sábado, 23 de outubro de 2010
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Chermel sedebit *
Adoro ler, desde que comecei aos quatro anos. Aos cinco, em casa, já havia completado a cartilha Caminho Suave sem esforço. O dia em que completei seis anos foi meu primeiro dia de escola e neste momento eu já lia com facilidade o que me apresentassem. Fui transferida para uma sala mais adiantada e mesmo assim continuava adiantada. Ajudava a professora a corrigir e ensinar quem não acompanhava - metade da sala era minha, metade era dela. Às vésperas de completar nove anos, ganhei de Natal seis livros - que felicidade! Três dias depois, tive que começar a relê-los (e estava em férias na casa de minha avó, em Santos - praia de manhã e no fim da tarde). Comecei a ler enciclopédias na falta de livros novos - adorava Medicina e Saúde em seus cinco volumes. Na minha adolescência (bem diferente da adolescência nos dias atuais) li livros que não fizeram o menor sentido na época, mas fui até o final sem nunca deixar um título pela metade - Dom Casmurro, Inocência, O Cortiço, O Grande Gatsby, Nasce uma estrela, O americano tranquilo, O morro dos ventos uivantes, A sangue frio, O sol também se levanta, Mas não se matam cavalos? - um a cada quinze dias, no máximo um mês.
Adoro ler.
Adoro ler mas odeio estar adorando a leitura e...
E nada. E ninguém. Solidão.
Mas esta é outra história.
Adoro ler.
********
Bibliografias são a minha perdição.
Acabo de descobrir o Sermão da Sexagésima, de Pe. Antonio Vieira. Lendo, me pergunto como não li antes.
(continua... algum dia)
* campo fértil, em latim
Adoro ler.
Adoro ler mas odeio estar adorando a leitura e...
E nada. E ninguém. Solidão.
Mas esta é outra história.
Adoro ler.
********
Bibliografias são a minha perdição.
Acabo de descobrir o Sermão da Sexagésima, de Pe. Antonio Vieira. Lendo, me pergunto como não li antes.
(continua... algum dia)
* campo fértil, em latim
O tempo, a monografia, a noite, a poesia
E por vezes
E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes
encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se evolam tantos anos
David Mourão Ferreira
E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes
encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se evolam tantos anos
David Mourão Ferreira
********
O relógio
Para-me um tempo por dentro
Passa-me um tempo por fora
O tempo que foi constante
no meu contratempo estar
passa-me agora adiante
como se fosse parar
Por cada relógio certo
no tempo que sou agora
há um tempo descoberto
no tempo que se demora.
Fica-me o tempo por dentro
passa-me o tempo por fora.
Para-me um tempo por dentro
Passa-me um tempo por fora
O tempo que foi constante
no meu contratempo estar
passa-me agora adiante
como se fosse parar
Por cada relógio certo
no tempo que sou agora
há um tempo descoberto
no tempo que se demora.
Fica-me o tempo por dentro
passa-me o tempo por fora.
Ari dos Santos
domingo, 19 de setembro de 2010
Criminal Minds também é cultura...
"Estes estranhos prazeres têm fins violentos."
William Shakeapeare
"Aquele que não pune a maldade apóia sua ação."
Leonardo da Vinci
"Os monstros são reais e o fantasmas também são reais. Eles vivem dentro de nós e, às vezes, eles ganham."
Stephen King
"Os homens estão mais dispostos a pagar um prejuízo do que um benefício porque a gratidão é um peso e a vingança, um prazer."
Tacitus
William Shakeapeare
"Aquele que não pune a maldade apóia sua ação."
Leonardo da Vinci
"Os monstros são reais e o fantasmas também são reais. Eles vivem dentro de nós e, às vezes, eles ganham."
Stephen King
"Os homens estão mais dispostos a pagar um prejuízo do que um benefício porque a gratidão é um peso e a vingança, um prazer."
Tacitus
Duas páginas, dois momentos de indignação
Folha de São Paulo, Cotidiano
Crime e reparação: em 2006, mãe foi acusada de matar a filha de de 16 meses, saindo presa do hospital no instante em que soube da morte, ficou 37 dias na cadeia onde foi espancada, perdeu a audição e a visão do lado direito, move ação contra o Estado, mas até o momento nada de indenização ou qualquer medida de "reparação". Os profissionais envolvidos - equipe médica, delegados, policiais - continuam no mesmo lugar.
