sexta-feira, 11 de setembro de 2009

De vez em quando acontece

Caros contatos queridos,
Caso vocês estejam sendo importunados por mensagens deste blog informando que postei algo novo, desculpem-me.
Andei mexendo em algumas configurações e, pelo jeito, vocês começaram a ser "atualizados".
Tenham calma que até este final de semana descobrirei como parar com isto.
Pardon. Je suis désolé.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Ó, drama cruel!

Estou arrasada! O casamento de Kitty e Robert está por um fio. Tadinho dele... Que peninha dela... Que complicação! Ó, céus!
Mas, até o momento, ela não está tendo um caso extraconjugal, it's just an emotional affair...

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Tenho que estudar, trabalho para fazer, mas não resisto às múltiplas janelas e aí descubro coisas... e mais coisas... e mais coisas...
Esta é bem interessante e não vai atrapalhar/atrasar/dificultar a vida de ninguém.

sábado, 5 de setembro de 2009

Excesso de coisas para fazer

Preciso desacelerar! Não ando conseguindo fazer uma coisa de cada vez.
Esta semana tentei assistir um filme - assistir o filme. Quando dei por mim, já estava com uma revista na mão, folheando. Tirei de perto, apaguei a luz para evitar o livro ao lado, o bloco de anotações e a caneta... Um desconforto começou a rondar e um tempinho depois já estava eu planejando o cardápio semanal da escola e assistindo o filme.

Então, aqui estou eu fechando as janelas de pesquisa "séria", tentando ficar só com a música (na Sky, canal standarts e aqui goear), passando o tempo ajustando algumas configurações do blog, atualizando lista de contatos, descobrindo o twitter e curiosidades (!) como estas:

George Clooney - 1,80 m (ai, ai - não importa a altura...)
Brad Pitt - 1,80 m (até nisto estão juntos)
Tom Cavanagh - 1,83 (pela TV, achei que fosse mais alto...)
Josh Randal - 1,91 (lembrando da série, era mais alto que o Ed mesmo - e é 9 anos mais novo)
Sofia Coppola - 1,66 m (1 cm a mais que eu e um ano mais nova)
Bill Murray - 1,88 m (comparando com a Charlotte, é bem alto...)
Scarlett Johansson - 1,60 m (é, são 28 cm a menos... seria como eu e alguém com 1,93 m!)
..
......
Adoro Lost in translation (em nossas "traduções", Encontros e desencontros)!
Pena que não achei a última cena...

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Fase musical

domingo, 30 de agosto de 2009

Se eu fosse um livro eu seria...

Uma mistura de "Morte e vida severina", de João Cabral de Melo Neto, com "A paixão segundo GH", de Clarice Lispector.
Oh, céus!

Às vezes você tem uma séria vontade de estapear as pessoas, só para fazê-las acordarem e perceberem as injustiças deste mundo. Como podem viver em seus mundinhos banais, quando há quem passe fome e totalmente à margem de qualquer conforto ou assistência? Esta talvez seja a sua maior revolta. Por isso, você tenta fazer a sua parte. Talvez por meio de um trabalho voluntário, participando de movimentos populares ou somente se exaltando em rodas de amigos menos engajados. De qualquer maneira, você consegue de fato comover pessoas com seu discurso apaixonado e, ao mesmo tempo, baseado numa lógica de compaixão e igualdade que ninguém pode negar.Essa missão é mais do que cumprida pelo belo "Morte e vida severina" (1966), poema dramático escrito pelo pernambucano Melo Neto que se tornou símbolo para uma geração em conflito com as consequências sociais geradas pelo capitalismo selvagem.

Você é daqueles sujeitos profundos. Não que se acham profundos – profundos mesmo. Devido às maquinações constantes da sua cabecinha, ao longo do tempo você acumulou milhões de questionamentos. Hoje, em segundos, você é capaz de reconsiderar toda a sua existência. A visão de um objeto ou uma fala inocente de alguém às vezes desencadeiam viagens dilacerantes aos cantos mais obscuros de sua alma. Em geral, essa tendência introspectiva não faz de você uma pessoa fácil de se conviver. Aliás, você desperta até medo em algumas pessoas. Outras simplesmente não o conseguem entender. Assim é também "A paixão segundo GH", obra-prima de Clarice Lispector amada-idolatrada por leitores intelectuais e existencialistas, mas, sejamos sinceros, que assusta a maioria. Essa possível repulsa, porém, nunca anulará um milésimo de sua força literária. O mesmo vale para você: agrada a poucos, mas tem uma força única.

O teste saiu daqui.

sábado, 29 de agosto de 2009

Educação, política, informação

"O Brasil se comoveu, na semana passada, com duas meninas. Tainá Costa Alves, 8, levou um tiro, em São Paulo, que passou a três centímetros de seu coração. No Rio, Letícia Botelho teve menos sorte e foi assassinada no dia que completaria 13 anos -no momento do tiro, comprava o vestido para a sua festa de aniversário.Por coincidência, quase ao mesmo tempo em que as balas eram disparadas, as duas cidades anunciaram um projeto que serve como uma resposta para a barbárie.

Como se fossem uma única cidade, Rio e SP iniciaram, em conjunto, uma experiência em 126 de suas áreas infestadas de violência, cuja meta, ambiciosa, não é servir de referência só ao Brasil, mas ganhar escala planetária, de Mumbai à Cidade do México, passando por Joanesburgo, vítimas da insegurança.

As duas cidades foram escolhidas pelo Unicef para testar um modelo de gestão, batizado de "Plataforma dos Centros Urbanos", em que se integram todos os níveis de poder, focados em pequenas comunidades - uma unidade menor do que o bairro.Nesses focos, monta-se uma teia formada pelos governos federal, estadual e municipal, além de entidades não governamentais, Ministério Público, sindicatos, empresários, líderes religiosos, professores.

O que se pretende é fazer com que todos esses esforços resultem num modelo replicável em que se criem condições, nos lugares mais pobres, para o desenvolvimento das crianças e dos jovens e, aí, se trabalham de segurança e educação, passando por geração de renda, saúde e assistência social até drogas.

O centro da operação dessa plataforma urbana não é o poder oficial, mas a própria comunidade. Um de seus articuladores ganhou, na quinta-feira passada, destaque mundial. É a adolescente carioca Mayara Tavares que, durante o G8, na Itália, atraiu o olhar vivamente interessado do presidente Obama. Ela atua no bairro de Santa Cruz, zona oeste do Rio. Onde vive, ela teria uma chance razoável de um destino semelhante ao de Tainá ou Letícia.

Não se sabe o que vai sair da experiência no Rio e em SP. Mas dirigentes do Unicef dizem que, se os resultados forem bons, o projeto deve se expandir pelo mundo, onde existe a combinação explosiva entre juventude e grandes cidades.Esse teste faz parte da descoberta do valor das pequenas coisas -e a semana passada foi mais um exemplo dessa descoberta.

Um encontro reuniu, na quarta-feira, em Brasília, 120 secretários de Educação, o que significa cerca de 40% das matrículas do país. Alguns deles compartilharam pequenas soluções que vêm realizando em seus municípios, muitas de baixo custo.Em Londrina, muitos clubes, por falta de sócios, estavam abandonados. Nem precisaram de grandes reformas para que os estudantes de escolas públicas pudessem usar esses espaços; em SP são implantados os clubes-escolas. Em Sorocaba, criou-se um programa de visita de médicos às escolas e rapidamente se melhorou a produtividade dos alunos.

Em Recife, começam a desenvolver planos para que as escolas municipais tenham sua gestão compartilhada com a sociedade. Belo Horizonte, Nova Iguaçu e Barueri implantaram os bairros educativos -um projeto tocado na favela de Heliópolis, a maior de São Paulo.

No Rio, mulheres são remuneradas para fazer a ponte das famílias com a escola. Lá, na Cidade de Deus, notabilizada pelo cineasta Fernando Meirelles, escolas têm agora um professor treinado especialmente para fazer o elo com a comunidade.Decidiu-se que esse tipo de professor será disseminado por toda a cidade no projeto "Escolas do Amanhã", focado nas regiões mais vulneráveis. Esse projeto se funde, na prática, como as "Plataformas dos Centros Urbanos", do Unicef.

Sempre houve pequenas e inventivas soluções. A diferença é que, agora, elas estão ganhando escala, passando a atingir não centenas nem milhares de pessoas, mas milhões -o Bolsa Escola começou como um projeto em Brasília e em Campinas, depois se expandiu pelo Brasil e virou o Bolsa Família.

Os secretários estavam reunidos em Brasília por causa de um programa batizado de "Mais Educação", em que se envolvem vários ministérios e prefeituras para aumentar a jornada escolar. A mais recente adesão foi a do Ministério da Defesa.Motivo: a abertura dos quartéis da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, onde existem quadras de esporte que podem ser abertas aos jovens.

O Ministério da Saúde está ampliando seu programa de família para os estudantes. O Ministério da Justiça se integra com seu programa de jovens nos territórios vulneráveis. O "Mais Educação" já está em 5.000 escolas. Mas a tendência é se expandir -mudanças na legislação permitem recursos para os municípios que implantem o tempo integral. A aula pode acontecer em qualquer lugar, dentro ou fora da escola. Por exemplo: na quadra de esporte de um quartel.

