domingo, 13 de abril de 2014

Antes de sujeito, objeto

Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada ... a dolorida ...

Sombra de névoa ténue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida! ...

Sou aquela que passa e ninguém vê ...
Sou a que chamam triste sem o ser ...
Sou a que chora sem saber porquê ...

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver
E que nunca na vida me encontrou!

Florbela Espanca

Até quando




Quem sabe o que é Fortran? Se não tiver formação em informática e estudado a história desta tecnologia, com certeza desconhece que se trata da primeira linguagem de programação. Aprendi isso e outras coisas atualmente desnecessárias para utilização de um computador em 1985, quando fazia "curso de computação" - Basic I -, época em que os dados eram gravados em fita K7...

Chegava em casa e ficava sonhando em ter um computador onde pudesse catalogar todos os livros que tinha em casa, todas as receitas dos vários cadernos para facilitar na hora de procurar, onde pudesse digitar todo o conteúdo das enciclopédias. Na época, uma viagem da minha cabeça que nela ficava - não tinha contato com ninguém que entendesse de computação.

Em 1993 diagramava jornais em meu próprio computador que aprendi a usar quando chegou em casa - trabalhava na Assessoria de Comunicação da Prefeitura e lá usávamos somente máquina de escrever...

Quando a internet foi instalada, gastei a cota do mês (!) em um dia de tanto que xeretei. Usei icq (muito legal a sua florzinha), abri uma conta no Hotmail - mas preferi o Zipmail como conta usual -, adorei quando criaram o Google (e não sobrevivo sem há cerca de 15 anos...). Em 1994 fiz meu primeiro curso à distância: Introdução à Tecnologia na Escola.

Em 2000 abri uma conta no Blogger, mas não encontrei inspiração para continuar. Retomei somente em 2006 e em 2007 este blog passou a integrar minha vida.

Last.fm e myspace desde o começo, mas só do primeiro me tornei adepta. Mais tarde descobri o goear e dividi minha atenção. Por essa época, também tentei o WordPress, mas já estava acostumada ao Blogger e deixei de lado.

O Skype veio pouco antes do Facebook, mas apesar de "tê-los" o uso era limitado - encontrar alguém que usasse era coisa raríssima. Engraçado foi eu ter enviado convite do Face para quase todos os contatos - sem retorno - e há pouco tempo receber suas solicitações de amizade. Os amigos que se deram ao trabalho de perguntar de que se tratava, acabavam se desculpando por não aceitar pois usavam o Orkut (como eu também).

O termo "selfie" se tornou a palavra do ano em 2013. Em 2004 o nome - recém-criado porém ainda sem popularidade - não me era familiar, mas a prática... A foto deste blog é um exemplo.

O YouTube foi lançado em 2005 e tenho vídeos postados em 2006. Twitter começou em 2006 e minha conta é de 2009 - um funcionamento que não funciona muito para mim. O Pinterest chegou em 2010 e esse sim é a minha cara - mais de três anos estão exigindo uma nova divisão dos painéis pela quantidade de postagens.

LinkedIn quando não tinha ninguém para linkar. Picasa, Google Docs, 4Shared, Google Drive, Tumbrl, Deezer, Stereomood, Vimeo, Listography, Scoop It! e acho que estou esquecendo.

Quase 30 anos com as "novas" tecnologias. Hoje tenho 44 e a questão é: até quando?

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Ser

Enquanto escuto professores preocupados com o que fazer se o menino - de 5 anos - quer brincar com a Barbie e prefere ficar com o grupo de meninas, leio um pouco sobre Hannah Arendt e as noções de nascimento e natalidade:

"Assim, o nascer de uma gata fêmea, tal qual o da 'fêmea' humana é um fenômeno da vida, já que ambas passam a participar da luta pela sobrevivência individual e pela continuidade da espécie. Mas a 'fêmea humana' nasce também para um mundo de artificialismos simbólicos e materiais: terá um nome de mulher, passará a ser vestida como uma mulher, aprenderá gestos e condutas que a fazem tornar-se uma mulher, o que significa compartilhar símbolos culturais de identidade feminina. Uma gata nasce 'gata', enquanto uma 'fêmea humana' terá de se constituir como mulher, por ser tanto um ser novo na vida como um novo ser no mundo."