Casarão da Paulista teve tombamento cancelado: após anos de impasse, casarão histórico que foi demolido após desabamento (detalhe: intencional!) definitivamente vai ficar no passado já que foi autorizada a construção de uma torre e um shopping no local, o que causará mais problemas ao tráfego na região. O tombamento foi oficialmente cancelado (!) - havia dúvida sobre a relevância para a cultura paulistana (!), afinal, o que a família Matarazzo tem de relevante?! - e todos os registros do antigo imóvel foram excluídos pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico. Para "reparar" os possíveis efeitos - deveria ser estragos - causados, a construtora terá que gastar 1% do valor da obra em melhorias para o trânsito, como alargar um trecho de rua que circula a área (mais espaço para os carros, que saindo dali vão para ruas não alargadas; menos espaço na calçada, já que carro é mais importante que pedestre - óbvio!).
Crime e reparação: em 2006, mãe foi acusada de matar a filha de de 16 meses, saindo presa do hospital no instante em que soube da morte, ficou 37 dias na cadeia onde foi espancada, perdeu a audição e a visão do lado direito, move ação contra o Estado, mas até o momento nada de indenização ou qualquer medida de "reparação". Os profissionais envolvidos - equipe médica, delegados, policiais - continuam no mesmo lugar.
Casarão da Paulista teve tombamento cancelado: após anos de impasse, casarão histórico que foi demolido após desabamento (detalhe: intencional!) definitivamente vai ficar no passado já que foi autorizada a construção de uma torre e um shopping no local, o que causará mais problemas ao tráfego na região. O tombamento foi oficialmente cancelado (!) - havia dúvida sobre a relevância para a cultura paulistana (!), afinal, o que a família Matarazzo tem de relevante?! - e todos os registros do antigo imóvel foram excluídos pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico. Para "reparar" os possíveis efeitos - deveria ser estragos - causados, a construtora terá que gastar 1% do valor da obra em melhorias para o trânsito, como alargar um trecho de rua que circula a área (mais espaço para os carros, que saindo dali vão para ruas não alargadas; menos espaço na calçada, já que carro é mais importante que pedestre - óbvio!).
sábado, 18 de setembro de 2010
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
sábado, 11 de setembro de 2010
Indignação em rascunho
"Quem não entende um olhar jamais entenderá uma longa explicação."
(provérbio árabe)
(provérbio árabe)
********
O que fazer quando professores não conseguem reconhecer Carlos Drummond de Andrade e Mário Quintana? Ou melhor, não conseguem reconhecer o que não é!
Não sou nenhuma especialista, mas há características claras.
Daqui há pouco estarão atribuindo textos melosos de pseudo-auto-ajuda a João Cabral de Melo Neto!
E coitadinho de Shakespeare: reencarnou, perdeu todo seu talento e ganhou muita pieguice.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
sábado, 28 de agosto de 2010
to a friend
Pesquisando para uma monografia, encontrei isto:
"Há algo nos seres humanos que não se encontra surgido há milhões de anos no processo evolutivo quando emergiram os mamíferos, dentro de cuja espécie nos inscrevemos: o sentimento, a capacidade de emocionar-se, de envolver-se, de afetar e de sentir-se afetado.
(...)
Só nós humanos podemos sentar-nos à mesa com o amigo frustrado, colocar-lhe a mão no ombro, tomar com ele um copo de cerveja e trazer-lhe consolação e esperança. Construir o mundo a partir de laços afetivos. Esses laços tornam as pessoas e as situações preciosas, portadoras de valor. Preocupamo-nos com elas. Tomamos tempo para dedicar-nos a elas. Sentimos responsabilidade pelo laço que cresceu entre nós e os outros. A categoria cuidado recolhe todo esse modo de ser. Mostra como funcionamos enquanto seres humanos .
(...)
Esse sentimento profundo, repetimos, se chama cuidado. Somente aquilo que passou por uma emoção, que evocou um sentimento profundo e provocou cuidado em nós, deixa marcas indeléveis e permanece definitivamente.
(...) 'A mente racional' - conclui Golemnan - 'leva um ou dois momentos mais para registrar e reagir do que a mente emocional, o primeiro impulso... é do coração, não da cabeça'.
(...)