Por problemas burocráticos ou políticos, São Paulo não se credenciou para os recursos (R$ 70 mil por escola) destinados a aumentar a jornada escolar e jogou o dinheiro fora. Nesse tipo de desenvolvimento local, articulado por adolescentes como Mayara, está a melhor resposta para Tainá e Letícia.

PS - Vale a pena prestar muita atenção na experiência do Instituto Unibanco -é, mais uma vez, a prova das pequenas soluções que ficam grandes. Ele ajudou 250 escolas de ensino médio a melhorar sua gestão e as notas avançaram rapidamente.
Nesse momento, ele está ensinando os próprios alunos a serem mobilizadores comunitários.
"

Gilberto Dimenstein
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Quinta e sexta, participei da Conferência Intermunicipal de Educação, preparatória para a etapa estadual, que antecede a nacional - CONAE (Brasília, 2010). Fiquei no grupo que discutia o "Financiamento da Educação e Controle Social".
Precisamos evoluir muito, principalmente porque achamos que temos informação e conhecimento. Pensamos localmente apenas, desconhecemos a legislação (entre outras coisas), não conseguimos enxergar a educação dentro de um contexto maior e precisamos muito - muito!- estudar, ler, nos aperfeiçoar. E parar de reclamar!
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Aqui em Pouso Alegre, temos quatro escolas funcionando em tempo integral.
Um vereador de Itajubá, do PT (partido do prefeito daqui), presente na conferência de educação desconhecia totalmente o fato. Assim como ele, secretárias de educação e outros profissionais de cidades próximas nem desconfiavam que a "utopia" já era realidade. Precisei apresentá-lo ao diretor de uma das unidades corajosas que aceitaram o desafio - porque ainda é um desafio.
Precisamos melhorar a comunicação...

domingo, 23 de agosto de 2009

Precisava registrar

O melhor amigo do João Pedro, o Pedro, está aqui em casa e a chuva lá fora vai longe.
Sugeri que jogassem videogame, mas, na hora de ligar, somente um controle estava funcionando.
O pai corre para ajudar, a contragosto - diga-se de passagem -, e os dois só palpitando. Nada de funcionar e a conversa continua. Pergunta daqui, pergunta dali e, de repente...
_ Parem um pouco que vocês estão me deixando nervoso!!!
E agora a pérola dita pelo amiguinho:
_ É, criança é assim.
Tranquilo.

sábado, 22 de agosto de 2009

...porque a hermenêutica diatópica...


...a ética da convicção e a ética da responsabilidade podem...
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...a classe média quer privilégios e não direitos...
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E o sábado se foi. Quero mais!

sábado, 1 de agosto de 2009

Pois é, então...

Essa história de tecnologia vicia.
Internet onde você estiver, notebook, celular 10 mil em 1 - isto ficando só no básico.

Outro dia estava me lembrando de quando tinha 14 anos e fazia "curso de informática" - Basic I ! Numeração binária, fluxogramas, uma aula inteira para fazer uma bobeirinha e - agora o detalhe - gravar em fita cassete, processo que só poderia ser verificado na próxima aula porque demorava muuuuiiiiito. E hoje nós ficamos irritadíssimos quando o site demora alguns segundos a mais para abrir...

Mas, apesar de não sentir atração nenhuma pela aula (ao contrário do professor em mim), a idéia da tecnologia me agradava. Não a criação, que é o que se aprendia na época, mas as possibilidades.

A imagem me é tão vívida como se tivesse acontecido há pouco tempo: eu, sentada no sofá da sala "com perna de índio", fazendo tarefa em frente à televisão e pensando, pensando, pensando em como seria bom se eu tivesse um computador que pudesse estar em qualquer lugar a casa.

O que mais gostava de fazer era estudar (o que não mudou). A possibilidade de ter informações acessando uma máquina na sala de casa era o suprassumo. Ao invés do fichário da biblioteca, um fichário dentro do computador. Ao invés de ficar procurando em vários livros uma receita, uma lista de receitas na ordem que escolhesse e que se auto-organizasse com novas entradas.

Estou escrevendo 25 anos depois, João Pedro com 6 já domina o computador há tempos, estou no quarto com o notebook conectado em um aparelhinho que cabe em minha mão (e ela é pequena), digitando e assistindo "Os Thunderbirds" com o filhote que está em uma fase "naves".

Pois é, então...

domingo, 5 de julho de 2009

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Necessidade e potencialidade

"Pensar numa cidade já sedimentada é como procurar seu desenho escondido. É como, num velho desenho, apagar tudo o que está atrapalhando.

'Tendência não é destino' (René Dubos). O destino das cidades está em nossas mãos e pode ser continuamente realimentado, por aproximações sucessivas. É como se fôssemos dar um tiro. Mas um tiro cuja trajetória temos condições de acompanhar e corrigir a qualquer momento.

A cidade representa muito mais que uma integração de funções. Ela representa uma sedimentação. Essa sedimentação se refere ao modo de vida e aos valorestradicionais e culturais. A cidade nova precisa de sedimentação. Esse tempo de sedimentação lhe conferirá a ambientação necessária.

Pensar numa cidade já sedimentada é como procurar seu desenho escondido. Arqueologia estranha que vai revivendo antigas edificações, ruas, antigos pontos de encontro, dando novas funções a valores que nos eram caros. É como, num velho desenho, apagar tudo o que está atrapalhando. É como descobrir, num caleidoscópio, aquele desenho antigo que vai possibilitar o encontro. É como dar novo conteúdo a esse desenho, consolidando-o com o uso do solo e com a ossatura viária. Esses fatores, quando integrados numa só diretriz, definem a estrutura de crescimento de uma cidade.

Numa cidade ainda não sedimentada, o desenho - sua estrutura de crescimento - tem que ser criado. O vazio da cidade decorre da falta de continuidade. "O espaço visual é uniforme, contínuo e interligado." (Marshall McLuhan). A rua tradicional é linearmente definida. Sua variedade está naquilo que nela acontece.

No trato dos problemas urbanos, é importante atuar na causa e no efeito. Muitos entendem que não adianta cuidar das cidades enquanto as causas que estimulam cada vez mais a concentração dos grandes centros urbanos não forem resolvidas. Porém, enquanto as causas não forem solucionadas e os efeitos continuarem acontecendo nas cidades, alguma coisa tem que ser feita nesta transição. E rápido.

Existem duas maneiras de atuar: propor medidas para evitar que as causas continuem acontecendo; ajudar a resolver os problemas já existentes. Propomos uma estratégia de atuação que aproveite essa transição, na rapidez com que se compromete a estrutura de crescimento urbano, mesmo que os elementos que a compõem, como o transporte de massa, o uso do solo e a ossatura viária, não sejam definitivos.

Uma cidade só pode ser solucionada a partir do momento em que ela sabe o que quer, isto é, a partir do momento em que os responsáveis por ela saibam o que é fundamental para o seu futuro. Tudo é importante, mas o que é fundamental? Importante é o problema de qualquer pessoa, mas fundamental é o do grande número.

Importante é o buraco ou a valeta na frente da casa do cidadão, mas fundamental é o encaminhamento do problema de transporte de uma cidade.

Importante é o acesso para determinado bairro, fundamental é o sistema viário que representa, em essência, o esqueleto daquilo que a cidade quer ser.

Importante é a praça de determinado setor, mas fundamental é o aumento substancial do índice de áreas verdes na cidade.

Importante é a ajuda a determinados grupos e entidades necessitados, mas fundamental é promover a estrutura permanente de empregos.

Não vamos nos confundir com a escala, porque às vezes importante é colocar 10 mil pessoas numa inauguração, mas fundamental é reunir 200 pessoas numa atividade cultural.

Importante é o plano, fundamental é o planejamento, isto é, gente que se ocupe da cidade.

Importante é o longo prazo, fundamental é agora.

Na velocidade com que se desenvolvem as cidades brasileiras, qualquer plano que demore mais de dois anos para ser executado estará obsoleto. A pressa é amiga da perfeição. Vamos pensar no ideal e realizar o possível. Já.

Quebrando o raciocínio convencional, digo que devemos ter um certo compromisso com a imperfeição. Deixar coisas definitivas e irreversíveis é desdenhar da capacidade das novas gerações, é duvidar que elas estejam preparadas para participar de qualquer processo. É dimensionar ao máximo o problema e ao mínimo a capacidade das gerações futuras."

*********

Importante é aprender a pensar na escola, fundamental é repensar a escola.

sábado, 9 de maio de 2009

Há 20 anos...