(A crise da educação como crise da modernidade, José Sérgio Fonseca de Carvalho. Revista Educação - Hannah Arendt)

sábado, 2 de março de 2013

1979

Killing an arab. Primeira música na lista.
Alguém nascia enquanto eu tinha 9.
Como diria João Pedro: quem liga?



(E a playlist acima está rebelde. O Hino do Flamengo foi salvo errado e não quer sair. Eu clico para apagar, aparece a pergunta se que quero realmente apagar, eu confirmo, ele some e reaparece. Várias e várias vezes. Segundo um dos flamenguistas daqui, é em homenagem aos 60 anos do Zico...)

sábado, 26 de janeiro de 2013

Menino leitor



No Natal, João Pedro ganhou do tio-padrinho esta caixa com todos os livros do Harry Potter, uma edição para colecionadores. Assim como eu ficaria quando criança, ele ficou "uau!". Na tarde do dia 25, logo após ter aberto o presente, começou o primeiro livro. Em três dias e meio já havia lido dois.
A fúria de leitura diminuiu com uma viagem, a chegada de uma bicicleta que o Papai Noel "entregou no endereço em que ele não estava" e outras coisas que foram surgindo durante as férias. Hoje começou o quarto livro.
O menino leitor fará 10 anos em maio.



... and another



Depois de assistir Before Sunset (finalmente!), acabo de descobrir que a estréia (com acento!!!) de Before Midnight aconteceu no Sundance Festival domingo passado. Seria um bom filme para meu final de férias.
Continuações bem Ana Paula, diga-se de passagem...

Pôr-do-sol em tempo real, tudo aquilo em pouco mais de uma hora. Parece "meus filminhos" imaginários.



E Nina Simone para encerrar.



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Mas continuo achando que não existem coincidências...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Mais um filme















Acabei de assistir "Ruby Sparks" e estranhamente gostei...
Paul Dano neste filme me pareceu familiar, principalmente quando de óculos.
E estou vendo agora que a mocinha ruivinha que não é ruiva de verdade é a autora!
Acho que é final de férias...


 
Para completar o estranhamento, from soundtrack...

sábado, 24 de novembro de 2012

... but it's a beautiful mess

Be honest

Em um movimento de interpretação, cá estou eu na letra de outros seguidas vezes.
Interpelada, assujeitada, eu. Não diferente de você, mas singular.

Vários eus que sempre vi, eus que juntos nunca entendi.
Possíveis - maybe I see - e vários presente aqui.
Exemplo na fuga do i-i-i-i.

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Escutando Jason Mraz...

sábado, 10 de novembro de 2012

Sensação familiar

"No discurso que hoje eu devo fazer, e nos que aqui terei de fazer, durante anos talvez, gostaria de neles poder entrar sem se dar por isso. Em vez de tomar a palavra, gostaria de estar à sua mercê e de ser levado muito para lá de todo o começo possível. Preferiria dar-me conta de que, no momento de falar, uma voz sem nome me precedia desde há muito: bastar-me-ia assim deixá-la ir, prosseguir a frase, alojar-me, sem que ninguém se apercebesse, nos seus interstícios, como se ela me tivesse acenado, ao manter-se, um instante, em suspenso. Assim não haveria começo; e em vez de ser aquele de onde o discurso sai, estaria antes no acaso do seu curso, uma pequena lacuna, o ponto do seu possível desaparecimento.


(...)

Há em muitos, julgo, um desejo semelhante de não ter de começar, um desejo semelhante de se encontrar, de imediato, do outro lado do discurso, sem ter de ver do lado de quem está de fora aquilo que ele pode ter de singular, de temível, de maléfico mesmo. A este querer tão comum a instituição responde de maneira irónica, porque faz com que os começos sejam solenes, porque os acolhe num rodeio de atenção e silêncio, e lhes impõe, para que se vejam à distância, formas ritualizadas."
(A ordem do discurso, Michel Foucault)



domingo, 7 de outubro de 2012

Sobre vitórias, derrotas e coisas a pensar

"Nada está definitivamente perdido, as vitórias parecem-se muito com as derrotas. Nem umas nem outras são definitivas."
 
"Falo de uma mudança que levasse as pessoas a pensar que isto não é bastante para viver como ser humano. Não pode ser. Se nós nos convertemos em pessoas que só se interessam pelos seus próprios interesses, vamos converter-nos em feras contra feras. E aliás é isto o que está a acontecer."
 