Um psicanalista atento ao drama da civilização moderna como o norte-americano Rollo May podia comentar: 'Nossa situação é a seguinte: na atual confusão de episódios racionalistas e técnicos perdemos de vista e nos despreocupamos do ser humano; precisamos agora voltar humildemente ao simples cuidado... é o mito do cuidado – e creio, muitas vezes, somente ele – que nos permite resistir ao cinismo e à apatia que são as doenças psicológicas do nosso tempo.'"
Do texto "Ética do humano", de Leonardo Boff
"Há algo nos seres humanos que não se encontra surgido há milhões de anos no processo evolutivo quando emergiram os mamíferos, dentro de cuja espécie nos inscrevemos: o sentimento, a capacidade de emocionar-se, de envolver-se, de afetar e de sentir-se afetado.
(...)
Só nós humanos podemos sentar-nos à mesa com o amigo frustrado, colocar-lhe a mão no ombro, tomar com ele um copo de cerveja e trazer-lhe consolação e esperança. Construir o mundo a partir de laços afetivos. Esses laços tornam as pessoas e as situações preciosas, portadoras de valor. Preocupamo-nos com elas. Tomamos tempo para dedicar-nos a elas. Sentimos responsabilidade pelo laço que cresceu entre nós e os outros. A categoria cuidado recolhe todo esse modo de ser. Mostra como funcionamos enquanto seres humanos .
(...)
Esse sentimento profundo, repetimos, se chama cuidado. Somente aquilo que passou por uma emoção, que evocou um sentimento profundo e provocou cuidado em nós, deixa marcas indeléveis e permanece definitivamente.
(...) 'A mente racional' - conclui Golemnan - 'leva um ou dois momentos mais para registrar e reagir do que a mente emocional, o primeiro impulso... é do coração, não da cabeça'.
(...)
Um psicanalista atento ao drama da civilização moderna como o norte-americano Rollo May podia comentar: 'Nossa situação é a seguinte: na atual confusão de episódios racionalistas e técnicos perdemos de vista e nos despreocupamos do ser humano; precisamos agora voltar humildemente ao simples cuidado... é o mito do cuidado – e creio, muitas vezes, somente ele – que nos permite resistir ao cinismo e à apatia que são as doenças psicológicas do nosso tempo.'"
Do texto "Ética do humano", de Leonardo Boff
domingo, 22 de agosto de 2010
Um pouco de Miguel Torga
Confiança
O que é bonito neste mundo, e anima,
É ver que na vindima
De cada sonho
Fica a cepa a sonhar outra aventura...
E que a doçura
Que não se prova
Se transfigura
Numa doçura
Muito mais pura
E muito mais nova...
Nasci subversivo.
A começar por mim - meu principal motivo
de insatisfação.
"Sempre em oposição com o poder constituído, pelo que o poder representa de afastamento do humano que lhe serve de suporte. "
"É mais sensível a uma ética do que a uma ideologia, mais (...) fraterno que disciplinadamente correligionário. "
O que é bonito neste mundo, e anima,
É ver que na vindima
De cada sonho
Fica a cepa a sonhar outra aventura...
E que a doçura
Que não se prova
Se transfigura
Numa doçura
Muito mais pura
E muito mais nova...
********
Nasci subversivo.
A começar por mim - meu principal motivo
de insatisfação.
********
Sobre:
"Sempre em oposição com o poder constituído, pelo que o poder representa de afastamento do humano que lhe serve de suporte. "
"É mais sensível a uma ética do que a uma ideologia, mais (...) fraterno que disciplinadamente correligionário. "
sábado, 7 de agosto de 2010
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Diálogo entre pai e filho II
- Pai, sabe uma loja onde tem escrito megacircle?
- Ahn...
- Acho que é lá que compra a roupa do tae kwon do. Sabe por quê? Eu vi um menino com uma roupa que tava escrito megacircle...
É. Isso não se avalia na escola.
- Ahn...
- Acho que é lá que compra a roupa do tae kwon do. Sabe por quê? Eu vi um menino com uma roupa que tava escrito megacircle...
É. Isso não se avalia na escola.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
O que o sono não faz...
Por que será que à noite tudo parece fazer sentido?
Será que, assim como ilumina o dia, o sol clareia os pensamentos?
Será que, assim como ilumina o dia, o sol clareia os pensamentos?
domingo, 18 de julho de 2010
sábado, 17 de julho de 2010
Saber demais cansa
Filhote em férias na casa da vovó (saudades após um dia...). Acordo após uma semana cansativa e uma sexta de trabalho das 7h30 às 20h00, com meia hora de almoço. Café da manhã e pão com Nutella sem culpa.