... eu tinha 19 anos.
... fui morar "sozinha" em uma cidade diferente.
... estava no primeiro período da faculdade.
... Marcel Cheida era meu professor de Ética e Legislação.
... conheci uma professora lamentável, mas que continua professora até hoje.
... comecei a trabalhar na Prefeitura.
... conheci meu marido.
... eu pesava 49 quilos.
... minha cintura tinha 62 centímetros.
... eu descobri a rinite e a sinusite (minhas primeiras ites).
... conheci uma outra amiga Ana Paula.
... me decepcionei muito com as pessoas.
... conheci pessoas muito legais.
... conheci o Juninho (que ainda não conhecia a Vânia).
... conheci o Kakô e a Adriana (que não é a mesma com quem se casou).
... conheci o Índio e a Rose (que demoraram 20 anos para terem o Henrique).
... conheci o Gian (céus!), o Guto, o Maurício, o Melão, o Gargamel.
... usei muito shorts e regata.
... eu tinha uma visual bem próximo ao da Sally (Harry and Sally), só que morena.
... muitos almoços foram arroz, feijão, milho e ervilha em conserva.
... eu chorei muito.
... conheci uma amiga que há dois anos me fez chorar porque se foi.
... meu futuro distante era meus 30 anos.
... eu jamais imaginei que, após 20 anos, eu teria a vida que tenho. Nem de longe.
Mas uma coisa era certa: meu filho chamaria João Pedro. E assim é.

Sexta-feira

Entrada: 7h10
Saída: 20h10
Total: 13 horas
Carga horária semanal: 24 horas
De uma coisa ninguém pode me acusar: que trabalho por dinheiro...

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Anda faltando poesia

Timidez
Cecília Meireles

Basta-me um pequeno gesto,
feito de longe e de leve,
para que venhas comigo
e eu para sempre te leve...

- mas só esse eu não farei.

Uma palavra caída
das montanhas dos instantes
desmancha todos os mares
e une as terras mais distantes...

- palavra que não direi.

Para que tu me adivinhes,
entre os ventos taciturnos,
apago meus pensamentos,
ponho vestidos noturnos,

- que amargamente inventei.

E, enquanto não me descobres,
os mundos vão navegando
nos ares certos do tempo,
até não se sabe quando...
e um dia me acabarei.

domingo, 19 de abril de 2009

E mais um feriado...

Três em menos de um mês é demais para mim. O pior é que eu tenho certeza que, passando o último, vou escutar:
_ Quando vai ser o próximo feriado?

********

Mas hoje é domingo, pé de cachimbo e estava a ler o caderno Cotidiano da Folha. Danuza Leão primeiro para ver se me interesso pelo assunto do dia e, depois, devagarinho para não estragar, Gilberto Dimenstein, que eu adoro de paixão. Quando eu crescer, quero ser "que nem" ele.

Mas o que quero comentar agora - porque já é muito tarde para minha pobre cabecinha continuar com assuntos muito sérios - é a crônica de Danuza, mais especificamente este trecho:

"Comecei falando de música, mas agora vou falar de amor. Será que as pessoas ainda se apaixonam, amam como amavam, pensavam no ser amado o tempo todo e fariam qualquer coisa -como diz "Hino ao Amor", de Piaf, renegariam sua pátria e seus amigos se lhe fosse pedido- pela pessoa que amassem? Vamos falar de coisas bem banais: deixariam de ir a um jogo de futebol, se isso lhes fosse implorado? De ir à praia? Dariam o último pastelzinho da travessa à pessoa amada? Será que o amor está acabando?
Há muito tempo não ouço ninguém me dizer que está morrendo de paixão, nem homem nem mulher. Os homens não são muito de confessar essas coisas, mas as mulheres estão preferindo ir a uma academia de ginástica a sair com um homem com más intenções. O que é uma pena. Porque não há nada melhor do que viver uma paixão, e se ela não der certo, sofrer muito por ela."


De vez em quando, me pego pensando nisto também, procurando algum sinal de que ainda haja esperança.
Infelizmente, já ouvi muito aquela história de que "imagina se vou deixar de fazer isto por ele/ela - por acaso ele/ela faria o mesmo? - não pode se entregar assim, senão eles/elas se aproveitam".
Talvez eu esteja no lugar errado (e cá entre nós, eu estou...) mas será que é vergonha hoje se apaixonar e se entregar ao sentimento?
Citando Danuza Leão, "será que as pessoas ainda têm uma dor de corno, daquelas de se enfiar na cama e nem querer saber se está chovendo ou fazendo sol? A julgar pelas músicas atuais, não."
Please, alguém me diga que não teremos que nos sujeitar ao amor da música dita sertaneja ou dos pagodes que reviram sambistas no túmulo. Please, please, please!!!

terça-feira, 7 de abril de 2009

Quase uma heresia

"Santo Agostinho, um dos expoentes da Escolástica, sugere que façamos o que ele fazia todas as noites, antes de dormir: 'repassava mentalmente o que fizera durante dia, indagando como fora em palavras, pensamentos e atos'."

Acabei de ler isto e me lembrei de ter sugerido esse processo em uma conversa recente. 

_ Imagina! Pensar  em tudo que fiz! Eu quero mais é dormir!

Diante do avançado da hora, é melhor eu não comentar. Se é que preciso.

Assim disse Pitágoras

"Educai as crianças para que não seja necessário punir os adultos." 

Parece tão simples e deveria ser, principalmente para educadores. 
É aí que entram a falta de embasamento, a falta de reflexão, a falta de motivação, a falta ... a falta ... a falta ...
Como é possível continuar em uma profissão onde prevalece a falta? Continuar é aceitável?

E minha lista vai crescendo...

"Escrever é fácil: você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca as idéias."

(Agora Pablo Neruda)
Para se ter idéias, é necessário pensar. E pensar exige três atividades racionais: conceituar, emitir juízos e raciocinar.
Achar não basta.

sábado, 4 de abril de 2009

O outono

Sono, muito. Queria escrever sobre minha estação preferida, mas mal consigo juntar as palavras.
Na TV, quase 200 canais e eu ligada no Shoptour por absoluta falta de algo que me agradasse.
Vou dormir e tomara que chegue logo a manhã.
Expectativa...

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Compartilhando

"Me revolta pensar que todos os estudantes matriculados no ensino fundamental e médio em São Paulo e em quase todo o Brasil TÊM AULAS DE INGLÊS NO CURRÍCULO. E ninguém termina o colegial sabendo falar, escrever ou ao menos ler inglês com o que aprende na escola. São duas horas por semana durante oito anos e as pessoas mal dominam os instrumentos básicos do idioma. Não saberiam chegar em uma rodoviária e perguntar a que horas sai o ônibus.


Pior é que com o português, matemática, história, geografia não é muito diferente... Por que se estuda tanto (horas, dias, semanas, meses, anos) e não se aprende? Não se aprende o que é ensinado e ainda tem o muito que não é ensinado na escola e poderia ser igualmente considerado fundamental (de primeiros-socorros a mecânica de automóveis a filosofia a política).

Eu acho um absurdo a gente estudar mitocôndrias, a reprodução das angiospermas, tabela periódica, diagrama de Linus-Pauling (eu adorava distribuir os elétros em camadas), saber a diferença entre o retículo endoplasmático liso e o rugoso (juro que eu já soube) e nunca, nunca mesmo alguém explicar, ao menos uma vez, o que é vereador, desembargador, promotor. Liminar, medida provisória, Senado, Ministério Público, Supremo Tribunal Federal. Mesmo que não caísse na prova ou não valesse nota."

(Extraído do blog da Soninha)

E como, ano após ano, nada muda apesar de todos saberem que é o que acontece?!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Apaixonante

Há meses, descobri, por acaso, o blog Para Francisco. Depois de devorá-lo em uma tarde de domingo, hipnotizada por aquelas tão bem escritas linhas, quando nem mesmo as lágrimas que vez ou outra surgiam conseguiram desviar meu olhar e toda minha atenção, fiz questão de mandar o link por e-mail para minha lista de contatos.

Desde então, faz parte das minhas viagens freqüentes (com trema porque não gostei nadinha dessa reforma ortográfica sem graça!). Quando descobri que Cris havia colocado este diário, escrito com tanto amor e dor, em um livro, meu primeiro pensamento foi comprar vários para dar de presente. Lógico que isto durou segundos, já que a situação de minha conta bancária não permitiria - quando me referi a vários, quis dizer vários vários, entende?

Agora não estou com cabeça para escrever mais sobre esta maravilhosa descoberta, então copiei o texto abaixo do blog Thales Guaracy para quem ainda não ouviu falar de Cristiana Guerra e seus amores, Guilherme e Francisco.

"Choque de emoções

A publicitária mineira Cristiana Guerra é uma jovem de cabelos curtos, com o corpo delgado coberto de tatuagens, dotada de uma virtude aperfeiçoada pela profissão - a de escrever com aquela graça, leveza e espirituosidade que fazem tudo parecer um pouco melhor. Mas não é isso que faz de “para Franscico,” lançado pelo selo Arx, um dos melhores livros publicados este ano no Brasil, senão o melhor. A leveza do seu pequeno diário é apenas o ingrediente necessário para ficarmos entre as lágrimas e o sorriso, jogo de emoções que nos confunde e se confunde com os extremos a que nos leva a vida.