"O mundo necessita de uma forma distinta de entender as relações humanas e a isso é que chamo insurreição ética. Cada um tem que pensar: Que estou a fazer neste mundo? A ideia de respeito pelo outro como parte da própria consciência poderia mudar algo no mundo."
 
"Se eu pudesse apagar a palavra utopia do dicionário e da mente das pessoas, fá-lo-ia. Adiamos e adiamos o que queremos ser. A esperança, sempre a temos, claro. É o que faz, em muitos casos, com que a vida seja suportável."
 
(José Saramago)
 
********
 
Namorado trabalhando "pela democracia", filhote na casa de mais que amigo.
Estar sozinha de vez em quando é bom. Pena o barulho dos carros...
 
E eu... eu tentando produzir. Terminada a pausa.

sábado, 6 de outubro de 2012

Na ponta

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento


...




 
...



quinta-feira, 6 de setembro de 2012

E João Pedro...

Enquanto a prova foram 30 continhas, brincando ele que montar um time de futebol...
Pegou suas caixas de futebol de botão, seu caderninho e me explica:
- Vou colocar o nome dos jogadores em tirinhas e colar no botão, aí quando ele for vendido eu troco o nome. Nessa folha eu vou colocar o preço dos jogadores e anotar quanto o time vai ganhar; aqui eu vou colocar o que tem que gastar. E vou anotar tudo que precisa pra começar um time. Quanto será que eu preciso? Deixa eu pensar...

Necessidade

Na falta do novo, vai o de sempre...

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

... antes de adormecer

"As palavras me antecedem e ultrapassam, elas me tentam e me modificam, e se não tomo cuidado será tarde demais: as coisas serão ditas sem eu as ter dito. Ou, pelo menos, não era apenas isso. Meu enleio vem de que um tapete é feito de tantos fios que não posso me resignar a seguir um fio só; meu enredamento vem de que uma história é feita de muitas histórias. E nem todas posso contar – uma palavra mais verdadeira poderia de eco em eco desabar pelo despenhadeiro as minhas mais altas geleiras. Assim, pois, não falarei mais no sorvedouro que havia em mim enquanto eu devaneava antes de adormecer."
Clarice Lispector

domingo, 1 de julho de 2012

Palavras...

"... a tensão que habita as palavras e as lança para frente é um ir ao encontro de algo. As palavras buscam uma palavra que dará sentido à sua marcha, fixidez à sua mobilidade." (Octavio Paz)

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Então tá

- Mãe! Quanto é 246 dividido por 2?
- 123, por quê?
- Então eu vou gastar uns 123 litros de água.
- Como assim?
- É que eu vou colocar o alarme pra 7 minutos, e 15 minutos de banho gastam 246 litros de água...

domingo, 24 de junho de 2012

A pesquisa, o sono e a tesoura

Pesquisando, a linguagem digital com foco na escrita na internet em comunicações interpessoais (ou algo assim...).
Trabalhando, a ampliação e consolidação da Educação Integral na Rede Municipal de Ensino (o novo! recente-não-recente).
Dormindo, pesadelos e ausência com palpitações em momentos de pouca lucidez e alta produção.

A tesoura?
Bem, é melhor que fique somente na memória que não é metálica.

sábado, 5 de maio de 2012

Tentando entrar na língua da linguagem

Depois do outro, vem o eu que não é sujeito e o sujeito que não é eu. O ethos não entrou, mas a dúvida o capturou.
A música que ultimamente me persegue me encontrou no contraponto.
O MediaConverter não converteu e na procura encontrei o WiseConvert. Esperto, fez o trabalho e me trouxe um "tocador" de rádio e canais Sky. A música me pegou de novo por outro ponto.
Sábado à noite com transcrição ortográfica e consequências da sexta com aparelho elíptico/abdominais/pesinhos e outras coisinhas mais.

Céus! O que estou fazendo com a linguagem!

domingo, 15 de abril de 2012

Pois então...

Na aula de sexta "descobri" que o outro pode não ser uma pessoa. O outro pode ser um livro. Pode ser um outro objeto.
Resolvi que meu outro agora é o site Personare (!). Já que no momento estou precisando de um elogio, ouvir algo bom a meu respeito, e não tem um outro-pessoa para fazê-lo - sou eu, um monte de textos para ler e o canal Anos 90 da Sky -, "elejo" o site como meu outro.
E ele é super bonzinho ao falar sobre meus super poderes - tudo que eu preciso depois de quase dois dias insanos de leitura e um corpo reclamando a ausência da vesícula!

