No Natal, João Pedro ganhou do tio-padrinho esta caixa com todos os livros do Harry Potter, uma edição para colecionadores. Assim como eu ficaria quando criança, ele ficou "uau!". Na tarde do dia 25, logo após ter aberto o presente, começou o primeiro livro. Em três dias e meio já havia lido dois.
A fúria de leitura diminuiu com uma viagem, a chegada de uma bicicleta que o Papai Noel "entregou no endereço em que ele não estava" e outras coisas que foram surgindo durante as férias. Hoje começou o quarto livro.
O menino leitor fará 10 anos em maio.
Depois de assistir Before Sunset (finalmente!), acabo de descobrir que a estréia (com acento!!!) de Before Midnight aconteceu no Sundance Festival domingo passado. Seria um bom filme para meu final de férias.
Continuações bem Ana Paula, diga-se de passagem...
Pôr-do-sol em tempo real, tudo aquilo em pouco mais de uma hora. Parece "meus filminhos" imaginários.
E Nina Simone para encerrar.
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Mas continuo achando que não existem coincidências...
Acabei de assistir "Ruby Sparks" e estranhamente gostei...
Paul Dano neste filme me pareceu familiar, principalmente quando de óculos.
E estou vendo agora que a mocinha ruivinha que não é ruiva de verdade é a autora!
Acho que é final de férias...
Para completar o estranhamento, from soundtrack...
"No discurso que hoje eu devo fazer, e nos que aqui terei de fazer, durante anos talvez, gostaria de neles poder entrar sem se dar por isso. Em vez de tomar a palavra, gostaria de estar à sua mercê e de ser levado muito para lá de todo o começo possível. Preferiria dar-me conta de que, no momento de falar, uma voz sem nome me precedia desde há muito: bastar-me-ia assim deixá-la ir, prosseguir a frase, alojar-me, sem que ninguém se apercebesse, nos seus interstícios, como se ela me tivesse acenado, ao manter-se, um instante, em suspenso. Assim não haveria começo; e em vez de ser aquele de onde o discurso sai, estaria antes no acaso do seu curso, uma pequena lacuna, o ponto do seu possível desaparecimento.
(...)
Há em muitos, julgo, um desejo semelhante de não ter de começar, um desejo semelhante de se encontrar, de imediato, do outro lado do discurso, sem ter de ver do lado de quem está de fora aquilo que ele pode ter de singular, de temível, de maléfico mesmo. A este querer tão comum a instituição responde de maneira irónica, porque faz com que os começos sejam solenes, porque os acolhe num rodeio de atenção e silêncio, e lhes impõe, para que se vejam à distância, formas ritualizadas."
"Nada está definitivamente perdido, as vitórias parecem-se muito com as derrotas. Nem umas nem outras são definitivas."
"Falo de uma mudança que levasse as pessoas a pensar que isto não é bastante para viver como ser humano. Não pode ser. Se nós nos convertemos em pessoas que só se interessam pelos seus próprios interesses, vamos converter-nos em feras contra feras. E aliás é isto o que está a acontecer."
"O mundo necessita de uma forma distinta de entender as relações humanas e a isso é que chamo insurreição ética. Cada um tem que pensar: Que estou a fazer neste mundo? A ideia de respeito pelo outro como parte da própria consciência poderia mudar algo no mundo."
"Se eu pudesse apagar a palavra utopia do dicionário e da mente das pessoas, fá-lo-ia. Adiamos e adiamos o que queremos ser. A esperança, sempre a temos, claro. É o que faz, em muitos casos, com que a vida seja suportável."
(José Saramago)
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Namorado trabalhando "pela democracia", filhote na casa de mais que amigo.
Estar sozinha de vez em quando é bom. Pena o barulho dos carros...
Enquanto a prova foram 30 continhas, brincando ele que montar um time de futebol...
Pegou suas caixas de futebol de botão, seu caderninho e me explica:
- Vou colocar o nome dos jogadores em tirinhas e colar no botão, aí quando ele for vendido eu troco o nome. Nessa folha eu vou colocar o preço dos jogadores e anotar quanto o time vai ganhar; aqui eu vou colocar o que tem que gastar. E vou anotar tudo que precisa pra começar um time. Quanto será que eu preciso? Deixa eu pensar...