Cristiana viveu extremos da alegria e da tristeza ao mesmo tempo, que lhe deixaram uma marca pelo resto de sua vida. Em julho de 2007, quando estava grávida de oito meses, seu namorado Guilherme morreu subitamente. Num fatal sincronismo do destino, ela cultivou o luto da perda e a felicidade de ser mãe pela primeira vez. Nem o mais frívolo leitor, aquele que é capaz de passar para trás uma velhinha na fila ou tirar o picolé de uma criança, ficaria indiferente.

Desde então, Cristiana resolveu escrever um blog, no qual dirige cartas ao pequeno Francisco, nascido órfão, a pretexto de contar quem era seu pai. Cristiana escreve primeiro para ela mesma, para lidar com as emoções e, como diz, para “não esquecer”. Narra pensamentos e as pequenas coisas do dia a dia, que ganham nova dimensão com a influência simultânea da tragédia da morte e do milagre da vida.

O blog “para Francisco,” (http://www.parafrancisco.blogspot.com) ganhou muitos leitores virtuais em todo o país, comovidos com a sinceridade, a coragem da autoexposição e a fantasia lírica de uma jovem mãe que, sob o impacto da tragédia, escreve para um filho que ainda não pode entendê-la. Transformado em livro, “para Francisco,” é uma compilação concisa e forte dessa correspondência imaginária. Traz à luz uma dupla história de amor: a primeira pelo amor perdido, a outra pelo filho recém nascido, que, como ela diz, “fez do fim um começo”. É um documento refinado e pungente dos mais puros sentimentos humanos e um apelo contra o tempo.

Em suas cartas ao filho inocente, Cristiana coloca-se na alma aflita do escritor: “pressa em falar para Francisco de seu pai, sobre o mundo e sobre mim mesma (só por garantia)”. Feita de sensibilidade nos mínimos detalhes, sua correspondência transmite a sensação de que podemos fazer da vida algo melhor, mesmo quando enfrentamos o pior.

Com a necessidade de dividir seus sentimentos, Cristiana não ajuda apenas a si mesma ou ao filho, que poderá aprender com sua história, conhecer o pai pelos diários da mãe e aprender a lidar com sua perda precoce. Levada por força do destino a aprender rápido, ela chega à única receita eficaz para lidar com o sofrimento. Descobre que a única coisa que nos consola diante das grandes perdas é cuidar daqueles que estão vivos.

Dirigido a uma criança de colo, ou à sua própria autora, “para Francisco,” é também uma obra que ajuda todos nós. "


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Capa básica. Como o livro.
Em promoção na Saraiva.
Ótimo presente ou "auto-presente"...

Feliz Natal!

Neste retorno, queria uma musiquinha bem doce sem ser melada, com um vídeo bonitinho e bem-feitinho. Mas, de última hora, achei que ia ficar só no querer.
De repente, não mais que de repente, chego em um blog fofinho (tenho a ligeira impressão que estou meladérrima!) e ...




Angels We Have Heard On High
Sixpence None The Richer

Angels we have heard on high,
Singing sweetly through the night,
And the mountains in reply
Echoing their brave delight.

Shepherds, why this jubilee?
Why these songs of happy cheer?
What great brightness did you see?
What glad tiding did you hear?

Gloria in excelsis deo
Gloria in excelsis deo

Come to bethlehem and see
Him whose birth the angels sing;
Come, adore on bended knee
Christ, the lord, the new-born king.

Gloria in excelsis deo
Gloria in excelsis deo

See him in a manger laid
Whom the angels praise above;
Mary, joseph, lend your aid,
While we raise our hearts in love.



(Encontrei no etc... que encontrou no Meu blues para você.)

quinta-feira, 19 de junho de 2008

É isso!

"Coragem! Mais vale errar se arrebentando
do que preparar-se para nada."
.
Darcy Ribeiro, educador brasileiro

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Por incrível que pareça, eu ouvi isto!

Uma piadinha. Na verdade, não é. É real, fato acontecido.
Alguém já ouviu falar que o dinheiro de contribuição espontânea em escola pública municipal deve ir para o prefeito?
Pois é, eu ouvi...
É por estas e outras que fica difícil levar a sério a administração pública. Dá vontade de rir de tão ridículo, mas deveríamos chorar por estarmos pagando por esse tipo de serviço público.

Blog às moscas

É culpa do computador! Ele nunca está perto quando tenho algo para escrever!
Infelizmente, ou melhor, felizmente eu não sou assim. A culpa é minha mesmo. Perdi o controle do tempo, procrastinei um pouquinho, fiquei sem inspiração, fiquei sem meu caderninho de anotações, enfim, um pouquinho de tudo.
O pior é que é tanto assunto, tanta novidade, tanta idéia, tantas coisas acontecendo que não estou conseguindo eleger uma prioridade.
Não consegui nem ler a Casa Cláudia desse mês! É o fim!
Mas nem tudo está perdido. No feriado, estive no 4 Rodas Experience again. Uma folga para meus neurônios...
Só tem um probleminha: vou ter que fazer uma reserva monetária para o próximo ano. Afinal, EU TENHO QUE ANDAR NA FERRARI!!!!
Já ia esquecendo outro probleminha: arrumei outro delírio de consumo - um HUMMER! Esse meu probleminha, na verdade, estaria resolvendo outro: meu pânico de morros íngremes. Sem falar que as estradas de Minas não seriam mais uma pedra no caminho (ou ficaria melhor "um buraco no caminho"?)

********
E por falar em 4 Rodas Experience, acreditam que não havia acesso para deficientes!!!
Quando questionei um segurança e um bombeiro, a resposta foi que não existia mesmo, seguida da informação que o acesso seria pela rampa existente na entrada, mas a organização do evento a teria fechado. Informação incorreta, por sinal, pois ao sair, fui verificar a situação da citada rampa e descobri que há degraus no meio dela (!) e, portanto, não é um acesso para deficientes, nem aberta, nem fechada.

domingo, 4 de maio de 2008

Shrek, agenda setting, Roberto Carlos...

O título é uma miscelânea. Mas dá pra fazer aquela brincadeira: o que Shrek, agendamento e Roberto Carlos têm em comum?

Somando a falta de memória cultural, histórica e todas as outras com a ineficácia do ensino com a teoria do agenda setting dá nisso (e muito mais, mas é domingo, estou com preguiça...):
* No You tube, a música Hallellujah é conhecida como a música do Shrek;
* Quando Barão Vermelho e outros gravaram Roberto Carlos há alguns anos atrás, um repórter perguntava às pessoas na rua o que achavam do cantor e também colocava para elas ouvirem as regravações - ou os originais, não me lembro. O resultado é que todos diziam não gostar de Roberto Carlos e que a música era do Barão.

E se você tentar conversar sobre algo que não a novela das oito ou as notícias, de preferência mais sensacionalistas, do Jornal Nacional, vai perder seu tempo. Se conseguir, agarre essa pessoa e não deixe ela escapar: é um animal em extinção.

E de onde eu tirei essa idéia agora, num domingo, com preguiça?
Ouvindo Hallellujah no DVD Shrek, que João Pedro está assisitindo pela enésima vez.
Ah! E a princesa Fiona verde não é feia: "É bonita. Pra mim ela é", diz o filhote, também em extinção.



Hallellujah

I heard there was a secret chord
that David played and it pleased the lord
but you don't really care for music do ya
Well it goes like this the fourth the fifth
the minor fall and the major lift
the baffled king composing hallelujah

Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah

Well your faith was strong but you needed proof
you saw her bathing on the roof
her beauty and the moonlight overthrew you
she tied you to a kitchen chair
she broke your throne and she cut your hair
and from your lips she drew the hallelujah.

Hallelujah,hallelujah, hallelujah, hallelujah

Baby I've been here before
I've seen this room and I've walked this floor
You know, I used to live alone before I knew you
And I've seen your flag on the marble arch
and love is not a victory march
it's a cold and it's a broken hallelujah

Hallelujah,hallelujah, hallelujah, hallelujah

Well there was a time when you let me know
what's really going on below
but now you never show that to me do you
but remember when I moved in you
and the holy dove was moving too
and every breath we drew was hallelujah

Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah

Well maybe there's a god above
but all I've ever learned from love
was how to shoot somebody who outdrew you
And it's not a cry that you hear at night
it's not somebody who's seen the light
it's a cold and it's a broken hallelujah

Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah
Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah
Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah
Hallelujah

domingo, 20 de abril de 2008

Aniversários!!!

Dia 15 este blog completou um ano. Não houve festa, nem velinha, nem tempo para dar uma passadinha rápida.
Foi um ano de surpresas agradáveis graças a ele. Encontrei pessoas interessantíssimas, pude acompanhar assuntos deliciosos e outros nem tanto, pude ouvir e ser ouvida.
Teorizar sobre blogs e esse mundo cibernético não é minha intenção (apesar do assunto me dar aquela coceirinha de querer saber mais, entender, discutir...). O que gostaria de compartilhar com quem passar por aqui é que, de uma forma estranha, através do blog voltei a me sentir conectada ao mundo.
Este, com certeza, será um tópico para os meus momentos "analisando, avaliando, pensando a vida". Se chegar a alguma conclusão interessante, excetuando as óbvias, comento aqui para alguém dar palpite ...