Vejam como este outro é um amor:
"Você tem um dom magnífico a ser desenvolvido: a habilidade de resolver atritos, aparando arestas e sendo justo com as partes conflitantes."
"Você tem o talento de aplicar seus ideais humanitários, gostando de ser útil aos outros ou à alguma comunidade, por meio de um trabalho em equipe."
"Você tem o poder de servir como uma referência de autossuperação, ética e humanitarismo para as pessoas"

Se cutucar , ele fala mais:
"(...) Ana, o que mais lhe motiva é agir com determinação, a partir de seus princípios éticos e seu senso de justiça (...) sua sabedoria, seu profundo olhar compreensivo a respeito da natureza humana e da existência (...) sua sensualidade, suas habilidades psíquicas e sua percepção dos vários lados de cada questão (...) suas habilidades expressivas e comunicativas (...) seu senso de justiça, sua capacidade de harmonizar conflitos e seu talento de unir pessoas (...)"

Eu não sei direito onde está tudo isto (acho que se eu pagar 4 X R$ 12,20 talvez ele me diga), mas... se meu outro disse, está dito!

E quem não entendeu nada desse negócio de outro, abstrai.

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Enquanto isso, toca (só para ouvir, não para ver):

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Adaptação

[...] (às vezes, a concisão do título também ia para o texto, particularmente na hora em que o que se pedia eram laudaS, no plural... mas isso é passado).

Quando achei que era passado, cá estou eu novamente lutando para encontrar o meio termo entre ser prolixa e ser concisa. Resumos com caracteres contados; resenhas com, no mínimo, três páginas; diários de leitura e fichamentos. E é só o começo.

Passado presente

"As palavras me antecedem e ultrapassam, elas me tentam e modificam (...) meu enleio vem de que um tapete é feito de tantos fios que não posso me resignar a seguir um fio só; meu enredamento vem de que uma história é feita de muitas histórias(...)"
Clarisse Lispector

sábado, 24 de março de 2012

domingo, 18 de março de 2012

Delírio de consumo













Esse azul simplesmente me fascina.


O que os olhos não veem...

"(...)
A inserção das classes C, D e E na economia nos últimos anos, um dos grandes feitos do governo Lula, criou uma nova classe média no país. Conforme dados do Centro de Políticas Sociais da FGV, entre 2001 e 2009, a renda per capita dos 10% mais ricos aumentou em 1,49% ao ano, enquanto a renda dos mais pobres cresceu a uma taxa de 6,79% por ano.

Somente entre 2008 e 2009, a taxa de pobreza caiu de 16,02% para 15,32%. Os números mostram também que, na época do auge crise financeira de 2009, a classe C cresceu mais em termos proporcionais do que as demais classes, chegando em 2009 a 94,9 milhões de brasileiros -- cerca de 50% da população. Diante desse cenário, a nova classe tornou-se alvo de empresas e de partidos políticos, que veem aí também o novo eleitor.

Com a emergência do novo consumidor, a questão agora é fazê-lo inserir-se na sociedade como cidadão e agente social. O Bolsa Família tem sido o principal fator desse processo, contribuindo na diminuição das desigualdades sociais, registrando queda da pobreza extrema de 12% em 2003 para 4,8% em 2008."

(trecho da mensagem do Portal Luís Nassif sobre evento do Brasilianas.org que acontece dia 1º de novembro)

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Nunca havia pensado no ditado "O que os olhos não veem, o coração não sente" mais a sério, a não ser da maneira clichê básica, usando de brincadeira por aí. Até que comecei a procurar um título para esta postagem.

Fico sempre buscando algo bem resumido e nem sempre consigo fácil ou a contento - apesar de ter sido boa em manchetes na faculdade... (às vezes, a concisão do título também ia para o texto, particularmente na hora em que o que se pedia eram laudaS, no plural... mas isso é passado).

Muitas ideias apareceram rápido rapidinho (efeito de ouvir o canal Standards) e, depurando, foi ficando algo como "pobreza incomoda". Mas ainda não era isso. Para completar, ficaria comprido. Estava quase desistindo quando o ditado surgiu na mente e fui conferir o que meu fiel aliado Google dizia a respeito. Deu nisto - poesia da Ruth Rocha que eu desconhecia.