Muito a fazer mas aproveito o silêncio - coisa rara por aqui - para algo que há muito tempo não consigo: sentar e ler o jornal. O hábito atrapalha um pouco (tempo, tempo, tempo!) então manchetes, leads e olhar rápido à procura da informação que despertou interesse, satisfação ou frustração com o conteúdo e não os fatos, Cotidiano e Ilustrada para ler com mais calma.
Liquidação na Isabela Capeto, "museu como 'geladeira'", Mônica Bergamo e gente que não me interessa."É dramático parecer o que não se deve" - clic, voltar para ler depois. Uh! Lauryn Hill no feriado de 7 de setembro! Uhn. Trabalho na segunda e tem Bon Jovi depois... Não vamos dar conta. Quem mandou! Crueldade do homem, escritor português - voltar depois. Crítica/Ensaio – clic. "Editor é segundo cérebro de um texto", necessidade ética, banalidade a internet - clic, clic. Oh! Ti Ti Ti! Victor Valentim e Jacques Leclair! Boas lembranças - essa eu até queria assistir (ausência do hábito brasileiro há mais de 10 anos). Exposição no Masp - interessante, verificar. Drauzio Varella - por último. Quadrinhos - faz tempo! Paródia, Dilma, YouTube - começando por aqui.
Não demora muito e lá estou, de novo, juntando assuntos díspares e questionando o que há por trás das informações, dos fatos e descobrindo relações que gostaria de não saber. Ou melhor, gostaria que não existisse, já que a ignorância não se encaixa neste projeto inacabado, mas que evolui a contento, chamado EU.
Muito a fazer mas aproveito o silêncio - coisa rara por aqui - para algo que há muito tempo não consigo: sentar e ler o jornal. O hábito atrapalha um pouco (tempo, tempo, tempo!) então manchetes, leads e olhar rápido à procura da informação que despertou interesse, satisfação ou frustração com o conteúdo e não os fatos, Cotidiano e Ilustrada para ler com mais calma.
Liquidação na Isabela Capeto, "museu como 'geladeira'", Mônica Bergamo e gente que não me interessa."É dramático parecer o que não se deve" - clic, voltar para ler depois. Uh! Lauryn Hill no feriado de 7 de setembro! Uhn. Trabalho na segunda e tem Bon Jovi depois... Não vamos dar conta. Quem mandou! Crueldade do homem, escritor português - voltar depois. Crítica/Ensaio – clic. "Editor é segundo cérebro de um texto", necessidade ética, banalidade a internet - clic, clic. Oh! Ti Ti Ti! Victor Valentim e Jacques Leclair! Boas lembranças - essa eu até queria assistir (ausência do hábito brasileiro há mais de 10 anos). Exposição no Masp - interessante, verificar. Drauzio Varella - por último. Quadrinhos - faz tempo! Paródia, Dilma, YouTube - começando por aqui.
Não demora muito e lá estou, de novo, juntando assuntos díspares e questionando o que há por trás das informações, dos fatos e descobrindo relações que gostaria de não saber. Ou melhor, gostaria que não existisse, já que a ignorância não se encaixa neste projeto inacabado, mas que evolui a contento, chamado EU.
********
Estudante de publicidade de 25 anos planeja em detalhes um vídeo viral. Tá. Pró-Dilma! A ideia era fazer as pessoas falarem mais de política. Ah, tá!
Por que suspeitar que há algo mais? Ele mora em Rio Verde, Goiás - não tenho a menor noção de onde fica. Não é São Paulo, Rio... Que pensamento ridículo e preconceituoso!
Isso não é bom. Sem diminuir Goiás, a suspeita aumenta!
Hoje em dia fazer algo como o que ele fez não é anormal,pelo contrário. Se até briga entre mulher e amante do marido é hit na internet e vira assunto de discussão no cotidiano... (para variar, precisei pedir para que me explicassem do que se tratava após ouvir vários comentários). Mas precisava ser campanha política! Deve ser isto - política atrai desconfiança. Será???
Odeio ficar sem uma conclusão!!!
********
Marido interrompe a leitura para contar que o controle de medicamentos não serve apenas à Anvisa. As empresas controlam quem está receitando e quanto - e os publicistas se degladiam por isto já que o peso na avaliação do trabalho é grande.
Pensando assim, tem lógica eu pensar que medicamento controlado é um grande negócio para os médicos.
Pronto. Lá vem conspiração!