*****

Por falar em aniversário, dia 17 fiz Bodas de Cristal. Quinze anos de casamento, 19 juntos - metade da minha vida.
Não pude fazer festa porque, infelizmente, não tenho cristaleira em casa ...

I love working.

"(Sidney) Lumet, o diretor, tem 83 anos.
Olha só o que ele disse numa entrevista: "I love working. If I find a script I want to do, I'm delighted about it. Then as soon as I finish, it's 'where's the next one?" (Eu adoro trabalhar. Se eu encontro um script que eu quero fazer, eu me sinto contente. Então, assim que eu o termino, eu me pergunto, cadê o próximo?). " *

Tudo bem que nem todos têm a possibilidade de exercer uma atividade que ame de paixão, mas odiar o trabalho eu acho demais.
Claro que não estou pensando em pessoas que têm que se sujeitar a um determinado trabalho por absoluta necessidade. Levando ao extremo, ninguém resolve tirar seu sustento do lixão.
O que eu não consigo aceitar é alguém passar grande parte de seu tempo detestando o que está fazendo, fazer mal feito, não aceitar a responsabilidade pelo resultado e, pior que tudo, passar a vida assim, sem fazer nada para mudar a situação.
Lógico que essas pessoas sempre apresentam desculpas, algumas até quase colam, mas aí eu penso: será que nada podia ser feito mesmo?

Acredito que toda mudança é possível. Em graus diferentes, mas é possível. E depende unicamente de cada um.
Essa afirmação me parece óbvia, porém conheço indivíduos que insistem em botar a culpa pelo seu fracasso - porque nesse caso é fracasso - em alguém, no Governo, na situação familiar, no papagaio, no periquito ...
Convivo com pessoas que contam os dias para a aposentadoria. Isso me apavora por inúmeros motivos, mas deveria apavorar mais a elas.
Eu não consigo me imaginar não produzindo nada. Eu me sinto responsável pelo mundo em que vivo, portanto tenho que contribuir de todas as formas possíveis e uma delas é o meu trabalho, seja qual for. Não é uma coisa pensada como acabei de explicar, não é planejado. É um sentimento, algo que eu simplesmente sei (como diria João Pedro: quando eu era bebê, já sabia).
Em minha ingenuidade (ainda restou alguma, apesar de pessoas com quem convivi e situações pelas quais passei), às vezes penso que algumas crenças são básicas. Aí vem a realidade e me assusta com declarações absurdas, apresentadas sem vergonha nenhuma e que mostram uma total falta de compromisso com tudo e todos.

Espero e peço a Deus que eu chegue aos 83 anos e possa dizer: I love working.


* Tirei o trechinho acima do blog Fatimando na Austrália, postagem sobre o filme "Before the devil knows you're dead".

sábado, 5 de abril de 2008

Coisas de mãe

Achei, assim à toa, viajando pelos blogs: Amélias ao avesso.

João Pedro, quando começou a falar, gostava de assistir "Metanag".
Agora ele fala: "Mãããããe! Começou American Idol!"

É, toda mãe é igual.

Oh, vida cruel e subdesenvolvida! 2

Quarta-feira à noite, voltando para casa a pé, olho o semáforo vermelho, o de pedestre marcando 24 segundos (preciso de 9 para atravessar). Como de costume, olho se vem vindo algum veículo, vejo uma moto há uns 50 metros, um carro logo atrás e dou o primeiro passo na faixa de segurança. No segundo, algo me fez olhar novamente para o lado dos veículos e adivinha? A moto estava em movimento sobre a faixa de segurança, o rapaz olhando na direção da outra rua (onde o sinal estava verde!), não me viu e quando olhou para frente lá estava eu colocando a mão no farol da moto.
Será que eu estar ao lado da catedral explica o anjinho da guarda estar tão de prontidão?
O estranho é que tudo aconteceu em milésimos de segundo e mesmo assim deu para perceber tudo e ainda por cima resolver o que fazer. E ficar muuuiiito brava com o rapaz!
Se eu não olhasse, se ele estivesse um tiquinho mais rápido, se eu não pensasse rápido ... Ainda bem que o "se" não vale nada. "Se" valesse, agora eu poderia até estar escrevendo aqui, mas não estaria conseguindo andar - na melhor das hipóteses.

Será que é querer demais que quem está na direção respeite o básico?!

... sou um grão de areia.

Você pode estudar muito, ter muita experiência com crianças, ter vários filhos, se preparar com profissionais ou o que for, mas quando o seu filho de 5 anos, chorando lhe diz "Eu não quero existir" não vai haver conhecimento no mundo que lhe diga o que fazer.
Nessa hora a razão não existe, nada existe. Ou melhor, existe um mundo gigantesco e você uma coisinha ínfima, sem poder nenhum, diante do que há de mais importante na sua vida.
Tudo isso porque ele descobriu as múmias, na semana seguinte trouxe um esqueleto em papel da escola e soube da morte do pai de uma pessoa conhecida. Como não se contenta com explicações básicas, muito menos aquelas "para crianças", a situação complicou.

Há algum tempo quis saber o que era furacão. Depois, terremoto. Quando expliquei, disse que eu não deveria ter falado para ele, que não queria ter sabido nada daquilo.
É, às vezes crescer dói. O mundo cor-de-rosa vai sendo salpicado de negro. O desafio é mostrar que viver é bom, apesar das pedras no caminho.
O desafio da existência: superar o sofrimento.
.....

Estava pensando no assunto acima e começou a tocar Pais e filhos na Sky. Na faculdade, fizemos uma monografia sobre o rock brasileiro com a análise desta música. Já era interessante há 18 anos, agora, com experiência nos dois lados da música, mais interessante ainda.
.....

Quando fui procurar a música no You tube, achei isto:
João Pedro Bonfá e Marcelo Bonfá
O meu João Pedro tem esse nome por causa do João Pedro aqui em cima. Acho que tinha uns 17 anos quando vi uma foto da Isabela Garcia com o filho pequenininho, tão bonitinho! Adorei o nome e ainda bem que ela me serviu de inspiração porque não gosto de nenhum nome de homem...
Sem pai músico e uma mãe que ainda não acredita que conseguiu estudar dois anos de violino no Conservatório (depois disso, tudo é possível!), João Pedro adora música. No Natal ganhou uma bateria.
Aqui, ainda de pijama e tocando. Quem sabe...

sábado, 22 de março de 2008

Escola para pais

A coluna Ensaio na Veja desta semana cita o livro O Presidente Negro, de Monteiro Lobato. Um certo trecho conta: "Não se procriava às tontas, (...). Só podiam fazê-lo os casais portadores do 'brevê de pais autorizados', emitido pelo Ministério da Seleção Artificial depois de rigorosos testes de sanidade."
Extremo, risível se não levado à sério, trágico se pensarmos no passado.
Mas fugindo da política e da eugenia e viajando para um lado mais dia-a-dia, uma escola para pais até que seria bem-vinda. Resolveria muitos problemas.
Pense bem: criança não vem com bula nem manual de instruções (que clichê!); quando se tornam pais, os homens e mulheres também têm que se transformar em médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, professores, e assim vai indo dependendo de cada caso; com a tecnologia se superando a cada segundo, ninguém mais entende o que a geração mais jovem quer, fala; com as famílias diminuindo de tamanho, muitos adultos nunca conviveram com bebês e crianças e, portanto, desconhecem este mundo.

(Este meu texto está sofrível, mas com as várias interrupções de um menininho que não pára um segundo, estilo é o de menos na minha cabeça)

Tirando qualquer radicalismo ou exagero, acredito que realmente poderia existir algum curso para quem vai se tornar pai, assim como penso que as escolas poderiam oferecer palestras sobre como ser pai de um aluno - uma outra categoria. Coisas básicas, só para situar.
Quantas pessoas sabem como se desenvolve o cérebro de uma criança em termos de aquisição de conhecimento, por exemplo? E quantas destas possuem filhos? O que é janela de oportunidade?
Talvez seja querer demais já que acabo de presenciar um adolescente - uns dezesseis anos - afirmar na televisão que a capital do Uruguai é Caracas! Pra piorar ainda disse: "E eu vou lá saber!"

Alguns links interessantes :
A construção do cérebro
Meloteca
Anjo da guarda
Neurociência dos seis primeiros anos

domingo, 16 de março de 2008

Rrrrrrr!

Não consigo um título para outro blog simplesmente porque pessoas - rrrrrrrr! - utilizaram, aparentemente, todas as minhas idéias.
Mas o pior não é saber que minhas idéias não são só minhas (com este blog já aprendi que isso é normal), e sim que aquelas pessoas - rrrrrrrr! - não utilizam as contas. Sem postagens, sem comentários, sem perfis. Nada. Só os endereços!

De volta

Deixando os últimos resquícios do clima de férias para trás. Chega de futilidades e bobeirinhas.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Como uma panqueca...