Um pedacinho:
"(...)
Mas um dia, coisa estranha!
Como foi que aconteceu?
Com tristeza do seu povo
nosso rei adoeceu.
De uma doença esquisita,
toda gente, muito aflita,
de repente percebeu...

Pessoas grandes e fortes
o rei enxergava bem.
Mas se fossem pequeninas,
e se falassem baixinho,
o rei não via ninguém.
(...)"
********
Enfim, ainda tenho que ouvir pessoas que insistem em desacreditar dos resultados comentados  na primeira parte do texto. Não satisfeitos, falam muito muito mal do programa Bolsa Família e do governo do PT - como se fossem sinônimos, esquecendo (sendo boazinha e não dizendo que não sabem...) que a origem de um não corresponde ao partido do outro.

Enquanto escrevo este texto - e ouço música, e procuro outras em alguma playlist, e coloco roupa para lavar, e assisto algum programa gravado, e consulto o dicionário, e pesquiso no Google, e respondo e-mail, e vejo a promoção da Zelo - leio no Facebook uma conversa entre um amigo e meu namorado, originada pela saída do ministro do Esporte.

Para ele e vários outros amigos, falar em governo do PT é sinônimo de que tudo que for feito é uma droga, no mínimo. Os militares eram santos, Collor e PC Farias nunca existiram e nem vou falar de Maluf Rouba mas Faz, nem repetir as piadas sobre Newton Cardoso e suas obras... A corrupção surgiu com o Lula e seu PT. Ponto.


Existem defeitos? Sim, existem. Existem problemas? Sim, existem. Existe corrupção? Sim, existe. Tudo isto continua existindo como sempre existiu.

Certa vez minha mãe me disse que se eu tivesse nascido un 20 anos antes, com certeza eu iria ser uma daquelas pessoas "desaparecidas" durante a ditadura...


********

Coincidentemente*, de manhã lia a apostila da escola do João Pedro (!!!!!! - pânico ao lembrar dos erros e qualidade da informação...) e um dos assuntos eram as cidades planejadas e as que surgiram naturalmente. Parte do texto lembrava que Brasília foi planejada com a ideia de igualdade - sem separações entre bairros ricos e pobres, p.e.-, mas, ao final da construção, os trabalhadores acabaram sendo obrigados a morar ao redor da nova capital, fazendo surgir uma cidade carente no entorno.

* (hoje é um dos dias em que desconfio da existência da tal coincidência)

ESTE HOJE JÁ FAZ ALGUNS MESES...

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Weiß, fehér, vit, blanche, white

Branco. Estou em uma fase branca. Talvez seja um sinal de que preciso de menos, o mínimo de interferências, uma linha reta. Talvez não seja nada. Nada é branco.


Ontem pausei o filme Hanna algumas vezes no início só para apreciar os vários brancos da neve, ora divididos com o azul profundo do mar gelado, ora com o marrom molhado dos galhos.


Mas branco sem luz não. Branco vivo. Sem luz, branco morre, vira tédio, cinza.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Enquanto continuarmos a pensar como aprendemos...



E de uma conversa no Facebook provocada por esta foto vem: "mundo onde reina o fácil acesso... a tudo" - respondendo ao "mundo onde reina a ignorância".

***

o que esperar de um país onde só alguns frequentavam escola até pouco tempo atrás, qual o resultado disto?

onde uma educadora fala, sem vergonha nenhuma, que a escola estadual onde estudou está ruim porque agora entra qualquer um. ela se considera elite - elite de quê deveria ser perguntado.

antes não tinha disto ou antes não tínhamos acesso a essas informações?

hoje computador e internet atingem a todos indiscriminadamente - quem sabe usar e quem não sabe, quem tem discernimento e quem não tem, e essa divisão não é a mesma que separa os mais ricos dos mais pobres ou os mais letrados dos menos.

estamos mais expostos do que imaginamos, e a maioria não imagina nada.

não sou hacker nem expert em informática e tecnologia, mas sei detalhes da vida de pessoas que nunca encontrei pessoalmente. fico imaginando o que conseguiria se meu interesse não se limitasse à curiosidade sobre os limites na internet.

PENSAMENTOS SOLTOS SURGIDOS À NOITE, COM SONO, QUANDO TENTAVA SATISFAZER O LADO DIREITO DO CÉREBRO...

