feita.

Eu sei, eu sei, um tanto quanto radical. Mas por isso penso nestas séries. Fica só no pensamento. Quem lembra de Ally McBeal?


www.differentials.com/aboutvehicles.html

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Saudade de um blog?

Não sei se alguém já passou por essa experiência, a de ler uma mensagem via internet e ter a impressão de que está ouvindo a pessoa falar. Diferente de quando a gente imagina alguém com quem se comunica virtualmente, existem pessoas - na verdade, duas até hoje... - que me fazem ou, no caso a que vou me referir, fizeram ler "ouvindo".

A Marcela é uma delas. Ela escrevia o blog Desiderata, que eu não me lembro agora como descobri. Às vezes eu fazia um pequeno comentário por lá e da mesma forma ela em meu blog.

Inteligente, dedicada, atenciosa e educada.

No dia 29 de junho de 2008, ela deu a grande notícia: fora aprovada no concurso do Rio Branco e iria ser uma diplomata. Fiquei super feliz e parecia que a conhecia mesmo.

Mas como era de se esperar, ela parou de escrever. E ficou a saudade.

Coloquei aqui embaixo a última postagem do blog e a antepenúltima (inversamente), quando ela estava na expectativa pelo resultado das provas que acabara de fazer. Tomara que a felicidade que transmitiu ainda esteja com ela.

"Estranho… após um ano de estudo frenético, eu finalmente parei. E bateu uma síndrome de abstinência. O concurso do Itamaraty acabou no último fim de semana. Foram 26 horas de prova. Quase 50 páginas redigidas. Duas línguas estrangeiras e cinco matérias diferentes. Eu não descansei. Desde aquele fatídico dia de junho do ano passado, eu não descansei. Dediquei-me com afinco ao que mais quero nessa vida. Hoje, apesar de aliviada, estou super ansiosa. Trilhei o caminho com muito cuidado… espero que seja suficiente para agradar a banca do Instituto Rio Branco. Ai, ai, ai… espero que esse fim seja apenas o começo de uma nova vida."
Desiderata, 10/06/2008

"No dia 25 de junho, comemorei três anos de casada e recebi (pelo orkut, rsrsrs!) a notícia mais importante da minha vida: a de que eu estava matematicamente aprovada no concurso do Rio Branco. A lista oficial só sai no dia 16 de julho. A minha nota, contudo, garantiu a minha pré aprovação. Eu gritei, chorei, corri pelos corredores do prédio e abracei a empregada da vizinha. Estava sozinha em casa. Liguei para todas as pessoas mais importantes da minha vida e com elas chorei mais uma vez. Olhei para o céu e pensei: Caraca, eu serei uma diplomata. Esse não era o meu sonho de criança e eu não passei anos esperando por esse momento. Esse foi um sonho recente, chegou de repente. E foi trazido pelas mãos do Marco, meu companheiro, aquele que torceu, sofreu, penou e esperou ao meu lado por essa realização. São tantas pessoas que fizeram parte dessa trajetória. Tantas, mesmo! O meu marido, contudo, foi muito forte. Aguentou todas as horas de estudo, a bagunça da casa, as noites sem jantar, as saídas canceladas, os livros pelo chão, os choros imprevisíveis, o nervoso contínuo, os parcos sorrisos e as noites mal-dormidas. Foi ele que ficou ao meu lado durante esse ano, torcendo e sonhando. É a ele que eu devo agradecer primeiro. Então, Marco, mais uma vez te agradeço por fazer da minha vida uma vida mais fácil, mais alegre e mais bonita. Esse sonho também foi seu e a realização também é sua. Te amo muito!!!"
Desiderata, 29/06/2008


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Mais ideias de João Pedro

- Mãe, posso fazer uma loja na garagem de casa?
- Para vender o quê?
- Ah, brinquedos, coisas que a gente não usa mais, coisas não tecnológicas que eu vou fazer para as pessoas brincarem quando chover e não tiver TV nem nada para fazer...

Entendeu, gente?

Momento de agir!
O Ás de Paus como arcano de aconselhamento para este momento de sua vida vem sugerir a necessidade de se atirar nas coisas com mais entusiasmo, sem medos, imprimindo tesão em tudo o que se faz, Ana. Você dispõe de imenso potencial criativo e está num momento excepcional para fazer valer as idéias que saltarão de sua mente e coração. Cuidado apenas para, no entusiasmo, não terminar “queimando” as pessoas ao seu redor. Temos, muitas vezes, idéias brilhantes e “vemos” as coisas de uma maneira que ninguém mais viu. Ficamos irritados quando os outros não acompanham a perfeição de nossa visão ou a clareza que tivemos a respeito de um projeto ou idéias. E é aí que mora o perigo, Ana: de nada adianta você ter uma ótima idéia, se não souber ter paciência para explicá-la.

Conselho: Atire-se! Mas tome cuidado para não ferir ninguém!