You are breakfasty, like a pile of pancakes on a Sunday morning that have just the right amount of syrup, so every bite is sweet perfection and not a soppy mess. You are a glass of orange juice that's cool, refreshing, and not overly pulpy. You are the time of day that's just right for turning the pages of a newspaper, flipping through channels, or clicking around online to get a sense of how the world changed during the night. You don't want to stumble sleepily through life, so you make a real effort to wake your brain up and get it thinking. You feel inspired to accomplish things (whether it's checking something off your to-do list or changing the world), but there's plenty of time for making things happen later in the day. First, pancakes.

(Descobri lendo Tem quem goste. I am a morning person too.)

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

4 da manhã

Tudo bem estar acordada a esta hora na segunda (bem, já é terça) de Carnaval ... se eu estivesse na folia, não em casa, em Pouso Caótico!
Minha cabeça está fervilhando. Precisaria de, no mínimo, mais umas três "eu" para dar conta de tudo que quero, tudo que penso.
Mas meu fim de férias foi muito bom, a volta ao trabalho foi muito boa, o meu aniversário tranqüilo. Descobri que o caminho que escolhi tomar em relação às pessoas está mais do que certo e estou podendo colher amizade, respeito, reconhecimento e muito carinho.
Nos últimos quatro anos aprendi muito, principalmente com uma amiga muito, muito querida e todos os seus gigantescos problemas que ela conseguiu superar - não sem dor, mas bravamente.
Existe também outra pessoa que conheço apenas virtualmente e que, sem saber e sem querer, acabou me levando a caminhos que acreditava não conseguir seguir. Comecei a viagem há pouco tempo - menos de um ano-, mas já desvendei vários segredos e, aos poucos, vou conseguindo enxergar o que se esconde atrás da camuflagem. Quando poderia eu imaginar que uma foto pudesse ser a chave que eu precisava?
Quatro da manhã e o meu raciocínio lógico já foi dormir. Melhor eu fazer o mesmo antes que as palavras comecem a fazer sentido apenas para mim.

Mesmo que nem todos que acreditaram que minhas qualidades superam meus defeitos leiam, fica aqui registrado: MUITÍSSIMO OBRIGADA !

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Louca, eu?

Minhas férias estão acabando! Não vejo a hora!
Acho que sou um pouco workaholic (segundo este teste o meu "achismo" está certo - a luz vermelha está piscando, cuidado!)

Bem que eu podia juntar trabalho com casa de minha mãe com Campinas com gente inteligente com estudo com sono relaxante com 5 quilos a menos... ai, ai.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Momento farmácia

Fiz uma descoberta ótima hoje. Ótima em termos, já que se refere a remédios...

Fui comprar um medicamento manipulado para minha mãe e acabei descobrindo que outro, que tomo diariamente, também poderia ser aviado. E o preço: 60 comprimidos por R$ 14,00, enquanto eu pagava a caixa com 30, R$ 16,00 (genérico ainda).

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Aventura de férias

Em semana de SPFW,
momento "Zero Glamour".
Domingo, estádio do Mogi Mirim, Corínthians X Santo André.
Eu, uma leiga em futebol, resolvo ir
com meu irmão ao jogo para o
João Pedro ver como é.
De repente, nuvens negras no horizonte começam a se aproximar, João Pedro começa a não gostar da idéia, um pai xinga muito nas nossas costas, calor, colocamos as capas, mais calor, as nuvens chegam e aí... aí, como diria Marta Suplicy, relaxa e goza.
Mas com criança não é bem assim. Enrolo daqui, enrolo dali, abraço João Pedro. A chuva é tão forte que não sei como os jogadores enxergam. Os pingos vinham de encontro ao meu rosto - eu parada, imaginem se estivesse correndo.
Todo mundo em pé porque a água escorria pela arquibancada e euzinha lá, sentada, com o filhote dormindo no colo.
Muito bom (apesar da "fantasia", urgh!). Só ficou faltando os jogadores lembrarem que eles estavam lá para jogar. Direito.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Será a maturidade?

Maturidade
3. período da vida compreendido entre a juventude e a velhice
4. experiência ou ponderação própria da idade madura

Andando (muuuuuiiiiiiiiitoooo) pelo shopping, só, com o João Pedro, muitos pensamentos pela cabeça. Comecei a perceber algo estranho nesse meu mundo das idéias, mas nada assustador, pelo contrário.
Na verdade, era algo que já tinha percebido nos últimos tempos e que tinha sido atropelado pela correria do dia-a-dia, sem chance de ser compreendido.
Nesse dia, quando mergulhei no paraíso das futilidades, em corredores e corredores sem fim (estou falando do Pq. Dom Pedro, o maior shopping da América Latina...) parece que tudo ficou mais claro, que todas as peças estavam no seu lugar e eu estava pisando em local mais seguro, mais calmo.
O mundo continua igual, os problemas continuam existindo, há quase uma década já passei dos 30 (idade máxima que conseguia imaginar quando adolescente) e tudo bem. Sem ansiedade, sem confusão.
O que mudou, quando mudou, não sei ao certo. Mas, com certeza, será bom continuar assim.


***
Ao meu lado, olhando a vitrine, um pai e seu filho - um rapaz alto, muito bonito, uns 20 anos, elegante. Lembrei de ter lido (acho que no blog Mothern) algo mais ou menos assim: à noite, ventinho de outono, você vê um rapaz lindo, sem camisa, e o pensamento que lhe vem à cabeça é ... o que ele está fazendo sem agasalho!
Meu pensamento foi similar. Um olhar de mãe, talvez?
É, acho que gostaria de ver o João Pedro como ele.

***
Meu irmão foi ao show do Air Supply, em São Paulo, e eu estava vendo um vídeo que ele gravou.
Engraçado como os assuntos estão se encaixando. A música me levou para um tempo distante e me trouxe de volta sensações e lembranças de infância.
Poderia ter ficado arrasada, como ouço algumas pessoas: "Meu Deus, como o tempo passa! Que horror!"
Mas nem de longe foi o que senti. É um tempo de aproveitar o presente, mas também de relembrar as coisas boas que passaram. Sem nostalgia, apenas desfrutando.

Air Supply em três momentos: 1979, não sei quando (mas pelo cabelo, foi antes do próximo) e no show em São Paulo, dia 16.

(Queria entender por que a entrelinha muda! Se alguém puder me esclarecer este mistério, danke!)

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Visitando Maharani...

You Belong in Paris

You enjoy all that life has to offer, and you can appreciate the fine tastes and sites of Paris.
You're the perfect person to wander the streets of Paris aimlessly, enjoying architecture and a crepe.


You Have Your PhD in Men

You understand men almost better than anyone.
You accept that guys are very different, and you read signals well.
Work what you know about men, and your relationships will be blissful.


You Are New York

Cosmopolitan and sophisticated, you enjoy the newest in food, art, and culture.
You also appreciate a good amount of grit - and very little shocks you.
You're competitive, driven, and very likely to succeed.


You are a Brainy Girl!

Whether you're an official student or a casual learner, you enjoy hitting the books.
You know a little bit about everything, and you're always dying to know more.
For a guy to win your heart, he's got to share some of your intellectual interests.
A awesome book collection of his own doesn't hurt either!


You Probably Look Younger Than Your Age

You live a healthy lifestyle and know how to take care of yourself.
You'll probably have a youthful glow for many years.


... me empolguei! Ô falta do que fazer!
Ahn! Estou de férias!!

***

Alguns dias depois...

... estou no cabeleireiro, cortando o cabelo de João Pedro, quando surge a pergunta: "quantos anos você tem?". Resumindo, me enxergaram dez anos mais jovem. Não precisa tanto!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Tinha que compartilhar

Cada dia escrevo menos e copio mais. Fazer o quê? Não tenho culpa de achar mentes gêmeas por aí, que conseguem não só pensar mas escrever...

Dinheiro, pra quê dinheiro?

Dinheiro pra comprar umas roupas novas porque as suas já não cabem mais. Dinheiro pra comprar berço, chupeta, móbile e carrinho. Pra pagar o parto, a babá, os remedinhos, os algodões. A cadeirinha para o carro, a cadeirinha pra comer, as roupas e os sapatinhos que se perdem a cada mês. Pra pagar a escolinha, o material, a excursão, a natação.

Filho, pra quê filho?

Filho pra descobrir que você pode viver com bem menos do que imaginava. Pra se descobrir consumista-para-o-outro. Descobrir que aquele sapato fofo e carésimo pode ficar para o mês que vem. Ou pra nunca. E tudo bem também. Filho pra mudar de prioridades. Pra pensar mais pra frente. Pra fazer contas que você nunca se imaginou fazendo. Pra cortar supérfluos. Pra concluir que ter filho custa muito dinheiro sim. Mas, ora, dinheiro? Pra quê dinheiro?

(texto copiado do blog Mothern)

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Mário Prata

Visitando o Desiderata, lembrei-me desta crônica do Mário Prata, muito boa como todas.
Mas não confundam: eu ADORO crianças e AMO meu filho 1000 (como diz ele, não sobre eu ou o pai - que ele diz amar 16 e 17 -, mas para a Ana Júlia, sua primeira e eterna namorada).