***

Aprendemos a pensar em um mundo. E ele já não existe mais.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Então é Natal

O repórter diz que ela acha que fazer a ceia em casa é perda de tempo. Então entra a entrevista: "Prefiro comprar pronta; a vida está muito corrida e não dá tempo."
Não ter tempo é uma coisa, considerar perda de tempo outra.
Atenção, é preciso atenção dos dois lados da TV.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Então

Your rainbow is slightly shaded green.

 
 
 
 
 
 
 

What is says about you: You are an intelligent person. You feel strong ties to nature and your mood changes with its cycles. Those around you admire your fresh outlook and vitality.

Find the colors of your rainbow at spacefem.com.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Oh, vida cruel e subdesenvolvida! - again


Qualidade, autonomia, cidadão crítico, desenvolvimento global, integralidade - algumas das muitas palavras associadas à educação e que algumas escolas, basicamente  as particulares, adoram colocar em seus discursos de palavras e frases bonitas e enfeitadas, com entonações fortes, carregadas de intenção... de venda.

Hoje pela manhã estava relendo trechos de dois livros só para me lembrar que não sou eu  a louca - a desfaçatez é tanta  que dá até para se questionar, pois c hega ao ponto de ser inacreditável.
Ambos não são recentes mas permanecem atuais: "Cinco Estudos de Educação Moral", organizado por Lino de Macedo, com textos, entre outros, de Jean Piaget e Yves de La Taille, e "Medo e Ousadia - o cotidiano do professor", de Paulo Freire e Ira Shor.

Enquanto isso, a apostila (cara) diz que peixe-boi é um peixe e os índios brasileiros foram dizimados por causa das doenças trazidas pelos portugueses.A informação pode estar certa, mas vale menos se não for registrada como "resposta completa". O trabalho "que vale nota" foi respondido de maneira correta, mas como os desenhos - ursinhos, meros enfeites - não foram pintados, terá pontos descontados.
********

"Para que a vida humana não se torne lúgubre e enfadonha é importante compreender que há coisas cujo valor independe da utilidade. O que for útil porque é um meio para algo mais, e se o algo mais, por sua vez, não for meramente um meio, deve ser valorizado por si mesmo, pois de outro modo a utilidade será ilusória."
(Bertrand Russell)

Foi assim


Dezembro de 2010 registrado por João Pedro.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Viver aprendendo, aprender vivendo

(Também perdido em Rascunhos, aguardando há uma ano ser finalizado.)

Finalmente assisto "Peter Drucker: uma jornada intelectual", gravado da ManagementTV em ... 26 de novembro do ano passado!!! (procurando na Sky, descobri que será reprisado neste domingo, 12/9, às 18h00).


"Eu nunca vejo nada no futuro. Eu não acredito nele. Eu olho pela janela. Procuro coisas que já aconteceram mas que ainda não tiveram consequências e ainda não foram percebidas."

"Se o conhecimento é a entidade chave, a força dinâmica que decidirá se um negócio fracassará ou não, que decidirá se a sociedade fracassará ou não, então a educação deve ser a atividade social central. A educação não só como uma questão escolar, mas como um aprendizado durante a vida inteira, continuar aprendendo. O Peter (Druker) foi um dos primeiros a falar disso como uma necessidade social."

(Jack Beatty, biógrafo de Drucker, em relação a ideia do livro "A era da descontinuidade" e posteriores, também de análise social, onde o autor explorou os requisitos de uma economia do conhecimento)

Leituras a comentar

(ao menos era o desejo)

"Por um marco regulatório para as ONGs" - Ivo Lesbaupin (Tendências/Debates - Folha)
"Hora da retirada" e "Respeito ao pedestre" (Editoriais - Folha)
"Mudanças" - Danuza Leão (Folha)
"Rua de Porto Alegre ganha fama de 'mais bonita do mundo'" - (Folha)
"Média nacional do Enem 2010 sobe 2%" - (Folha)
"O que é unidade?" - Marcelo Gleiser (Folha)
"Vitória final será daquele que aliar força à melhor história" - Joseph S. Nie Jr. (Análise - Folha)
"Quatro poemas encontrados no livro de memórias de Brigitte Bardot" - (Imaginação - Folha)

E a charge de Angeli, "Politicamente correto".