No último mês participei de dois problemas graves com pessoas próximas causados pela irresponsabilidade dos médicos na prescrição de medicamento "tarja preta". Não é um completo absurdo questionar em que medida a política de controle das empresas, da própria Anvisa - sei lá! -interfere na quantidade e facilidade em se ver receituários azuis hoje em dia.
Começar a duvidar ainda mais de médicos é um problema. E é melhor eu parar por aqui porque lembrei da república de alunos de Medicina em frente de casa, as várias ligações para a polícia, o nível de educação e caráter dos vários que já passaram por lá e eu só quero um sábado de descanso.
********
Será que já inventaram um remédio para síndrome do super herói? Ou seria mais acertado dizer: será que já inventaram a síndrome do super herói para receitarem um remédio - controlado - para ela?
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Oito dedos
Maybe more...
Isto é quanto a tesoura deixou cair de cachinhos da moça prendada para casar.
Isto é quanto a tesoura deixou cair de cachinhos da moça prendada para casar.
********
Li em algum lugar que mudança é uma variação de uma situação externa e que transição é uma reorientação psicológica interna. Para se chegar na primeira, tem que se passar pela segunda que, ao contrário de nosso padrão de ciclo de vida, começa por um fim e termina com um recomeço. No meio, uma fase neutra.
Um especialista em processos de mudanças em organizações afirma que podemos ter duas reações diante da novidade:
* Resposta negativa, que começa com a imobilização, seguida da negação, da raiva, da depressão, da barganha, do teste e da aceitação;
* Resposta positiva, cujo ciclo é otimismo desinformado, pessimismo informado, realismo esperançoso, desistência ou não e conclusão.
********
"Todos os processos humanos de criação de ordem são também, mesmo que involuntariamente, criadores de desordem. Essa mesma força produtiva que aliviou o homem medieval das privações do reino da necessidade, gerou sociedades nas quais o sentido de vida tornou-se voltado à acumulação da riqueza por si própria. No início do século XX, um em cada dois habitantes do planeta era pobre ou miserável;hoje, já são três em cada quatro, e até meados do século XXI prevê-se que serão sete em cada oito, isto por mais que a humanidade se torne capaz de cada vez produzir mais riqueza. O fluxo permanente de auto-reorganização por meio da desordem produz, de fato, ordem - mas também novas desordens.
A teoria do caos ressalta que pouco adianta tentar dirigir uma organização sob condições instáveis; nessas, , ao contrário, o que prevalece é a auto-organização. Traçando um paralelo entre a realidade das Organizações e nós, seres humanos, a regra é praticamente a mesma. As pessoas, em sua maioria, buscam viver vidas estáveis, satisfazendo-se em executar sempre as mesmas atividades no mesmo emprego, em preservar seus patamares de poder aquisitivo (padrões de consumo), em repetir a cada final de semana as mesmas atividades de lazer, em esperar que as relações afetivas sejam eternamente estáveis etc.. Em geral, o resultado é a frustração de uma estabilidade "assegurada", porém vazia, ou o desespero diante da instabilidade que não pôde ser evitada.
Se abrirmos mão da idéia de que qualquer ordem em nossa vida tenha necessariamente que ser racionalmente construída ou planejada, poderemos alcançar uma atitude mais positiva em relação à desordem e à instabilidade inerentes à nossa existência,, e perceber o quanto tal atitude poderia ser enriquecedora e nos trazer mais felicidade. Utilizando a teoria do Caos, a vida é um apelo natural da ordem em meio à desordem.
Veja os versos de Fernando Pessoa: Navegar é preciso, viver não é preciso.O sentido da palavra "preciso" não é a partir do verbo precisar (necessitar), mas do substantivo precisão (exatidão). Vejamos: Navegar é exato, viver não é exato. "
Fonte: Gestão da mudança, Caos e complexidade nas organizações - Rubem Bauery"
********
Ideias não faltam. E sono também não... Incongruência.
Boa noite.
terça-feira, 13 de julho de 2010
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Diálogo entre pai e filho
- João Pedro, sabia que o presidente da Natura é candidato à vice?
-Ah! Então ele vai largar o emprego?
- É... ou vai deixar para o filho...
- A menos que ele seja criança, né!
-Ah! Então ele vai largar o emprego?
- É... ou vai deixar para o filho...
- A menos que ele seja criança, né!
Assinar:
Postagens (Atom)