Filho é Bom, Mas Dura Muito

— Aproveita agora, porque, depois que o seu filho nascer você nunca mais vai ter sossego na vida. Você nunca mais vai dormir.

— Aproveita agora, que ele ainda não tem cólicas noturnas e ainda mama nas horas certas, porque depois a sua vida se transformará num verdadeiro inferno noturno.

— Aproveita agora, que os dentinhos dele não começaram a nascer e, quando isso acontecer não vai ter Nenedent que acalme nem ele nem você.

— Aproveita agora, enquanto ele não engatinha, porque, quando começar a arrasar a casa e a derrubar cadeiras e bibelôs e lustres e a comer jornal, só vai dar dor de cabeça.

— Aproveita agora, antes que ele comece a andar. Aí acaba o sossego. É o perigo de ele bater a cabeça nas quinas das mesas, cair e meter a boca no chão, puxar panela no fogão. É um transtorno, filho andando. Ele correndo pela casa e você atrás.

— Aproveita agora, enquanto ele ainda não está na fase do "Por quê?", porque depois você não vai conseguir ler nem jornal nem livro e nem ver televisão. E vai ter que explicar sempre o inexplicável.

— Aproveita agora, que ele ainda não sabe ler e pedir o que quiser no restaurante. A única vantagem é você não precisar ficar traduzindo os filmes para ele.

— Aproveita agora, enquanto você programa as férias dele e ele ainda não ouviu falar no Disneyworld, porque você vai ter que pegar filas de duas horas e enfrentar montanhas-russas no escuro.

— Aproveita agora, que ele ainda não é tarado por música, porque, quando ele resolver ouvir "música" na sua casa — com ou sem os amigos —, até os vizinhos mais simpáticos irão reclamar. E não pense que ele vai tocar aquelas músicas do seu tempo, não.

— Aproveita agora, que ele ainda não entrou na adolescência. Pois, quando entrar, você nunca mais vai ter sossego, nunca mais vai dormir Não se esqueça da íntima relação entre a palavra adolescência e adoecer. Não ele, mas, sim, você.

— Aproveita agora, que ele ainda não está nem fumando maconha e nem acabando com o seu uísque e aquela cervejinha que você tinha certeza que estava na geladeira te esperando do trabalho.— Aproveita agora, que ele ainda não está andando em más companhias, porque você vai ter que aturar figuras saídas sabe-se lá de onde, com cabelos, brincos e tatuagens que você jamais poderia imaginar um dia conviver.

— Aproveita agora, que ele ainda não tomou nenhuma bomba e você ainda acha que ele é tudo que você sonhou, porque, quando ele repetir de ano, você fará — para você mesmo — a eterna pergunta: "Meu Deus, onde foi que eu errei?".

— Aproveita agora, que ele ainda não decidiu que faculdade cursar porque a escolha dele não vai nunca coincidir com os planos que você fazia para ele, quando ele ainda engatinhava.

— Aproveita agora, que ele ainda não entrou na faculdade, porque, quando entrar, vai pedir um carro para ele ou usar o seu.

— Aproveita agora, que ele ainda avisa quando vai dormir fora de casa, e você pode dormir sossegado e não pensar em ligações desagradáveis para a polícia, o hospital e, o pior de tudo, para o IML.

— Aproveita agora, que ele ainda não se casou, porque, depois, ele nunca mais vai te visitar a não ser para pedir dinheiro emprestado.

— Aproveita agora, enquanto ele ainda não tem filhos, porque, quando tiver, é você quem vai tomar conta deles nos fins de semana. Seu sossego chegará ao fim, logo agora que você se aposentou.

— Aproveita agora, que ele ainda não se separou da primeira esposa, pois, quando isso acontecer, ele virá morar novamente na sua casa.

— Aproveita agora, que ele ainda te ajuda com um dinheirinho, porque a sua aposentadoria não dá para nada, pois a segunda mulher dele vai ser contra a ajuda.

— Aproveita agora, porque ele está pensando em te colocar num asilo de velhinhos.

Mário Prata


E aproveitem agora, a vida tá aí!
E a felicidade...

Da Felicidade

Quantas vezes a gente, em busca de aventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura,
Tendo-os na ponta do nariz!

Mário Quintana

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Adoro bolsas!



Eu adoro bolsas, de todos os tipos. Pena que ocupam muito espaço...
Essa aqui ganhei da minha mãe. Tem alça regulável e uso de lado - ótima quando se tem filho pequeno. Além dela ser fofinha, vermelha, xadrezinha por dentro, ainda veio com uma bolsinha para celular que fica presa como um chaveiro - fica fácil encontrá-lo na bagunça.
Mas o fato de eu adorar bolsas e mostrar essa aqui não tem nada a ver com Natal e presentes (mas se alguém quiser aproveitar a idéia...). É por causa das bolsas que a Denise Arcoverde - do blog Síndrome de Estocolmo - está fazendo. Fofíssimas, principalmente para quem gosta de tecidos, estampas e coisas diferentes. Dá uma olhadinha.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Que belezinha!

Este bloguinho está na lista de links do Desiderata.
Que doce!
Obrigada querida Marcela.

Anda faltando noção de matemática na administação pública

Estava eu lendo uma matéria da Nova Escola sobre a quantidade de crianças fora de creches no Brasil e bateu uma curiosidade: como anda a situação em Pouso Alegre.
Para quem não sabe, a cidade fica no sul de Minas, tem cerca de 110 mil habitantes, é cortada pela rodovia Fernão Dias, morangos na zona rural, indústrias variadas com sedes fora do município na zona urbana, crescimento desordenado, enchentes que saem no Jornal Nacional, estudantes de medicina (argh!), lazer nenhum e, atualmente, prefeito cassado volta-não-volta. Resumindo: caos.
Mas, voltando às pobres criancinhas da cidade que não tem praça nem parque, busquei dados no site do IBGE, daqueles que qualquer pessoa tem acesso (não os que o Poder Público tem...) e cheguei a uma porcentagem aproximada de 75% de crianças entre 0 e 6 anos fora de creche ou escola. É um número melhor que o nacional mas continua sendo ridículo.

A Constituição Federal, em seu artigo 208, coloca:
"O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de:
(...)
IV - atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade;"

O parágrafo 2º do mesmo artigo ainda acrescenta:
"O não-oferecimento do ensino-obrigatório pelo Poder Público, ou sua oferta irregular importa responsabilidade da autoridade competente;"

A Constituição está completando 19 anos, o IBGE tem dados atualizados constantemente - ou estimativas, e a matemática envolvida no problema é básica.

No caso de Pouso Alegre, além da falta de vagas, o direito a elas obedece uma "lógica sem lógica".
Há um período de inscrições, quando os pais ou responsáveis devem apresentar os documentos da criança e também um comprovante de residência. Este último será usado para classificação dos alunos, pois o critério é o do zoneamento - quem mora perto da unidade escolar tem mais direito à vaga do que quem mora afastado.
Tudo certo SE cada zona possuísse um escola ou creche, o que não acontece...

De novo, na Constituição:
"Art. 206 - O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;"
.
Acredito não precisar nem comentar...

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Página 161 e um fio puxa o outro

Uma corrente diferente na blogosfera: você abre o livro mais próximo na página 161 e transcreve a 5ª linha. Achei no blog público&privado, que por sua vez achou no Notas ao café.

"Deixe-me ajudá-lo a entender o que isso significa para você."

O primeiro livro à mão na casa de minha mãe (onde estou de molho) foi "O Segredo".
E por falar nele, acho que vou lê-lo. Não sou nem um pouco interessada neste tipo de livro, mas ler não faz mal a ninguém, pelo contrário.
Bem, isso pode não ser totalmente verdade... Lembrei-me de estar à toa alguns anos atrás, de férias, e ter aparecido na minha frente "Na margem do rio Piedra eu sentei e chorei", do Paulo Coelho.
Coloquei todos as minhas idéias sobre o autor de lado e pensei: "vamos ver porque tanta gente adora". Quem quase sentou e chorou fui eu, de ter perdido meu tempo.
Ignorando o tema, a história, a mensagem (?), a leitura foi muito difícil. Eu pulava uma página para ver se melhorava, nada, então voltava e lia o que tinha pulado, nada, lia o final, voltava para onde estava, nada, nada, nada. A impressão que tinha era de estar lendo um diário de adolescente.
Acabei de verificar no Google o título do livro (tinha escrito "às margens") e encontrei um trecho: "(...) Em algum lugar este rio se junta com outro, depois com outro, até que - distante dos meus olhos e do meu coração - todas estas águas se confundem com o mar. (...) - Procure viver. Lembrar é para os mais velhos - dizia ele. Talvez o amor nos faça envelhecer antes da hora, e nos torna jovens quando a juventude passa. (...)"
Isso me faz pensar em que educação estamos oferecendo aos jovens. O trecho acima, tirei de um site de uma aluna de Física da USP, como "textos preferidos".
Mas o sucesso é mundial! Um ponto para o drama ficar menor ouvi em entrevista que afirmava que as traduções são bem melhores que o original. Um texto bem escrito é sempre um texto bem escrito...