Na verdade, os comentários todos já foram escritos... mentalmente, já que na situação em que me encontrava nesta última semana a única coisa que conseguia/era capaz de/era possível fazer era usar o controle remoto. Ou seja - e lá vem Poliana -, liberei espaço de gravação na Sky assistindo todos os filmes que aguardavam serem vistos, fato este que também gerou comentários mentais e conversas comigo mesma.

As últimas três palavras me colocaram em estado de alerta. Com excesso de conversas comigo mesma é como estava antes de iniciar este blog há quatro anos, até que o inusitado me resgatou - e, como Poliana sempre ataca, teve um lado muito bom.
Porém, o resgate é pontual. E toda a adrenalina que ele pode gerar, acaba tão logo você é colocada de volta em seu ambiente.

Ser viciado em adrenalina vira trabalho para uns, loucura para outros.
Evitar ser necessário o resgate é bom senso para muitos.

Isso vai render muita conversa. Ainda bem que estou disponível para ouvir...


domingo, 19 de junho de 2011

Frio dá vontade de comer


E aqui tem um kibe muito bom!

Lembro que na escola tinha fases de lanche. Uma delas foi de kibe com Sprite, outra de salsicha empanada com Taí.
Ah! Tinha o docinho antes subir a escadaria: casquinha de sorvete recheada de doce de leite.

Estou tão saudosista ultimamente...


Inventando moda

viva
ponto
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quinta-feira, 16 de junho de 2011

O frio e as m-m-m-mã-mãos

Por alguns instantes, as mãos rejuvenescem.
A cor da pele fica uniforme e até os tortinhos dos dedos parecem desaparecer. As unhas se sobressaem.
O nome desse milagre? Nenhum produto utilizando a última tecnologia em alguma coisa.
O nome disto é: frio congelante da água da torneira da pia da cozinha.
Efeito colateral: dor em todos os ossinhos - falanges, falanginhas e falangetas -, paralisia momentânea e rigidez nas juntas.
Mas a mão fica lindinha, 20 anos mais nova!

Comentários que se seguiram à postagem:

* "Ou é o frio roubando a atenção que ia para os defeitinhos."

* "Ai como mulher é boba, sofre prá ter segundos de prazer .............ou seria a lei da compensação, ou a eterna sombra de Poliana, sempre querendo achar o lado bom das coisas (confesso que não sabia o lado bom de lavar louça, vou prestar mais atenção........) bjos"

Well, well, well...
Só sei que se depender de lavar louça na água gelada para ficar com a mão um pouco mais bonitinha, ela pode ficar parecendo mão de bruxinha.

Quanto à Poliana, vira e mexe dou de cara com ela!
Não tinha percebido que achei um "lado bom"!
Li o livro na sétima série, ou seja, aos 12 anos. Foi leitura de uma tarde. Adorei.
Analisando hoje, percebo o quanto influenciou meu pensamento. Na verdade, influencia, já que cito o "ver o lado bom das coisas" com uma frequencia inacreditável, pensando bem...
Mas acabo de lembrar de algo que não gostei: não tenho a menor ideia sobre que fim teve meu querido livro...
Mas a capa está intacta na minha memória. E a história, me parece, na minha vida.


domingo, 8 de maio de 2011

Cores

Québec


Devo ter vivido uma vida muito feliz em algum lugar com estas referências...
Adoro os tijolinhos, as muitas janelas. As cores das folhas.

sábado, 16 de abril de 2011

Visualizando

Sono + necessidade de parar tudo = texto estranho no dia seguinte parado nos rascunhos por erro ao clicar nos botões.

Sentir a água sobre meus pés, gelada se espalhando e levando a areia em que piso. Devagarinho afundar e esperar. A água gelada sobre meus pés.

Sentir a brisa que vai, fresca acaricinado meu rosto e deixando a ausência de um beijo. Sozinha suspirar e esperar. A brisa fresca que vai.

sábado, 2 de abril de 2011

E João Pedro pensa

- Mãe, já entendi o castigo de ficar sem televisão e Wii no final de semana. Fiquei sem hoje e amanhã eu posso...
- Não senhor! O castigo é no final de semana inteiro.
- Então, mãe! Amanhã é domingo, começa outra semana, não pode ser final!

Com lógica ou sem lógica, o castigo permanece.
Céus! O que me espera na adolescência...

(E para combinar, o blog resolveu que não quer aceitar parágrafo - está juntando tudo em uma linha. Lá vou eu para o html...)