"As palavras me antecedem e ultrapassam, elas me tentam e me modificam, e se não tomo cuidado será tarde demais: as coisas serão ditas sem eu as ter dito. Ou, pelo menos, não era apenas isso. Meu enleio vem de que um tapete é feito de tantos fios que não posso me resignar a seguir um fio só; meu enredamento vem de que uma história é feita de muitas histórias. E nem todas posso contar – uma palavra mais verdadeira poderia de eco em eco desabar pelo despenhadeiro as minhas mais altas geleiras. Assim, pois, não falarei mais no sorvedouro que havia em mim enquanto eu devaneava antes de adormecer." Clarice Lispector
"... a tensão que habita as palavras e as lança para frente é um ir ao encontro de algo. As palavras buscam uma palavra que dará sentido à sua marcha, fixidez à sua mobilidade." (Octavio Paz)
- Mãe! Quanto é 246 dividido por 2?
- 123, por quê?
- Então eu vou gastar uns 123 litros de água.
- Como assim?
- É que eu vou colocar o alarme pra 7 minutos, e 15 minutos de banho gastam 246 litros de água...
Pesquisando, a linguagem digital com foco na escrita na internet em comunicações interpessoais (ou algo assim...).
Trabalhando, a ampliação e consolidação da Educação Integral na Rede Municipal de Ensino (o novo! recente-não-recente).
Dormindo, pesadelos e ausência com palpitações em momentos de pouca lucidez e alta produção.
A tesoura?
Bem, é melhor que fique somente na memória que não é metálica.
Depois do outro, vem o eu que não é sujeito e o sujeito que não é eu. O ethos não entrou, mas a dúvida o capturou.
A música que ultimamente me persegue me encontrou no contraponto.
O MediaConverter não converteu e na procura encontrei o WiseConvert. Esperto, fez o trabalho e me trouxe um "tocador" de rádio e canais Sky. A música me pegou de novo por outro ponto.
Sábado à noite com transcrição ortográfica e consequências da sexta com aparelho elíptico/abdominais/pesinhos e outras coisinhas mais.
Na aula de sexta "descobri" que o outro pode não ser uma pessoa. O outro pode ser um livro. Pode ser um outro objeto.
Resolvi que meu outro agora é o site Personare (!). Já que no momento estou precisando de um elogio, ouvir algo bom a meu respeito, e não tem um outro-pessoa para fazê-lo - sou eu, um monte de textos para ler e o canal Anos 90 da Sky -, "elejo" o site como meu outro.
E ele é super bonzinho ao falar sobre meus super poderes - tudo que eu preciso depois de quase dois dias insanos de leitura e um corpo reclamando a ausência da vesícula!
Vejam como este outro é um amor: "Você tem um dom magnífico a ser desenvolvido: a habilidade de resolver atritos, aparando arestas e sendo justo com as partes conflitantes." "Você tem o talento de aplicar seus ideais humanitários, gostando de ser útil aos outros ou à alguma comunidade, por meio de um trabalho em equipe." "Você tem o poder de servir como uma referência de autossuperação, ética e humanitarismo para as pessoas"
Se cutucar , ele fala mais: "(...) Ana, o que mais lhe motiva é agir com
determinação, a partir de seus princípios éticos e seu senso de justiça (...) sua sabedoria, seu profundo olhar compreensivo a respeito da natureza humana e
da existência (...) sua sensualidade, suas habilidades psíquicas e sua percepção dos vários
lados de cada questão (...) suas habilidades expressivas e comunicativas (...) seu senso de justiça, sua capacidade de harmonizar conflitos e seu talento de unir pessoas (...)"
Eu não sei direito onde está tudo isto (acho que se eu pagar 4 X R$ 12,20 talvez ele me diga), mas... se meu outro disse, está dito!
E quem não entendeu nada desse negócio de outro, abstrai.
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Enquanto isso, toca (só para ouvir, não para ver):