P.S. Apesar de não gostar de Paulo Coelho e livros de auto-ajuda, continuo amiga de quem gosta...

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Jingle bells, jingle bells...

As festas de final de ano estão quase chegando. E o stress junto.
Que saudade de quando Natal e Reveillon significavam presentes e festa, férias na casa da avó, praia, praia, cinema, passeio no Gonzaga, praia, praia, praia, queijadinha, praia, praia, milho verde cozido, praia, queijadinha, praia...
Isso que dá misturar religião com consumismo! A gente fica louca tentando equilibrar o que é impossível.
Enquanto éramos criança, tudo lindo e maravilhoso. O tempo vai passando e a família vai mudando.
Depois que se casa então, a coisa toda pode complicar muito. No meu caso, não posso reclamar já que a família dele não tem essas tradições de festa, ceia, presentes, reunião de família.
Mas as festas já não são mais as mesmas. Afinal, não foi só a gente que casou...
E depois que se tem filhos! Oh, céus!
Mas, enfim, não tem como fugir, acontece todo ano e vamos lá, aprendendo com os anos anteriores (que aumentaram muito - problema...).
Agora é a vez das nossas crianças acharem essa época linda e maravilhosa. Será que consigo ensiná-lo a viver, no futuro, essa época melhor do que eu?

sábado, 3 de novembro de 2007

Ebulição

Ontem Campinas, hoje Mogi Mirim, amanhã Campinas.
Calor, muito calor, muuuuiiiito calor.
Não consigo pensar, ou melhor, consigo, mas em pouco tempo o calor faz com que as idéias se dissipem, como vapor.

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Gilberto Dimenstein é meu "ídalo"!
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E um pouquinho de poesia sempre faz bem.

Os Versos Que Te Fiz
(Florbela Espanca)

Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer !
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.

Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder ...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer !

Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda ...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz !

Amo-te tanto ! E nunca te beijei ...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!

domingo, 21 de outubro de 2007

Falar ou não falar, eis a questão

Como se não bastassem os meus problemas, a minha "cabeça boba" (como diria João Pedro) fica querendo resolver os problemas do mundo. Bem, se fosse só do mundo...
É uma vontade de dar palpite na vida dos outros!
Dizendo assim ficou parecendo coisa de quem não tem o que fazer, mas não é. É preocupação, e - modéstia a parte - meus palpites não são de se jogar fora. Quem usou, não se arrependeu.
É também vontade de ver todo mundo mais feliz, vontade de ver as coisas melhorarem. É muito bom fazer parte disto, mesmo você não ganhando nada, mesmo você perdendo algumas vezes.

Lembrei de uma aula que dei na 6ª série há alguns anos (eu era eventual, a professora que cobre as faltas das titulares) . Não me lembro como surgiu o assunto, mas tentava mostrar aos alunos a satisfação de ajudar o outro, o prazer e a felicidade que sentimos quando vemos prazer e felicidade nos outros e que lá tem o nosso dedo.
Só sei que me empolguei e quando percebi, estavam todos quietos, na maior atenção - e a sala tinha uma péssima fama! Parei de falar e eles continuaram ali, na minha frente sentados, todos quietos, pensativos. Um daqueles momentos que a gente jamais esquece.

Há pouco tempo, não sei se li ou ouvi alguém afirmar que fazemos coisas pelos outros para nós mesmos. Na hora pareceu algo negativo, mas depois, pensando, cheguei a conclusão que não. No fundo é isso mesmo, inconscientemente mas é.
Saber que a sua vida é importante para alguém faz com que ela tenha uma importância diferente. E isto é viciante!

Bem, para quem gosta de astrologia, sou uma típica aquariana. E com ascendente em escorpião para ficar um pouco mais complicado... Portanto, se ninguém entender nada ou achar que ando viajando, liga não. É normal :)

Mas eu continuo aqui, pensando na casa de um, no namoro da outra, nas possibilidades profissionais de mais outro... Sem contar o casamento da minha cunhada em duas semanas e ainda não resolvi uma roupa, a minha pós que anda meio enrolada, minha alimentação, a escola do meu filho, oportunidades de novos trabalhos, meus projetos para o próximo ano...

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

E o feriado está chegando...

Quantas pessoas irão lembrar a razão deste feriado?
Quem tem criança na família, vai lembrar que é o dia delas (se não lembrarem, as crianças farão o papel da memória).
Na escola também irão perceber que o Dia das Crianças é feriado.
Quem vive em um mundo só de adultos deve estar contando com o feriado do dia 12 e, sem crianças para lembrá-los, as propagandas de brinquedos irão fazer a conexão.
Mas nem em casa, nem na escola, nem nas propagandas alguém diz: "O feriado do dia de Nossa Senhora Aparecida está chegando!"
Em tempos de hipervalorização material, a concorrência é dura!

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Que mundo fazemos?

(Este texto escrevi no final de agosto e tinha me esquecido dele)

Estava lendo um artigo sobre política de atendimento ao adolescente infrator e o autor, dr. Paulo Afonso Garrido de Paula, dizia que impunidade é diferente inimputabilidade, assim como irresponsabilidade penal não significa inimputabilidade. Segundo ele, “a inimputabilidade (art. 228 da Constituição Federal) do ponto de vista técnico, significa exclusivamente a exclusão das conseqüências jurídico-penais, ou seja, significa que o adolescente não tem capacidade legal de suportar ônus decorrentes da condenação criminal.”

Foi aí que me lembrei de um outro artigo, não sei se na revista Pátio Educação Infantil ou na Nova Escola, que dizia que determinados comportamentos da criança é que não eram adequados e não a criança em si. Aqui trato de crianças basicamente em idade pré-escolar. Acima, de menores infratores – crianças e adolescentes.

Será que nenhum dos responsáveis pela Educação, pela Assistência Social, pela Segurança no país, todos pessoas supostamente capazes de estarem à frente destes setores, em todos os seus níveis e em todas as esferas, consegue perceber que problemas não surgem do nada? Não conseguem identificar a origem desses problemas?

Segundo o professor Yves de La Taille, “há um universo moral da criança pequena, ainda rudimentar, que vai desenvolver-se, sofisticar-se com o tempo, mas que merece atenção, sobretudo se quisermos que o desenvolvimento realmente ocorra”.

A criança e o adolescente estão em formação, não são adultos. Está certo que o que separa um adolescente de um adulto é um segundo de vida, mas, que eu saiba, ainda não encontraram outra maneira. Hoje você tem 17, é um adolescente. Amanhã tem 18, é adulto. Se estiver grávida e seu bebê resolver que vai nascer dois dias antes do vencimento da carência para parto, vai pagar o hospital. Se for fazer um concurso público e a idade máxima for 35, não vai adiantar dizer que está com 36 e algumas horas, mas se tivesse nascido um dia antes, tudo seria diferente.

Hoje existem menores praticando atos considerados adultos e temos adolescentes de 30 anos. E não são casos pontuais, isolados, exceções, não é necessário procurar muito. Acredito que todos conheçamos, no mínimo, um caso (como estou sendo boazinha ...).

O que resolveria colocar um adolescente de 16 anos em prisões com adultos? E o de 15 anos e meio que praticar o mesmo ato? Quando os de 14 anos começarem a ir pelo mesmo caminho, irão querer reduzir novamente a maioridade penal? Ninguém se pergunta por que a cada dia, mais e mais menores estão perdendo sua infância e adolescência, dando pouco ou nenhum valor à vida?

Acho que já estou me perdendo em tantas idéias e pouco espaço. De qualquer maneira, o que acho importante dizer é que reduzir a idade penal não irá diminuir a violência e nem liberar homens melhores depois de cumprirem suas penas.

Não somos animais que “aprendem” com punições, castigos, restrições. É necessário mais que isso. Somos animais, mas racionais. Somos seres em desenvolvimento, do momento em que nascemos ao que morremos.

Já passou da hora, afinal os conhecimentos existem e os exemplos também, de começarmos a enxergar além do último minuto. O adolescente infrator é um adolescente, como seu filho, seu neto, seu irmão, seu primo, vizinho. Ele se tornou infrator. E por quê?

Acredito que teríamos um mundo mais fácil se começássemos a pensar, a querer saber mais, a querer entender realmente. Não seria tão cômodo quanto continuar colocando a culpa em quem tem “poder” (nós temos poder!), quanto ignorar - enquanto não for afetado. Mas seria viver, usufruir de seus direitos e cumprir seus deveres.

Vamos sonhar...

Não me lembro se cheguei a comentar aqui que sou uma pessoa "visual". Meus pensamentos têm imagens, são filmes e filmes para cada música, cada livro, cada poesia...

Acabei de reler a poesia abaixo e o filme ficou tão bonitinho! Ótimo para uma sexta à noite, cansada depois de uma semana exautiva e cheia de percalços, perfeito depois de rever o final de Shopgirl e estar desligada do mundo ouvindo uma seqüência de Mary J. Blige, Sarah Vaughan, Macy Gray, Diana Krall...

Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu possa.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso: é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias.

(Fernando Pessoa)